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Decisão do BCE de manter juros em abril foi difícil para alguns, mostra ata

Decisão do BCE de manter juros em abril foi difícil para alguns, mostra ata

Reuters

28/05/2026

Placeholder - loading - Bandeiras da União Europeia na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha 19 de março de 2026. REUTERS/Jana Rodenbusch/Foto de arquivo
Bandeiras da União Europeia na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha 19 de março de 2026. REUTERS/Jana Rodenbusch/Foto de arquivo

FRANKFURT, 28 Mai (Reuters) - A decisão do Banco ​Central Europeu de deixar as taxas de juros inalteradas em abril foi difícil para algumas autoridades uma vez que a inflação persistentemente alta tornou cada vez mais difícil ignorar o choque de preços provocado pela energia, segundo a ata da reunião.

A inflação saltou para 3% no mês passado na base anual e é provável que haja um novo aumento uma vez que a guerra no Irã está durando mais do que o inicialmente esperado, tornando muito provável que o BCE siga seus alertas anteriores com um movimento real no próximo ⁠mês.

'Vários ⁠membros observaram que a decisão foi difícil ​e que ‌não teriam se oposto ao aumento das taxas na reunião atual se isso tivesse sido cogitado', disse o BCE na ata da reunião de 29 e 30 de abril divulgada nesta quinta-feira.

'O valor da opção de esperar para aumentar ⁠as taxas de juros diminuiu desde a última reunião, e tornou-se cada ​vez mais improvável que uma abordagem de avaliar sem qualquer ação de política monetária ​seja apropriada,' disse o BCE.

No entanto, o banco decidiu ‌não tomar essa medida ​em abril, ⁠pois ainda não havia evidências de que o choque no preço da energia estivesse se infiltrando em outras partes da economia por meio de efeitos secundários.

Isso ainda pode acontecer, exigindo ​ação, de modo que as autoridades também fizeram questão de sinalizar aos mercados que não há complacência, que o banco está pronto para agir e que junho está em seu foco.

'A comunicação não deve dar a impressão de que o Conselho do BCE ​estava inclinado a ignorar o choque de oferta', apontou a ata. 'Os membros enfatizaram a necessidade de sinalizar vigilância e comunicar que os riscos de alta para a inflação e os riscos de baixa para o crescimento se intensificaram.'

As autoridades argumentaram que terão uma grande quantidade de novas informações até a reunião de junho, além de novas projeções econômicas, oferecendo maior clareza.

Apoiando as expectativas de um aumento, elas também disseram que os preços da energia ​provavelmente permanecerão altos por um período mais longo e que as interrupções no fornecimento podem ‌se estender além do petróleo e atingir ⁠outros produtos.

Outro risco é de que os governos ofereçam subsídios aos consumidores contra os altos preços da energia, como fizeram em 2022, possivelmente exacerbando o problema da inflação, ⁠mostrou a ata.

Os mercados financeiros precificam quase três aumentos ⁠na taxa de depósito, atualmente em 2%, ⁠ao longo do ⁠próximo ​ano, com o primeiro totalmente precificada em julho e o segundo em outubro.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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