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Brasil avalia planos dos EUA para aliança de minerais críticos

Brasil avalia planos dos EUA para aliança de minerais críticos

Reuters

04/02/2026

Placeholder - loading - Mina de cobra Sossego, da Vale, no Pará. REUTERS/Amanda Perobelli
Mina de cobra Sossego, da Vale, no Pará. REUTERS/Amanda Perobelli

Por Marta Nogueira e Lisandra Paraguassu

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA, ⁠4 Fev (Reuters) - O Brasil participou de reunião nos Estados Unidos nesta quarta-feira na qual o vice-presidente norte-americano, JD Vance, revelou planos para reunir aliados em um bloco comercial para minerais críticos, mas o país ainda avalia se integrará o grupo, segundo integrantes do governo brasileiro.

O Itamaraty confirmou à Reuters que o Brasil esteve presente na reunião por meio de sua Embaixada, mas não informou se o país poderá aderir à iniciativa ou como poderia se dar uma eventual participação.

Já uma fonte do governo brasileiro explicou que o Brasil está aberto a parcerias, mas se essa trouxer valor agregado ao país. Além ​disso, afirmou que, pela dimensão do tema, ele precisa ⁠ser tratado ⁠de forma bilateral e que uma decisão não será tomada de forma célere.

O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos EUA de minerais críticos depois que a China abalou os mercados globais no ano passado ao reter terras raras necessárias para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais.

Nesse cenário, o Brasil tem sido alvo do ‌interesse norte-americano e de outros países, diante de seu grande potencial para exploração de minerais ​críticos, como terras raras, cobre, níquel, nióbio, dentre outros.

A fonte ‌também mencionou que o ​governo ​está se preparando para iniciar conversas para uma viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington e que, se esse tema for de interesse dos EUA, poderá ser colocado à mesa.

O Ministério de ​Minas e Energia, por sua vez, disse à Reuters nesta quarta-feira que está aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais 'em consonância com os interesses nacionais e com os princípios do desenvolvimento econômico e social do país'.

Sem responder diretamente sobre a reunião nesta quarta-feira, a pasta afirmou ainda que a atuação brasileira é pautada pelo fortalecimento da cooperação internacional, pela atração de investimentos, pelo desenvolvimento tecnológico e industrial no país e pela inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, em diálogo com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos.

Comissões de diversas partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e marcado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor no país, como Vale, BHP e Anglo American.

No caso de ⁠terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas poucos projetos ‌em desenvolvimento.

Na segunda-feira, Trump lançou um pacote ⁠estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA e US$2 bilhões em financiamento privado.

O secretário de Estado ‍norte-americano, Marco Rubio, disse que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália ​e ‌República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração.

(Por Marta Nogueira e Lisandra Paraguassu)

Reuters

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