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    Crise econômica levou mais de 4 milhões para classes mais baixas

    Em dois anos, a crise foi capaz de anular todo o processo de mobilidade social ocorrido entre 2006 e 2012.

    Por Redação

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    A crise econômica entre 2015 e 2016 levou 4,4 milhões de famílias para as classes D e E, de acordo com o estudo da consultoria Tendências. Isso foi o suficiente para anular todo o processo de mobilidade social ocorrido entre 2006 e 2012, quando 3,3 milhões de famílias fizeram o percurso inverso.

    Nos últimos anos, apenas as classes mais baixas ganharam novos membros. Enquanto isso, as outras classes – A, B e C – perderam, o que deixa mais do que clara a direção da mobilidade.

    A classe A foi a que mais perdeu membros, tanto em termos relativos quanto em perda no agregado da massa salarial. Mesmo assim, essa classe, que representa apenas 3 por cento das famílias, acumula 35 por cento da renda total, enquanto as classes D e E têm 56,4 por cento das famílias e apenas 16,4 por cento da renda.

    No estudo, verificou-se também que a classe A é o grupo que costuma entrar e sair mais rápido da crise. A retomada econômica, quando vier, não deve ser tão positiva para a nova classe média.

    A previsão é que a classe C, que deixou de ser a mais dinâmica, siga evoluções modestas. Já as classes A e B terão taxas de crescimento mais elevadas quando a economia voltar a crescer.

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