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    Butantan conclui envase da CoronaVac com IFA recebido até agora e depende de novas remessas

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    Funcionário organiza ampolas com a CoronaVac no centro de produção do Butantan 22/01/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

    Publicada em  

    Por Eduardo Simões e Pedro Fonseca

    (Reuters) - O Instituto Butantan concluiu o envase da vacina CoronaVac com o insumo farmacêutico ativo (IFA) recebido até o momento da chinesa Sinovac, mas ainda tem doses em processo de controle de qualidade a serem entregues ao Ministério da Saúde enquanto aguarda a chegada de mais insumos, informou a instituição nesta quarta-feira.

    'Todas as doses provenientes do IFA recebido da China já foram envasadas. Neste momento, cerca de 2,5 milhões de vacinas encontram-se em processo de inspeção de controle de qualidade --parte integrante do processo produtivo-- para serem entregues na semana que vem ao Programa Nacional de Imunizações', disse o Butantan em nota.

    Mais cedo, o presidente do Butantan, Dimas Covas, afirmou em entrevista coletiva que uma nova remessa de IFA que estava prevista para chegar esta semana deve desembarcar no Brasil somente na próxima. Segundo o Butantan, os insumos esperados serão suficientes para mais 10 milhões de doses.

    O Butantan entregou até o momento 38,2 milhões de doses ao PNI, em um acordo inicial que prevê 46 milhões de doses até o final deste mês e mais 54 milhões de doses até o final de setembro --prazo que o instituto prevê antecipar para agosto.

    Também nesta quarta, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que conversou por telefone com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, que lhe disse que não via razões para atrasos no envio de IFA ao Brasil.

    Segundo o Butantan, a Sinovac não atrasou nenhum envio de insumos ao Brasil, mas decidiu seguir o cronograma sem antecipações agora que a China está acelerando sua própria campanha de imunização contra a Covid-19.

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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