Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Brasil volta ao topo do ranking mundial de investimentos chineses

Brasil volta ao topo do ranking mundial de investimentos chineses

Reuters

07/05/2026

Placeholder - loading - Veículos BYD na linha de produção da nova fábrica de veículos elétricos da empresa no Complexo Industrial de Camacari, Bahia, Brasil, 3 de fevereiro de 2026 REUTERS/Rafael Martins
Veículos BYD na linha de produção da nova fábrica de veículos elétricos da empresa no Complexo Industrial de Camacari, Bahia, Brasil, 3 de fevereiro de 2026 REUTERS/Rafael Martins

Atualizada em  07/05/2026

Por Luciana Magalhaes

SÃO PAULO, 7 Mai (Reuters) - O Brasil ​reconquistou o primeiro lugar no ranking global de investimentos chineses em 2025, atraindo 10,9% do total dos aportes, seguido pelos EUA e pela Guiana, com 6,8% e 5,7%, respectivamente, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

O Brasil recebeu US$6,1 bilhões em investimentos chineses em dezenas de projetos, um aumento de 45% no capital em comparação com 2024, à medida que empresas da China buscaram diversificar sua presença na maior economia da América Latina e ampliar sua participação nos setores de energia limpa e mineração do país.

Nos últimos cinco anos, o Brasil alternou ⁠sua posição ⁠entre o primeiro e o quinto lugares ​entre os ‌principais destinos mundiais de investimento chinês, tendo ocupado o topo também em 2021, afirmou o CEBC.

Além da moeda mais fraca, o Brasil oferece um grande mercado consumidor, abundância de recursos naturais e energia limpa, características que os investidores chineses consideram atraentes.

'São poucos ⁠países no mundo hoje que têm todos esses atrativos', disse à Reuters Tulio ​Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC.

DA ELETRICIDADE AO FAST FOOD

Enquanto o setor elétrico ​continuou a liderar na atração dos fluxos de capital ‌chinês para o Brasil, ​a ⁠mineração registrou uma onda de interesse renovado, com os investimentos no setor triplicando em 2025.

O setor automotivo também se destacou, ficando em terceiro lugar geral em 2025 e respondendo por 15,8% do total de ​investimentos de corporações chinesas no Brasil.

Nos últimos anos, tanto a GWM quanto a BYD adquiriram fábricas anteriormente pertencentes a montadoras ocidentais, convertendo-as em polos de produção de veículos elétricos e híbridos. Ambas as empresas chinesas têm registrado crescimento explosivo de vendas no Brasil.

O capital chinês também ​se expandiu para tecnologia da informação, logística, manufatura de eletrônicos, serviços de economia digital e até mesmo fast food.

A produção de eletrodomésticos e eletrônicos atraiu novos investimentos chineses no Brasil em 2025, por exemplo, com a Vivo Mobile lançando a marca de smartphones Jovi.

'O Brasil é uma prioridade estratégica de longo prazo para a Jovi', disse André Varga, diretor de produto da Jovi, em entrevista mais cedo este ano. 'Trata-se de um mercado com grande potencial, ainda concentrado em poucos ​players, o que nos oferece uma oportunidade de criar diferenciação e agregar valor ao consumidor.'

Olhando adiante, os ‌investimentos chineses no Brasil provavelmente continuarão sendo moldados ⁠tanto por políticas domésticas, por exemplo, em torno da transição energética, quanto por forças externas, incluindo tensões geopolíticas e o movimento global pela descarbonização, segundo o CEBC.

'A gente vai ver ⁠a continuidade desses projetos e talvez eu apostaria numa intensificação ⁠na área de mineração, em novas energias e ⁠também na indústria ⁠de ​forma geral, onde temos visto um crescimento considerável', disse Cariello.

(Reportagem de Luciana Magalhães; edição de Isabel Versiani)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.