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BRF propõe aumento de capital de R$6,6 bi, mercado vê potencial movimento da Marfrig

BRF propõe aumento de capital de R$6,6 bi, mercado vê potencial movimento da Marfrig

Reuters

17/12/2021

Placeholder - loading - Unidade da BRF em Lucas do Rio Verde (MT)  27/07/2017 REUTERS/Nacho Doce
Unidade da BRF em Lucas do Rio Verde (MT) 27/07/2017 REUTERS/Nacho Doce

Atualizada em  17/12/2021

Por Gabriel Araujo e Tatiana Bautzer

SAO PAULO (Reuters) - As ações da processadora de alimentos BRF dispararam nesta sexta-feira após a companhia propor um aumento de capital por meio da emissão de 325 milhões de novas ações ordinárias, potencialmente levantando 6,63 bilhões de reais.

A medida levou analistas e participantes do mercado a especularem se o acionista Marfrig Global Foods pretende adquirir o controle acionário da BRF sem o risco de desencadear a cláusula de 'poison pill'.

Uma fonte com conhecimento do assunto, no entanto, disse que o acionista controlador da Marfrig, Marcos Molina, não conversou com a BRF sobre a transação e não pretendia aumentar significativamente sua participação atual de 33% durante a oferta.

A BRF disse em um comunicado na noite de quinta-feira que planeja expandir suas operações e fazer investimentos estratégicos.

Segundo a companhia, 500 milhões de reais da oferta seriam destinados ao capital social e o restante do valor à formação de reserva de capital.

O negócio ainda depende de aprovação de uma assembleia geral de acionistas, marcada para ocorrer em 17 de janeiro, e de condições favoráveis de mercado.

Analistas do Credit Suisse disseram em nota que seria uma 'oportunidade muito sólida' para a Marfrig comprar uma participação incremental sem estar sujeita ao prêmio de 40% do preço médio dos últimos 30 dias definido nas regras de 'poison pill', que não são acionadas pelo aumento de capital proposto.

Analistas do Itaú BBA e do BTG Pactual tiveram visão semelhante.

'Se a Marfrig propuser um prêmio significativo sobre o preço atual das ações e nenhum outro acionista acompanhar a subscrição de ações, a Marfrig poderia atingir uma participação de 51%', observou o Itaú BBA.

'Nunca pensamos que a Marfrig seria apenas um acionista passivo da BRF. A empresa tem um longo histórico de negócios agressivos e transformadores de fusões e aquisições', disse o BTG.

A Marfrig não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

As ações da BRF, que fecharam a 20,40 reais na quinta-feira, subiam cerca de 6% a 21,58 reais no início da tarde desta sexta-feira, enquanto os papéis da Marfrig avançavam 4,7%, para 24,02 reais. Ambos registravam as maiores altas do Ibovespa.

(Reportagem de Gabriel Araujo e Tatiana Bautzer, Jason Neely e Alistair Bell)

Reuters

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