Condições para o turismo global são as melhores desde a pandemia
Índice do Fórum Econômico Mundial aponta avanço em 92% das economias, mas custos de viagem e falta de investimentos continuam entre os principais desafios
Redação
29/09/2026
As condições para o desenvolvimento do turismo global estão no melhor momento desde a pandemia, apesar do aumento dos custos de viagem e das preocupações relacionadas a questões geopolíticas e climáticas. É o que aponta a edição de 2026 do Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo, do Fórum Econômico Mundial.
O levantamento, divulgado na última sexta-feira (25), em um evento em Genebra, na Suíça, avalia países a partir de 17 critérios distribuídos em cinco pilares: ambiente de negócios, políticas públicas, infraestrutura e serviços, recursos naturais e culturais e sustentabilidade.
Japão, Estados Unidos e Espanha aparecem nas três primeiras posições do ranking. Albânia, Vietnã, Laos e Qatar foram os países que mais avançaram na pontuação desde a edição anterior, publicada em 2024.
O Brasil ocupa a 33ª posição, cinco lugares abaixo da colocação registrada em 2024. Ainda assim, o país é o terceiro mais bem posicionado das Américas, atrás dos Estados Unidos, em segundo lugar, e do Canadá, na 14ª posição. Na América Latina, o Brasil aparece à frente de Chile, México, Argentina, Costa Rica e Colômbia.
Segundo o relatório, 92% das economias avaliadas apresentaram melhora nas condições para o desenvolvimento do turismo desde 2024. A Ásia-Pacífico teve o maior avanço regional, com crescimento de 3,6% no índice. Na sequência aparecem Oriente Médio e Norte da África, com 2,5%; Europa e Eurásia, com 1,8%; Américas, com 1,6%; e África Subsaariana, com 1,1%.
A Europa continua como a região mais bem posicionada no ranking e ocupa seis das dez primeiras colocações.
Apesar da melhora geral, viajar ficou mais caro em três de cada quatro países analisados. O relatório aponta que os custos de viagem, que vêm crescendo acima da inflação, são atualmente o principal obstáculo ao avanço do setor.
Outro desafio é o ritmo dos investimentos. Segundo o documento, os recursos destinados ao turismo estão abaixo do necessário para acompanhar a demanda desde 2022. A escassez de trabalhadores e as lacunas de qualificação também são apontadas como fatores que podem limitar o crescimento futuro.
O estudo destaca ainda que o aumento do número de visitantes não necessariamente se traduz em benefícios para as populações locais. Em destinos onde o turismo é muito sazonal, o crescimento pode não resultar em melhores condições de vida ou empregos de maior qualidade.
Nas economias emergentes, por outro lado, o avanço do setor tem sido mais acelerado. Brasil, China, Índia, Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Turquia e México representam, juntos, mais de 28% do Produto Interno Bruto global do turismo, participação que deve chegar a 35% até 2035.
Na América do Sul, o Brasil apresenta as maiores pontuações em competitividade de preços, tecnologia da informação e comunicação, saúde e higiene e segurança e proteção. As menores notas da região estão relacionadas a serviços e infraestrutura turística, atrativos não turísticos, infraestrutura terrestre e portuária e recursos culturais.
Redação

