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    Israel e Emirados Árabes Unidos firmam acordo histórico para normalizar relações com ajuda de Trump

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    Trump cumprimenta Netanyahu durante entrevista coletiva na Casa Branca, em janeiro deste ano 28/01/2020 REUTERS/Joshua Roberts

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    Por Steve Holland

    WASHINGTON (Reuters) - Israel e os Emirados Árabes Unidos chegaram a um acordo de paz histórico, nesta quinta-feira, que levará a uma normalização total das relações diplomáticas entre as duas nações do Oriente Médio, em um pacto que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudou a intermediar.

    Sob o acordo, Israel concordou em suspender a aplicação de soberania a áreas da Cisjordânia que vinha discutindo anexar, disseram autoridades sêniores da Casa Branca à Reuters.

    O acordo de paz foi produto de longas discussões entre Israel, Emirados Árabes e EUA, que se aceleraram recentemente, afirmaram as autoridades da Casa Branca.

    O pacto foi selado em um telefonema nesta quinta-feira entre Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o xeique Mohammed Bin Zayed, príncipe herdeiro de Abu Dhabi.

    'Enorme avanço hoje! Acordo de paz histórico entre nossos dois grandes amigos, Israel e os Emirados Árabes Unidos', escreveu Trump no Twitter.

    No Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que as conversas entre os dois líderes foram tensas em alguns momentos e que acordos semelhantes estão sendo debatidos com outros países da região.

    Uma cerimônia de assinatura que contará com delegados de Israel e dos Emirados Árabes Unidos será realizada na Casa Branca nas próximas semanas, acrescentou Trump.

    'Todos disseram que isto seria impossível', disse Trump. 'Depois de 49 anos, Israel e os Emirados Árabes Unidos normalizarão totalmente suas relações diplomáticas. Eles compartilham embaixadas e embaixadores e iniciam a cooperação através da fronteira'.

    As autoridades norte-americanas descreveram o pacto, que ficará conhecido como Acordos de Abraham, como o primeiro do tipo desde que Israel e a Jordânia assinaram um tratado de paz em 1994. O acordo também dá um trunfo de política externa a Trump em meio à sua busca pela reeleição no dia 3 de novembro.

    Em seu primeiro comentário sobre o acordo, Netanyahu disse no Twitter que se trata de 'um dia histórico para o Estado de Israel'.

    Por sua vez, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi disse no Twitter que um acordo foi acertado e que impedirá uma nova anexação israelense de territórios palestinos.

    'Durante um telefonema com o presidente Trump e o primeiro-ministro Netanyahu, um acordo foi acertado para deter uma nova anexação israelense de territórios palestinos. Os Emirados Árabes Unidos e Israel também acertaram uma cooperação e a criação de um roteiro para o estabelecimento de um relacionamento bilateral', disse.

    Um comunicado conjunto emitido pelas três nações informou que os três líderes 'concordaram com a normalização total das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos'.

    'Este avanço diplomático histórico fomentará a paz na região do Oriente Médio e é um testemunho da diplomacia e da visão ousadas dos três líderes e da coragem dos Emirados Árabes Unidos e de Israel para traçar um novo caminho que desencadeará o grande potencial da região', disse o documento.

    Escrito por Reuters

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