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Congo afirma que número de casos confirmados de Ebola sobe para quase 600

Congo afirma que número de casos confirmados de Ebola sobe para quase 600

Reuters

09/06/2026

Placeholder - loading - Equipe da Cruz Vermelha desinfeta hospital geral de Rwampara nos arredores de Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo 21 de maio de 2026 REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
Equipe da Cruz Vermelha desinfeta hospital geral de Rwampara nos arredores de Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo 21 de maio de 2026 REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

GOMA, 9 Jun (Reuters) - A República ​Democrática do Congo informou nesta terça-feira que o número de casos confirmados de Ebola subiu para quase 600, o que aumentou a conscientização da população local sobre a importância das medidas de segurança.

O surto da cepa Bundibugyo do Ebola foi anunciado em 15 de maio, embora tenha passado despercebido por semanas, deixando as autoridades ⁠de ⁠saúde em desvantagem e com ​dificuldades ‌para controlá-lo.

Um dos maiores surtos de Ebola já registrados no mundo ocorre em três províncias há muito assoladas por conflitos armados: Ituri, Kivu do ⁠Norte e Kivu do Sul.

Em seu último comunicado ​publicado em X, o governo do Congo informou que ​o número de casos confirmados ‌de Ebola havia ​aumentado ⁠para 598, incluindo 115 mortes.

Também informou que 22 pacientes se recuperaram da doença e que os novos casos não ​se espalharam para outras zonas de saúde.

Os casos foram registrados em 17 zonas de saúde de Ituri, em sete zonas de saúde em Kivu do ​Norte e uma zona de saúde em Kivu do Sul.

“Se você tiver febre, vômito, diarreia ou fraqueza grave, deve ir imediatamente ao centro de saúde mais próximo”, diz o comunicado, exortando a população a seguir as instruções dos profissionais de saúde e a não atacá-los.

A desconfiança ​e a resistência têm dificultado a resposta, com relatos de ‌ataques a equipes de ⁠sepultamento e centros de tratamento.

Profissionais de saúde também enfrentam dificuldades para obter equipamentos básicos para se proteger ⁠e evitar a propagação da doença, ⁠segundo mais de uma ⁠dúzia de ⁠médicos, ​trabalhadores humanitários e autoridades de saúde pública.

(Reportagem de Fiston Mahamba)

Reuters

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