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Confiança da indústria do Brasil cai em abril com incertezas por guerra no Oriente Médio, diz FGV

Confiança da indústria do Brasil cai em abril com incertezas por guerra no Oriente Médio, diz FGV

Reuters

28/04/2026

Placeholder - loading - Fábrica da Fiat Chrysler Automobiles em Betim 20 de maio de 2020 REUTERS/Washington Alves
Fábrica da Fiat Chrysler Automobiles em Betim 20 de maio de 2020 REUTERS/Washington Alves

28 Abr (Reuters) - A confiança da ​indústria no Brasil apresentou queda em abril depois de quatro meses seguidos de ganhos diante do aumento da incerteza com a guerra no Oriente Médio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,8 ponto em abril na comparação com o mês anterior e foi a 96,0 pontos, de acordo com os dados da FGV.

O Índice ⁠de ⁠Expectativas (IE), indicador da percepção sobre ​os ‌próximos meses, recuou 0,9 ponto, a 95,5 pontos, segundo a FGV.

'O sentimento dos empresários quanto ao futuro dos negócios retrata o aumento da incerteza com a ⁠guerra no Oriente Médio, sobretudo nos primeiros dias do ​mês, quando os conflitos estavam mais intensos', explicou Stéfano Pacini, ​economista do FGV IBRE.

'A queda ‌da confiança acende ​um alerta ⁠para os próximos resultados ao reforçar a sensibilidade da indústria a choques no preço do petróleo', completou.

A guerra de Estados Unidos ​e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, vem provocando problemas de oferta de petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, sem perspectiva de uma ​resolução.

O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, teve queda de 0,7 ponto, a 96,5 pontos, em meio a estoques levemente acima da normalidade, segundo Pacini.

'Adicionalmente, a manutenção da política monetária restritiva ratifica o sentimento de cautela dos empresários quanto ​à conjuntura econômica, apesar de câmbio, inflação e mercado de ‌trabalho se apresentarem como fatores ⁠positivos para o setor', disse o economista do FGV IBRE.

O Banco Central inicia nesta terça-feira reunião de política monetária, ⁠com expectativa de um novo corte ⁠de 0,25 ponto percentual na ⁠taxa básica ⁠de ​juros Selic, atualmente em 14,75%.

(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo Simões)

Reuters

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