China está 'muito decepcionada' com restrições de investimento planejadas pela Europa, diz diplomata
China está 'muito decepcionada' com restrições de investimento planejadas pela Europa, diz diplomata
Reuters
13/05/2026
Por Victoria Waldersee
MADRID, 13 Mai (Reuters) - A China está 'muito decepcionada' com os planos da Europa de restringir os investimentos chineses, disse o diplomata chinês Qu Xun em uma conferência em Madri nesta quarta-feira, alertando que tais medidas levariam a China a 'fechar suas portas' para a Europa.
Em comentários públicos excepcionalmente francos para uma autoridade chinesa, Qu, representante comercial da embaixada da China na Espanha, disse que os 'controles, limitações e sanções da Europa em relação à China nos últimos três meses nos deixam muito desapontados'.
''Essas medidas nos encurralam, nos obrigando a reagir e fechar as portas. Isso muda a mentalidade chinesa', disse ele, falando em um painel em um evento na IESE Business School de Madri, acrescentando que a China sempre viu a Europa como uma região com uma 'mente aberta'.
O Parlamento Europeu está nos estágios iniciais da aprovação de uma legislação que estabelece regras rígidas sobre o controle e a propriedade da União Europeia sobre a fabricação em setores críticos e a limitação de fornecedores de 'alto risco' em segurança cibernética, o que incomoda a China.
Pequim pressionou para que as principais disposições sobre requisitos de origem, aquisição e tecnologia nas novas regras de fabricação fossem removidas, e para que as definições de 'alto risco' nas regras de segurança cibernética fossem diluídas.
A pressão da Europa por maior independência ocorre em um momento em que a China e os EUA tentam recompor os laços comerciais, com o presidente Donald Trump desembarcando em Pequim mais cedo na quarta-feira, acompanhado por uma comitiva de CEOs que buscam resolver problemas comerciais com a China.
Os CEOs europeus e norte-americanos há muito tempo criticam o aumento das exportações de empresas chinesas subsidiadas como injustobr e pedem maior acesso ao mercado chinês, onde determinados setores são restritos a investidores estrangeiros.
'Sabemos que as empresas europeias têm muitas reclamações sobre a dificuldade de acesso ao mercado chinês. Isso é verdade. O mundo é cruel', disse Qu. 'Precisamos nos acostumar com o ambiente de negócios de cada país... mas precisamos respeitar as regras.'
Reuters

