DE HONG KONG À FRANÇA: CONHEÇA AS MARCAS DE HOTÉIS DE LUXO MAIS BEM AVALIADAS DO MUNDO
Mandarin Oriental lidera a lista de 2026 pelo quarto ano consecutivo. O levantamento analisou 134 critérios e ampliou a seleção de 15 para 20 marcas
Bruna Valle
29/10/2026
Escolher um hotel de luxo envolve muito mais do que arquitetura imponente ou localização privilegiada. A qualidade do atendimento, a atenção aos detalhes e a capacidade de manter o mesmo padrão ao longo do tempo também fazem diferença na experiência dos hóspedes.
Esses aspectos estão no centro do ranking anual da Luxury Travel Intelligence (LTI), que reuniu as 20 marcas de hotéis de luxo mais bem avaliadas do mundo em 2026. O Mandarin Oriental ficou em primeiro lugar, seguido pela Oetker Collection e pela Bulgari Hotels & Resorts. A lista deste ano também ganhou novas participantes, como Capella e Airelles.

Mandarin Oriental, rede de origem asiática, ocupa o primeiro lugar no ranking mundial
Como funciona a avaliação
A LTI utiliza um sistema de análise com 134 critérios, que abrangem a qualidade da gestão e das equipes, o cumprimento dos compromissos assumidos por cada marca, os investimentos em novas unidades e as reformas de hotéis já existentes.
A avaliação considera o desempenho geral da marca, e não apenas a qualidade de uma propriedade específica. A consistência é um dos pontos centrais: a proposta de hospitalidade precisa ser mantida em diferentes unidades e destinos.
Neste ano, a lista passou de 15 para 20 marcas. Para participar, cada grupo precisa contar com pelo menos oito propriedades. As notas são calculadas a partir de uma pontuação máxima possível de 4.792 pontos e apresentadas em porcentagens.
Ásia: tradição e expansão internacional
O primeiro lugar ficou com o Mandarin Oriental, cuja história começou em Hong Kong, em 1963. A marca alcançou 81,1% e manteve a liderança pelo quarto ano seguido. Sua presença internacional reúne hotéis em destinos da Ásia, da Europa, das Américas e do Oriente Médio.
Também com raízes asiáticas, a rede Peninsula, originária de Hong Kong, ficou na 16ª posição, com 68,6%. Já a Raffles, que nasceu em Singapura em 1887, alcançou o 14º lugar, com 70%.
Singapura também está associada a outras marcas da lista, como a Capella, estreante na oitava posição, com 76,1%, e a COMO, que entrou diretamente no 17º lugar, com 68,3%. A Banyan Tree, criada por um grupo empresarial de Singapura e conhecida por seus resorts, encerrou o ranking, na 20ª posição, com 67,4%.
Outra marca de origem asiática é a Aman, cuja primeira propriedade foi inaugurada na Tailândia. Apesar de ter ocupado o segundo lugar na edição anterior, a rede caiu para a nona posição, com 75,5%, em 2026.
Europa: tradição e identidade própria
A Europa aparece com força na lista, especialmente entre as marcas associadas à hotelaria francesa, italiana e britânica.
A Oetker Collection, ligada à tradição hoteleira europeia, ficou em segundo lugar, com 80,6%. Seu portfólio inclui propriedades históricas e hotéis de luxo em destinos como Paris, Londres e a Riviera Francesa, além de empreendimentos em outras regiões do mundo.
A italiana Bulgari Hotels & Resorts conquistou a terceira posição, com 80,2%. A rede leva para a hotelaria a identidade da marca de luxo, com atenção ao design e à arquitetura.
A França também se destacou com a Airelles, que estreou no ranking na décima colocação, com 75,2%. A marca reúne hotéis de luxo em destinos franceses, incluindo regiões conhecidas pelo turismo de montanha.
Entre as redes britânicas está a Rocco Forte, na 12ª posição, com 72,9%. Já a Dorchester Collection avançou seis lugares em relação ao levantamento anterior e chegou ao sexto posto, com 76,9%. A Belmond, conhecida por hotéis, trens e experiências de viagem, também subiu: passou da 11ª para a sétima posição, com 76,6%.
América do Norte: grupos com alcance global
Marcas de origem norte-americana também ocupam posições importantes. A canadense Four Seasons ficou em quarto lugar, com 78,7%, subindo duas posições em relação ao ano anterior.
A norte-americana Rosewood permaneceu na quinta colocação, com 78%. Já a Auberge Collection alcançou o 11º lugar, com 73,2%.
O Ritz-Carlton, marca de hotelaria de luxo nascida nos Estados Unidos, entrou na lista deste ano na 19ª posição, com 68%.


