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    Congresso deve investigar colapso na saúde de Manaus e não é momento de impeachment, diz Maia

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    Maia fala com jornalistas no Congresso 6/1/2021 REUTERS/Adriano Machado

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    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira que o Congresso deve investigar mais à frente as falhas na gestão de saúde durante a pandemia que resultaram, entre outros problemas, na falta de oxigênio em Manaus, mas ponderou que não é o momento de discutir um impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

    Para ele, que não descarta o debate de um impedimento do presidente no futuro, discutir o impeachment agora colocaria o Legislativo no centro de uma discussão política e tiraria o foco das ações de enfrentamento à crise do coronavírus.

    'É inevitável que a gente tenha pelo menos uma grande Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), seja da Câmara ou do Congresso, a partir de um momento mais na frente', afirmou, após comentar que a falta de insumos de saúde em Manaus e 'outras regiões' integrará uma 'grande investigação'.

    'Toda a desorganização, toda a falta de capacidade de logística, e de entrega de equipamentos, insumos, aos Estados e aos municípios. Acho que isso tudo vai ficar claro mais na frente', disse a jornalistas.

    Maia disse estranhar as falhas da gestão da saúde no âmbito federal, já que o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, era tido como um especialista em logística.

    'Se ele fosse bom de logística, ele teria organizado e planejado, acompanhando os indicadores de crescimento do problema em Manaus e em outras regiões, de forma a não faltar insumos para o trabalho dos profissionais de saúde.'

    O presidente da Câmara lembrou ainda que Bolsonaro ironizava e minimizava a importância da vacina como instrumento de prevenção da disseminação do coronavírus.

    'Não tem planejamento no governo federal, o presidente, inclusive, ele mesmo coloca dessa forma, ele coloca uma narrativa que o Supremo (Tribunal Federal) tirou o poder do governo federal e não foi nada disso. O Supremo deixou claro lá atrás que a coordenação do sistema SUS é do governo federal', disse Maia.

    O deputado comentou, sem citar o nome da empresa, que uma farmacêutica procurou o Ministério da Saúde por diversas vezes no ano passado para a venda de imunizantes, sem resposta.

    'Não há planejamento e não se acreditava nesse tema, na importância da vacina.'

    Bolsonaro vinha, até então, reforçando seu discurso favorável à adoção de tratamento precoce com antimaláricos e outras medicações sem comprovação científica.

    Mas diante da aprovação do uso emergencial de dois imunizantes no domingo, o presidente modulou o tom, afirmando inclusive que a CoronaVac --sempre criticada por ele e associada ao governador João Doria (PSDB), seu adversário político-- 'é do Brasil'.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no domingo o uso emergencial da Coronavac, desenvolvida pela chinesa Sinovac, e da vacina AstraZeneca/Oxford.

    IMPEACHMENT

    Questionado sobre novo pedido de impeachment preparado pela oposição, Maia argumentou que o momento de crise exige que o foco do Congresso fique centrado nas ações de combate à crise do coronavírus e não ao embate político que um eventual processo de impedimento de Bolsonaro poderá causar.

    'Neste momento, eu acho que com tantas vidas perdidas pelo Brasil e com o caso dramático de Manaus, eu acho que esse tem que ser o nosso foco', afirmou.

    'Não que o tema do impeachment em algum momento no futuro não deva entrar na pauta, ou uma CPI, como eu falei, para investigar tudo o que aconteceu na área de saúde durante a pandemia', explicou.

    'Mas acho que nesse momento, se a gente tira o foco do enfrentamento ao coronavírus, a gente transfere para o Parlamento uma crise política e deixa de focar no principal neste momento, que é tentar salvar vidas', acrescentou.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

    Escrito por Reuters

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