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Companhias aéreas do Golfo retomam alguns voos, mas disparos de mísseis alimentam incertezas

Companhias aéreas do Golfo retomam alguns voos, mas disparos de mísseis alimentam incertezas

Reuters

06/03/2026

Placeholder - loading - Voo da Emirates em Taoyuan, Taiwan  5/3/2026   REUTERS/Ann Wang
Voo da Emirates em Taoyuan, Taiwan 5/3/2026 REUTERS/Ann Wang

Por Julie Zhu e Federico Maccioni

HONG KONG/DUBAI, 6 ​Mar (Reuters) - Companhias aéreas dos Emirados Árabes Unidos retomaram alguns voos para importantes cidades do mundo a partir dos Emirados Árabes Unidos na sexta-feira, mas as tensões permaneciam altas depois que um voo de repatriação da Air France, fretado pelo governo, foi forçado a voltar na quinta-feira devido a disparos de mísseis na região.

A eclosão da guerra entre EUA e Israel contra o Irã provocou cancelamento de voos em todo Oriente Médio, levando companhias aéreas e governos a se esforçarem para apoiar passageiros retidos. Enquanto isso, as ações das companhias aéreas, da Nova Zelândia ao Japão, caíam à medida que ⁠o conflito ⁠eleva os preços dos combustíveis.

Os passageiros têm ​desembolsado grandes ‌somas para sair do Oriente Médio, e alguns que conseguiram voltar de Omã em voo comercial na quinta-feira disseram que foi um 'caos absoluto' encontrar o caminho de volta para casa a partir de Dubai.

Com a maior parte do espaço aéreo da região ainda fechado ⁠devido a preocupações com mísseis e drones, as autoridades estão organizando voos fretados ​e garantindo assentos em serviços comerciais limitados para retirar dezenas de milhares de viajantes.

Mas a ​interrupção do voo da Air France para trazer os ‌cidadãos franceses de volta ​dos Emirados ⁠Árabes Unidos na quinta-feira 'reflete a instabilidade na região e a complexidade das operações de repatriação', disse o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot.

O primeiro voo britânico de repatriação de Omã aterrissou no aeroporto ​Stansted, em Londres, na madrugada de sexta-feira, depois de ter sido reprogramado devido a problemas operacionais, incluindo atrasos no embarque de passageiros.

Na Polônia, o primeiro grupo de cidadãos retirados por transporte aéreo militar também chegou em casa na sexta-feira, informou o comando operacional das Forças Armadas Polonesas, enquanto ​o Ministério das Relações Exteriores de Portugal disse que um voo fretado transportando 139 cidadãos portugueses e oito estrangeiros deveria pousar em Lisboa.

TRÁFEGO AÉREO 'EXPOSTO'

Com o conflito dando poucos sinais de abrandamento, dificuldades mais amplas na aviação e na carga aérea pareciam destinadas a se prolongar.

Na sexta-feira, a Lufthansa sinalizou uma perspectiva incerta devido à geopolítica, apesar dos resultados melhores do que o esperado. 'A guerra no Oriente Médio prova, mais uma vez, como o tráfego aéreo está exposto e como permanece vulnerável', ​disse seu presidente-executivo, Carsten Spohr.

Um dos voos da companhia aérea para Riad, capital da Arábia Saudita, foi ‌forçado na sexta-feira a desviar para o ⁠Cairo, no Egito, devido à situação de segurança regional.

As operações limitadas nos hubs do Oriente Médio afetaram particularmente os viajantes em rotas da Europa para a região da Ásia-Pacífico.

Juntas, Emirates, Catar ⁠Airways e Etihad normalmente transportam cerca de um terço dos ⁠passageiros da Europa para a Ásia e mais ⁠da metade de todos ⁠os ​passageiros da Europa para Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do Pacífico, de acordo com dados da Cirium.

Reuters

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