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Brasileira TSEA anuncia fábrica nos EUA para suprir demanda de modernização da rede elétrica

Brasileira TSEA anuncia fábrica nos EUA para suprir demanda de modernização da rede elétrica

Reuters

24/03/2026

Placeholder - loading - Linhas de transmissão de energia elétrica em Brasília 06/06/2022 REUTERS/Ueslei Marcelino
Linhas de transmissão de energia elétrica em Brasília 06/06/2022 REUTERS/Ueslei Marcelino

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 24 Mar (Reuters) - A ​fabricante de equipamentos elétricos TSEA vai instalar uma fábrica nos Estados Unidos para atender à demanda por modernização da rede elétrica local, em momento em que a infraestrutura elétrica ganha relevância pelo forte crescimento do consumo de energia, anunciou a empresa brasileira nesta terça-feira.

Com investimentos de US$25 milhões, a planta ficará em Eden, no Estado da Carolina do Norte, e será voltada à fabricação de reguladores de tensão ⁠monofásicos, ⁠dispositivos que mantêm a estabilidade ​das redes ‌de distribuição de energia e cuja demanda têm aumentado diante da introdução de novas tecnologias nos sistemas elétricos e do consumo de energia crescente.

A fábrica deverá iniciar o processo ⁠de 'ramp-up' entre o fim deste ano e o início de ​2027, produzindo cerca de mil unidades no primeiro ano, disse Maurício ​Machado, diretor da unidade de negócios ‌de reguladores da ​TSEA, à ⁠Reuters. Até 2030, a capacidade será expandida a 4.500 unidades por ano.

Com a nova planta, a empresa dobrará sua capacidade atual de produção ​de reguladores de tensão. A companhia exporta cerca de 70% de sua produção no segmento, principalmente para os EUA, que passará a ser atendido com a nova unidade. Isso liberará espaço na ​fábrica brasileira para atender o mercado doméstico e outros, sobretudo na América Latina.

A unidade industrial nos EUA marca a internacionalização da TSEA, que iniciou suas operações no Brasil há mais de 50 anos sob controle da Toshiba e foi vendida em 2018 à Fram Capital.

Essa decisão de investimento reflete a importância do mercado norte-americano para a empresa ​e também o momento do setor, com a crescente demanda exigindo mais ‌agilidade e facilidades logísticas para ⁠as entregas, destacou o CEO da TSEA, Beto Reynaldo, à Reuters.

Além disso, a fabricação local também ajudará a contornar as tarifas ⁠impostas pelos EUA sobre alguns produtos elétricos ⁠brasileiros, disse ele, acrescentando que ⁠a decisão de ⁠ingressar ​no mercado norte-americano já havia sido tomada antes da tarifação.

(Por Letícia Fucuchima)

Reuters

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