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CÉLINE DION EM PARIS: UM RETORNO MARCADO POR PURA EMOÇÃO

DIANTE DE MILHARES DE FÃS, CANTORA SE EMOCIONA E DIZ QUE QUER “CANTAR A VIDA” EM SUA VOLTA AOS GRANDES SHOWS

João Carlos

14/09/2026

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Crédito da imagem: AP/Aurélien Morissard

“Em três palavras: estou bem.”

Foi assim que Céline Dion resumiu um dos momentos mais aguardados de sua carreira. A frase, destacada pela rádio francesa RTL, ganhou uma dimensão especial na noite de sábado, 12 de setembro, quando a cantora voltou a realizar um concerto completo depois de mais de seis anos.

Diante de cerca de 30 mil pessoas na Plenitude Arena, em Nanterre, na região de Paris, Céline não tentou esconder a emoção. A artista apareceu sozinha no palco e abriu o espetáculo com “On ne change pas”. Já nos primeiros minutos, precisou conter as lágrimas.

Era difícil separar a cantora da história que havia levado todos até ali.

Depois de anos de incerteza sobre sua saúde e sobre a possibilidade de voltar a realizar grandes apresentações, Céline estava novamente diante de uma arena lotada. E o público parecia compreender perfeitamente o significado daquele instante.

Depois da primeira música ela conversou com os fãs e transformou poucas palavras em uma declaração sobre sua própria volta. Disse que estava bem e que queria cantar para o público, cantar para si mesma e, sobretudo, “cantar a vida”.

Mais do que uma frase de efeito, foi praticamente a definição da noite.

Paris reencontra Céline Dion

A emoção não começou quando as luzes da arena se apagaram.

Nos dias que antecederam o concerto, a presença de Céline Dion já havia movimentado Paris. Fãs se reuniram diante de seu hotel, acompanharam sua chegada aos ensaios e viajaram de diferentes lugares para participar do retorno.

Segundo a imprensa local, houve fãs esperando durante horas por alguns segundos diante da cantora e relatos de pessoas profundamente emocionadas simplesmente por vê-la novamente.

O Le Monde também encontrou lágrimas e ansiedade entre o público antes da estreia. Para muitos, assistir ao novo espetáculo representava uma oportunidade que durante os últimos anos chegou a parecer improvável: ver Céline Dion novamente em um palco.

Uma noite construída sobre grandes lembranças

Quando o espetáculo finalmente começou, Céline encontrou diante dela um público disposto não apenas a assistir, mas a participar daquele retorno.

O repertório também ajudou a transformar o reencontro em uma viagem pela história de Céline Dion. Durante cerca de duas horas e meia, sucessos em inglês e francês dividiram espaço com músicas menos frequentes nos shows e novidades apresentadas ao público.

Esta foi a sequência apresentada na estreia:

Primeira parte

  • On ne change pas
  • Destin
  • Because You Loved Me
  • Encore un soir
  • Les derniers seront les premiers
  • Tout l’or des hommes
  • The Power of Love

Segunda parte

  • My Heart Will Go On
  • Beauty and the Beast
  • The Chase
  • J’irai où tu iras
  • Ne bouge pas
  • Dans un autre monde
  • Medley:
  • I Feel Love — cover de Donna Summer
  • I’m Alive
  • That’s the Way It Is
  • Sweet Dreams (Are Made of This) — cover de Eurythmics

Terceira parte

  • Dansons
  • Un garçon pas comme les autres
  • Courage

Quarta parte

  • Love Can Move Mountains
  • The Prayer
  • It’s All Coming Back to Me Now
  • Je chanterai
  • Ebben? Ne andrò lontana — ária da ópera La Wally, de Alfredo Catalani

Bis

  • All By Myself
  • Pour que tu m’aimes encore
  • S’il suffisait d’aimer

Era o fim do primeiro concerto, mas também a confirmação de algo que seus fãs esperaram durante anos: Céline Dion estava novamente em casa sobre um palco.

Em alguns momentos, milhares de vozes cantaram com ela.

Era justamente esse encontro entre memória e presente que dava outra dimensão às músicas. Canções ouvidas durante décadas agora carregavam um significado diferente: eram interpretadas por uma artista que passou anos tentando encontrar o caminho de volta ao palco.

Muito mais do que um concerto

A cobertura francesa encontrou diferentes maneiras de definir o espetáculo, mas uma palavra atravessou praticamente todas elas: emoção.

O Madame Figaro falou em uma apresentação de “intensa emoção”. O Le Parisien descreveu um retorno comovente. A RTL destacou uma Céline profundamente emocionada diante do público.

E o Le Monde ampliou ainda mais essa percepção ao observar como a chegada da cantora a Paris conseguiu reunir diferentes gerações e transformar sua volta em um acontecimento que ultrapassava os limites da música.

Talvez esteja justamente aí a dimensão desse retorno.

Durante anos, a pergunta era quando Céline Dion conseguiria voltar.

Na noite de sábado, Paris finalmente recebeu a resposta.

Ela voltou.

E, diante de milhares de pessoas, escolheu explicar o motivo da maneira mais simples possível: queria cantar a vida.

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