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    Consolidação de cenário benigno ampara ajuste adicional em estímulo monetário, diz Campos Neto

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    Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto 08/08/2019 REUTERS/Amanda Perobelli

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    SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira que a consolidação do cenário benigno para a inflação deverá permitir 'ajuste adicional' no grau de estímulo monetário.

    Campos Neto fez o comentário em evento organizado pela Câmara Espanhola de Comércio no Brasil, em São Paulo, conforme apresentação publicada no site do BC na internet.

    A fala do presidente do BC veio ao fim de uma semana de forte volatilidade nos mercados, na qual investidores reduziram apostas sobre o orçamento de cortes da Selic, em meio a sinais de que a autoridade monetária estaria preocupada com a valorização do dólar e seus efeitos sobre a inflação --o que poderia afetar o cenário para a Selic.

    O presidente do BC voltou a citar fatores de risco à inflação, como 'eventual frustração das expectativas' sobre as reformas econômicas e 'reversão do cenário externo benigno para economias emergentes'.

    Para Campos Neto, o 'elevado' nível de ociosidade da economia pode, por outro lado, continuar produzindo trajetória prospectiva para a inflação abaixo do esperado, mas ele reiterou que o risco relacionado às reformas, que na avaliação do BC tem efeito altista sobre a inflação, 'ainda é preponderante'.

    'Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação', disse Campos Neto na apresentação.

    O líder do BC afirmou ainda que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa --com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

    A taxa estrutural --também chamada de taxa neutra ou taxa de equilíbrio-- é aquela que, teoricamente, não estimula nem restringe a economia.

    Na véspera, o IBGE divulgou que o PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro. Para analistas, contudo, a recuperação deve seguir lenta até pelo menos o fim do ano.

    (Por José de Castro)

    Escrito por Reuters

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