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Cuba critica ameaças 'perigosas' dos EUA de ação militar contra a ilha

Cuba critica ameaças 'perigosas' dos EUA de ação militar contra a ilha

Reuters

06/05/2026

Placeholder - loading - Vista do nascer do sol em Havana 22 de março de 2026 REUTERS/Norlys Perez
Vista do nascer do sol em Havana 22 de março de 2026 REUTERS/Norlys Perez

Por Dave Sherwood

HAVANA, 6 Mai (Reuters) - Autoridades de ​Cuba criticaram uma série crescente de declarações e ameaças dos EUA de ação militar contra a ilha caribenha, classificando-as de perigosas e de crime internacional, juntamente com o bloqueio contínuo de petróleo, que restringiu enormemente os carregamentos de combustível em meio a uma crise energética devastadora.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, caracterizou os EUA como 'insinuando uma ação militar' para 'libertar' Cuba, dizendo que isso era hipócrita e cínico em uma publicação nas mídias sociais na noite de terça-feira, na qual ele ⁠citou ⁠décadas de sanções dos EUA contra ​o governo ‌da ilha como a causa principal de seus problemas econômicos e sociais.

'A ameaça de um ataque militar e a agressão em si são crimes internacionais', disse Rodríguez.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos ⁠repórteres na terça-feira que o status quo em Cuba era inaceitável, acrescentando ​que os EUA iriam resolver o problema, embora não tenha fornecido um ​cronograma.

As declarações de Rubio foram acompanhadas na terça-feira ‌por uma postagem ​na mídia ⁠social mostrando o chefe de missão da embaixada dos EUA em Havana, Mike Hammer, caminhando ao lado de Rubio e do general Frank Donovan, do Comando Sul dos ​EUA, que supervisiona as operações dos EUA na região do Caribe.

Outra foto postada na terça-feira pelas forças militares dos EUA mostrava Rubio apertando as mãos de Donovan em pé diante de um mapa de Cuba.

O governo Trump aumentou consideravelmente a ​pressão sobre Cuba este ano, interrompendo as remessas de petróleo da Venezuela -- há muito tempo o principal fornecedor de Cuba -- e ameaçando impor sanções a qualquer país que forneça petróleo a Cuba.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que permitiria que um único navio petroleiro russo entregasse combustível à ilha por 'razões humanitárias', embora isso representasse apenas uma fração das necessidades da ilha durante quatro meses.

Havana mergulhou novamente em ​uma rotina de apagões regulares de horas a fio nesta semana, quando o petróleo ‌russo ficou escasso, deixando muitos residentes ansiosos ⁠antes de um longo e quente verão caribenho.

Trump apareceu em um evento privado no sábado, brincando que os EUA poderiam estacionar um porta-aviões ao largo de ⁠Cuba para forçar a rendição da ilha.

O presidente cubano, ⁠Miguel Díaz-Canel, chamou os comentários de 'uma ⁠escalada perigosa e sem ⁠precedentes'.

'Nenhum ​agressor, por mais forte que seja, será recebido com rendição em Cuba', disse ele.

Reuters

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