Chanceler do Irã se reúne com homólogo chinês uma semana antes da viagem de Trump a Pequim
Chanceler do Irã se reúne com homólogo chinês uma semana antes da viagem de Trump a Pequim
Reuters
06/05/2026
Por Antoni Slodkowski e Liz Lee
PEQUIM, 6 Mai (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reuniu-se com o principal diplomata da China em Pequim nesta quarta-feira, ressaltando os laços estreitos entre os dois países pouco antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, viajar para se reunir com Xi Jinping.
A visita de Araqchi, anunciada pela agência de notícias estatal Xinhua, é a primeira viagem dele à China desde que a guerra de EUA e Israel contra o Irã desencadeou o mais grave choque global de fornecimento de petróleo da história, ameaçando a segurança energética da China, o maior importador de petróleo do mundo.
Após a reunião, o Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que Araqchi informou o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, sobre as conversas com os EUA e disse: 'O Irã, assim como demonstrou força ao se defender e continua totalmente preparado para enfrentar qualquer agressão, também é sério e firme no campo da diplomacia.'
'Faremos o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações', declarou Araqchi, de acordo com a Agência de Notícias dos Estudantes Iranianos. 'Só aceitamos um acordo justo e abrangente', acrescentou ele, com relação às conversações entre Teerã e Washington.
O Ministério das Relações Exteriores da China disse, após as conversações, que 'a atual situação regional está em um momento crítico de transição da guerra para a paz', acrescentando que 'a China acredita que a cessação completa das hostilidades é imperativa, reiniciar o conflito é inaceitável e persistir nas negociações é particularmente importante.'
Também pediu às 'partes envolvidas' que restaurem prontamente a 'passagem normal e segura' pelo Estreito de Ormuz. Sobre a questão nuclear, disse que 'a China aprecia o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares, ao mesmo tempo em que reconhece o direito legítimo do Irã ao uso pacífico da energia nuclear.'
No início desta semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pediu à China que intensificasse seus esforços diplomáticos para persuadir o Irã a abrir o estreito para a navegação internacional.
Bessent disse que Trump e Xi trocariam opiniões sobre o Irã pessoalmente durante suas conversas de 14 a 15 de maio em Pequim. Ele acrescentou que os dois tentarão manter o relacionamento entre os EUA e a China nos trilhos após uma trégua comercial em outubro.
(Reportagem de Antoni Slodkowski, Liz Lee, Mei Mei Chu e Redação de Dubai)
Reuters

