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Confiança da indústria volta a subir em maio e tem maior nível em um ano, mostra FGV

Confiança da indústria volta a subir em maio e tem maior nível em um ano, mostra FGV

Reuters

27/05/2026

Placeholder - loading - Fábrica de veículos elétricos da BYD no Pólo Industrial de Camaçari 3 de fevereiro de 2026 REUTERS/Rafael Martins
Fábrica de veículos elétricos da BYD no Pólo Industrial de Camaçari 3 de fevereiro de 2026 REUTERS/Rafael Martins

SÃO PAULO, 27 Mai (Reuters) - A ​confiança da indústria no Brasil voltou a subir em maio depois de queda no mês anterior, diante da melhora na percepção atual e cautela sobre os próximos meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 1,1 ponto na comparação com o mês anterior, chegando a 97,1 pontos, nível mais elevado em ⁠um ⁠ano, de acordo com os ​dados ‌da FGV.

O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, avançou 2,2 pontos, a 98,7 pontos, ⁠maior patamar também desde maio de 2025, segundo a ​FGV.

'Nas avaliações sobre o presente, notam-se sinais de melhora ​no nível da demanda e ‌de normalização dos ​estoques ⁠após um mês dos primeiros impactos dos conflitos no Oriente Médio na maioria dos setores', explicou Stéfano Pacini, economista do ​FGV IBRE.

O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, subiu 0,1 ponto, para 95,6 pontos.

'Para os próximos meses, o sinal de alerta segue ​ligado entre os empresários, refletindo um ambiente de incerteza e possíveis impactos negativos sobre a produção e o ambiente dos negócios, sobretudo nos segmentos relacionados a bens de consumo não duráveis', completou Pacini.

'Enquanto persistirem as tensões no Oriente Médio, a indústria brasileira seguirá sensível ao preço do petróleo ​e a possíveis desarranjos nas cadeias de produção. Esse cenário ‌externo dificulta a flexibilização ⁠da política monetária, importante para a atividade industrial”, disse.

O Banco Central volta a se reunir em junho depois ⁠de reduzir a taxa básica Selic ⁠em 0,25 ponto percentual, ⁠a 14,50%, pregando ⁠cautela ​quanto aos passos adiante.

(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo Simões)

Reuters

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