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Crise atual de petróleo e gás é pior do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas, diz chefe da IEA

Crise atual de petróleo e gás é pior do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas, diz chefe da IEA

Reuters

07/04/2026

Placeholder - loading - FOTO DO ARQUIVO: O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, fala durante uma coletiva de imprensa em Istambul, Turquia, em 12 de março de 2026. REUTERS/Dilara Senkaya
FOTO DO ARQUIVO: O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, fala durante uma coletiva de imprensa em Istambul, Turquia, em 12 de março de 2026. REUTERS/Dilara Senkaya

PARIS, 7 Abr (Reuters) - ​A crise atual de petróleo e gás desencadeada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz é 'mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas', disse Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (IEA), ao jornal Le Figaro.

'O ⁠mundo ⁠nunca experimentou uma interrupção ​no ‌fornecimento de energia de tal magnitude', disse ele em uma entrevista ao jornal francês publicada ⁠em sua edição de terça-feira.

Birol disse que ​os países europeus, assim como Japão, ​Austrália e outros, irão ‌sofrer com ​a ⁠crise, mas as nações em maior risco são as em desenvolvimento, que enfrentarão alta ​de preços do petróleo e gás, encarecimento dos alimentos e aceleração geral da inflação.

Os países-membros da ​IEA concordaram no mês passado em liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo. Parte delas já havia sido liberada e o processo continua, disse Birol.

Em reação aos ataques de Israel e ​dos EUA, o Irã bloqueou quase que ‌totalmente o tráfego ⁠no Estreito de Ormuz, por onde passam regularmente cerca de 20% do ⁠petróleo e do ⁠gás do mundo, ⁠criando um ⁠aumento ​nos preços da energia.

(Reportagem de Inti Landauro)

Reuters

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