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Departamento de Justiça dos EUA acusa Alex Saab, aliado de Maduro, de lavagem de dinheiro

Departamento de Justiça dos EUA acusa Alex Saab, aliado de Maduro, de lavagem de dinheiro

Reuters

18/05/2026

Placeholder - loading - Maduro e Saab participam de evento em Caracas 23 de janeiro de 2024 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Maduro e Saab participam de evento em Caracas 23 de janeiro de 2024 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Por Dan Rosenzweig-Ziff

18 Mai (Reuters) - Promotores federais ​dos Estados Unidos acusaram Alex Saab, conhecido como operador financeiro do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, de lavagem de dinheiro por sua suposta exploração de um plano de assistência social venezuelano, de acordo com documentos judiciais divulgados nesta segunda-feira.

Saab, um dos principais aliados de Maduro, foi deportado pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no fim de semana para os EUA, em uma ação que ela disse ser 'justificada por interesses nacionais'.

A deportação sinalizou um novo nível de coordenação entre ⁠o ⁠governo Trump e Rodríguez, ex-vice-presidente de ​Maduro.

Saab, ex-ministro ‌da Indústria venezuelano de 55 anos, conspirou para subornar autoridades venezuelanas e transferiu dinheiro por meio de contas bancárias nos EUA para enriquecer, alegaram os promotores. Ele fez sua primeira aparição no tribunal na ⁠tarde desta segunda-feira em um tribunal federal de Miami.

As acusações ​ocorrem no momento em que o governo do presidente Donald Trump se ​prepara para julgar Maduro, que foi capturado ‌pelas forças especiais dos ​EUA ⁠em Caracas no início deste ano.

Saab poderia fornecer às autoridades dos EUA informações para fortalecer seu processo criminal contra Maduro, informou a Reuters anteriormente.

Nos autos do processo, ​os promotores descrevem um amplo esquema que começou em 2015, no qual Saab e outros usaram empresas falsas, registros de remessa e faturas para roubar centenas de milhões de dólares destinados à compra de alimentos para ​os venezuelanos.

A partir de 2019, Saab e seus supostos co-conspiradores usaram seu acesso ao governo venezuelano, que estava com dificuldades para pagar dívidas externas em meio às sanções econômicas dos EUA, para vender bilhões de dólares em petróleo sob falsos pretextos, escreveram os promotores, alegando que o dinheiro dessas vendas também foi transferido por meio de contas bancárias nos Estados Unidos.

'Essas acusações são resultado ​direto do compromisso contínuo da DEA em desmantelar as redes corruptas que operam ‌na Venezuela', disse o administrador da ⁠Agência Antidrogas dos EUA, Terrance Cole.

Essa não é a primeira vez que as autoridades norte-americanas prendem Saab por acusações de propina. Em 2020, ele ⁠foi detido em Cabo Verde e depois levado ⁠para os EUA.

O então presidente ⁠norte-americano, Joe Biden, concedeu ⁠a ​ele clemência em 2023 em troca da libertação de norte-americanos detidos na Venezuela.

Reuters

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