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Casas venezuelanas foram destruídas em ataque dos EUA; não há dados oficiais sobre mortes

Casas venezuelanas foram destruídas em ataque dos EUA; não há dados oficiais sobre mortes

Reuters

04/01/2026

Placeholder - loading - Local danificado por ataque dos EUA em Catia La Mar, na Venezuela  4/1/2026    REUTERS/Gaby Oraa
Local danificado por ataque dos EUA em Catia La Mar, na Venezuela 4/1/2026 REUTERS/Gaby Oraa

4 Jan (Reuters) - Algumas casas na cidade ⁠de Catia La Mar, perto da capital da Venezuela, Caracas, foram danificadas ou destruídas na operação militar dos EUA que capturou o presidente Nicolás Maduro, disseram os moradores à Reuters no domingo, enquanto as autoridades relataram um número não especificado de mortes.

Jonatan Mallora, um mototaxista de 50 anos, e seu vizinho Angel Alvarez, um jovem vendedor ambulante, disseram que acordaram no ​sábado com explosões em sua ⁠comunidade ⁠no Estado de La Guaira, cerca de 31 quilômetros ao norte de Caracas.

Autoridades venezuelanas disseram que os EUA atingiram áreas em La Guaira, Caracas e nos Estados vizinhos de Miranda e Aragua, e que soldados, ‌civis e grande parte da equipe de segurança de ​Maduro foram mortos, embora não tenham ‌fornecido números específicos ​sobre ​mortos e feridos.

O pequeno bairro de Romulo Gallegos, onde Mallora e Alvarez moram, foi danificado no ataque dos EUA a uma ​academia naval próxima.

'Foi pura sorte eles não terem matado meus filhos', disse Mallora em meio aos escombros de seu apartamento, onde o teto foi destruído. Ele contou que fugiu e escapou ileso junto com a filha de 24 anos e o filho de 22 anos.

Alvarez examinou os danos causados por estilhaços na parede de seu apartamento e no tanque de água -- vital em um país onde o abastecimento de água não é confiável. Ele disse que estava aliviado ⁠por ter um tanque reserva e que sua casa permanecia ‌de pé, ao contrário da ⁠casa de Mallora.

'Realmente não sabíamos o que fazer', afirmou Alvarez, lembrando-se de como correu de um lado para ‍o outro depois de acordar com o barulho ensurdecedor.

'Eu nunca desejaria a ninguém' ​a ‌experiência de um ataque, acrescentou. 'Estamos vivos por um milagre.'

(Reportagem da Reuters)

Reuters

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