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Copa Airlines mantém estratégia de não fazer hedge enquanto choque do combustível testa companhias aéreas

Copa Airlines mantém estratégia de não fazer hedge enquanto choque do combustível testa companhias aéreas

Reuters

07/06/2026

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Um modelo de aeronave é exibido durante uma cerimônia em que a Copa Airlines assinou um acordo de US$13,5 bilhões com a Boeing e a GE Aerospace para comprar até 60 aeronaves Boeing 737 Max nos próximo

Por Gabriel Araujo e Luciana Magalhaes

RIO ​DE JANEIRO, 7 Jun (Reuters) - A Copa Airlines não tem planos de fazer hedge de combustível, apesar do recente choque de preços ligado à guerra no Irã, disse o presidente-executivo Pedro Heilbron à Reuters, apostando que um forte balanço patrimonial e ajustes de preços ajudarão a absorver o impacto.

A companhia aérea panamenha não utiliza hedges de combustível há mais de uma década e não pretende mudar essa estratégia, acrescentou ele em uma entrevista no sábado, à margem de um encontro ⁠global ⁠de executivos de companhias aéreas no ​Rio de ‌Janeiro.

'Estamos apenas assumindo o custo', disse Heilbron. 'Os rendimentos foram ajustados, mas não estamos cobrindo 100%. É um impacto parcial.'

As companhias aéreas em todo o mundo têm aumentado as tarifas em resposta aos custos mais ⁠altos de combustível, embora esses aumentos sejam limitados pela concorrência e ​pela sensibilidade à demanda. O setor espera que os preços dos combustíveis ​diminuam gradualmente, disse o executivo.

Heilbron observou que ‌a forte liquidez ​e o ⁠balanço patrimonial conservador da Copa proporcionam flexibilidade para enfrentar a volatilidade. 'Isso nos dá espaço para manobrar e também para sermos resilientes', disse ele.

A demanda na América Latina ​permaneceu saudável, disse Heilbron, apoiada por moedas mais fortes em mercados importantes como o Brasil.

A Copa, que opera um modelo de hub a partir do Panamá, conectando destinos em todas as Américas, e voa somente com aeronaves ​Boeing 737, continua a crescer em linha com as entregas da fabricante de aviões norte-americana.

Recentemente, a companhia aérea concordou em comprar até 60 jatos 737 MAX, o que, segundo Heilbron, permitirá tanto a expansão quanto a renovação da frota.

'Há uma grande demanda por novas aeronaves, tanto da Boeing quanto da Airbus . Portanto, se não fizermos o pedido com antecedência suficiente, ficaremos sem entregas. Portanto, esse ​novo pedido vai de 2030 a 2034', disse ele.

O pedido inclui flexibilidade nas ‌variantes do MAX e opções para ⁠o MAX 10 maior, que ainda não foi certificado. A Copa está analisando seu futuro mix de frota e ainda não tomou uma decisão ⁠final sobre a variante.

O desempenho da Boeing melhorou, ⁠com as entregas chegando no prazo ⁠ou ligeiramente antes ⁠do ​previsto, disse o presidente-executivo.

(Reportagem de Gabriel Araujo e Luciana Magalhães no Rio de Janeiro)

Reuters

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