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Consórcio da Alupar e Axia vencem relicitação de projetos de transmissão de energia

Consórcio da Alupar e Axia vencem relicitação de projetos de transmissão de energia

Reuters

03/07/2026

Placeholder - loading - Uma linha de transmissão de energia elétrica próxima à usina termelétrica a carvão Candiota III, em Candiota, Rio Grande do Sul, Brasil, em 8 de maio de 2025. REUTERS/Diego Vara
Uma linha de transmissão de energia elétrica próxima à usina termelétrica a carvão Candiota III, em Candiota, Rio Grande do Sul, Brasil, em 8 de maio de 2025. REUTERS/Diego Vara

Atualizada em  03/07/2026

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 3 Jul (Reuters) - ​O consórcio Olympus, da Alupar, e a Axia Energia foram os vencedores dos quatro projetos de transmissão de energia elétrica relicitados pelo governo em leilão nesta sexta-feira, garantindo R$1,8 bilhão em investimentos totais para obras de reforço da rede elétrica em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O Olympus, formado por Alupar e o fundo Infra II Investment, conquistou o maior lote ofertado no certame, propondo um deságio de 52% frente à receita anual permitida (RAP) ⁠máxima ⁠definida para o empreendimento.

O projeto vencido ​pelo ‌Olympus prevê a instalação de linhas de transmissão de energia subterrâneas na região metropolitana de São Paulo, com aportes estimados em R$1,1 bilhão.

Já a Axia Energia (ex-Eletrobras) arrematou os outros três projetos do leilão, que ⁠somam investimentos estimados de R$668 milhões, perto de 10% da ​carteira de ativos do grupo conquistados nos certames do segmento.

Os lotes vencidos ​pela companhia elétrica, que propôs deságios superiores ‌a 50% em ​todas as ⁠disputas, envolvem obras de linhas de transmissão e subestações no interior de São Paulo e nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

'Viemos muito ​forte, bem competitivos. O leilão foi bom, agregou valor, negócio, e aumentou o portfólio', disse a jornalistas o vice-presidente executivo da Axia, Elio Wolff, após a concorrência.

Ele acrescentou que a Axia continuará avaliando os próximos certames ​do segmento e se prepara para o de baterias, mantendo conversas com fornecedores para participar da concorrência.

Todos os lotes do certame desta sexta-feira são fruto de relicitação, depois de terem sido devolvidos pela MEZ Energia. Empresa da família Zarzur, dona da construtora Eztec, a MEZ havia vencido esses empreendimentos em leilões do governo em 2020 e 2021, com lotes agressivos, mas não conseguiu ​tirá-los do papel.

O governo negociou uma solução consensual com a empresa no âmbito ‌da Secex-Consenso, do Tribunal de Contas ⁠da União (TCU), para permitir a relicitação e construção dos lotes.

Segundo o secretário de leilões da agência reguladora Aneel, Ivo Nazareno, a licitação desta sexta-feira ⁠rende um deságio médio de 53,2%, 'o terceiro maior ⁠desde 2017', o que indica atratividade ⁠do segmento à ⁠iniciativa ​privada e custos menores para os consumidores.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Marta Nogueira)

Reuters

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