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Chefe da autoridade eleitoral do Peru renuncia enquanto apuração eleitoral se arrasta

Chefe da autoridade eleitoral do Peru renuncia enquanto apuração eleitoral se arrasta

Reuters

21/04/2026

Placeholder - loading - Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (ONPE), durante entrevista coletiva em Lima 10 de abril de 2026 REUTERS/Manuel Orbegozo
Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (ONPE), durante entrevista coletiva em Lima 10 de abril de 2026 REUTERS/Manuel Orbegozo

LIMA, 21 Abr (Reuters) - O chefe ​da autoridade eleitoral do Peru, Piero Corvetto, renunciou ao cargo nesta terça-feira, devido à pressão crescente sobre os resultados das eleições gerais de 12 de abril, que estão muito atrasados.

Corvetto, que compartilhou sua carta de demissão no X, já havia reconhecido atrasos logísticos no processo eleitoral, mas negou a ocorrência de irregularidades.

Os ⁠atrasos ⁠na apuração oficial geraram ​alegações de ‌fraude por parte de vários candidatos e pedidos de substituição de Corvetto por parte de líderes empresariais e parlamentares. Os observadores eleitorais ⁠da União Europeia disseram na semana passada que ​não encontraram nenhuma evidência de fraude na eleição peruana.

Na ​segunda-feira, as autoridades eleitorais do ‌Peru começaram ​a revisar ⁠milhares de cédulas contestadas devido a inconsistências, falta de informações ou erros nas folhas de contagem. Isso atrasou ​ainda mais os resultados finais, sem que nenhum adversário claro tenha surgido para enfrentar a líder conservadora Keiko Fujimori em um segundo turno marcado ​para junho.

O resultado final da eleição presidencial será conhecido até 15 de maio, de acordo com o principal órgão eleitoral do Peru, o Júri Nacional de Eleições (JNE).

A apuração oficial dos votos praticamente não mudou desde sexta-feira. Com quase 94% das cédulas apuradas, Fujimori estava ​com cerca de 17% dos votos, de acordo com ‌a ONPE. O congressista ⁠de esquerda Roberto Sánchez e o ultraconservador Rafael López Aliaga permaneciam em uma disputa apertada pelo ⁠segundo lugar, com 12,0% e ⁠11,9% dos votos, respectivamente - ⁠uma margem de ⁠aproximadamente ​14.000 votos que continua a flutuar.

(Reportagem de Marco Aquino)

Reuters

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