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China defende controles à exportação de minerais essenciais após declaração do G7

China defende controles à exportação de minerais essenciais após declaração do G7

Reuters

18/06/2026

Placeholder - loading - O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian  10 de abril de 2025. REUTERS/Tingshu Wang
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian 10 de abril de 2025. REUTERS/Tingshu Wang

PEQUIM, 18 Jun (Reuters) - A China ​defendeu suas medidas de controle de exportação de minerais essenciais e instou os países do G7 a respeitarem os princípios da economia de mercado e as regras do comércio internacional, em vez de favorecerem “pequenos grupos”, informou seu Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira.

As declarações foram feitas após um acordo firmado pelos líderes do G7 na quarta-feira para intensificar a ⁠coordenação ⁠com o objetivo de reduzir ​a dependência ‌de seus países em relação à China no que diz respeito a minerais essenciais, incluindo planos para alinhar os estoques e ampliar o papel da ⁠Agência Internacional de Energia.

“Os esforços da China para padronizar ​e aprimorar seu sistema de controle de exportações estão ​em consonância com as práticas internacionais”, ‌afirmou o porta-voz ​do ⁠Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em uma coletiva de imprensa de rotina.

“O objetivo é salvaguardar melhor a paz mundial ​e a estabilidade regional, além de cumprir as obrigações internacionais relacionadas à não proliferação”, acrescentou ele, instando os líderes do G7 a cessarem a “imposição de regras de pequenos ​grupos” que prejudicam a ordem econômica e comercial internacional.

As potências ocidentais estão correndo para diversificar o abastecimento de metais essenciais para defesa, tecnologia e energia renovável, bem como para reduzir a dependência da China, depois que as restrições à exportação de ímãs permanentes impostas por Pequim no ano passado ​afetaram diversos setores e expuseram sua dependência de uma única ‌fonte.

Sem citar a China, os ⁠líderes do G7 afirmaram que buscam reduzir a dependência de qualquer fornecedor fora do grupo e dos países ⁠parceiros para terras raras e ímãs ⁠permanentes para menos de 60% ⁠até 2030, com ⁠a ​meta final de 50% “o mais rápido possível”.

(Reportagem de Eduardo Baptista)

Reuters

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