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    Desenvolvedores da Sputnik relataram teste no Brasil que não ocorreu, diz Anvisa

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    19/04/2021 REUTERS / Dado Ruvic

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    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A vacina russa contra Covid-19 Sputnik V não foi testada no Brasil no ano passado, ao contrário do afirmado pelos desenvolvedores do imunizante em documento enviado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou o diretor-presidente do órgão regulador brasileiro, Antonio Barra Torres, nesta sexta-feira.

    'Isso não aconteceu', disse Torres, em entrevista à GloboNews, exibindo documento que disse ter sido enviado pelos desenvolvedores da Sputnik V à agência que mostra o Brasil entre os países onde a vacina estaria sendo testada em 2020.

    A Anvisa e os desenvolvedores da vacina estão numa queda de braço desde que a agência rejeitou na segunda-feira liberar a importação da Sputnik V. Entre as alegações, o órgão disse que faltavam documentos para atestar a segurança, eficácia e qualidade do imunizante.

    No achado mais grave, segundo a agência, foi constatada a presença de adenovírus replicante na formulação da vacina. 'A replicação viral está atestada nos documentos do próprio desenvolvedor e coloca de maneira muito clara, ostensiva', disse Barra Torres.

    Os desenvolvedores da vacina negam a existência de adenovírus replicante no imunizante e disseram que a Anvisa tomou uma decisão política ao rejeitar a Sputnik.

    'Comentários recentes imprecisos e enganosos da agência reguladora brasileira Anvisa alegaram a detecção de adenovírus replicado (RCA), uma partícula viral enfraquecida que não causa nem um resfriado comum, na Sputnik V. O Instituto Gamaleya confirma que nenhum RCA foi detectado em nenhum dos lotes da vacina Sputnik V', disse o Gamaleya em comunicado nesta sexta-feira.

    'A Anvisa embora inicialmente tenha dito que detectou RCA, admitiu que não realizou nenhum teste com a vacina e que se referia a um limite regulatório na Rússia sobre a potencial presença de RCA', acrescentou.

    Na entrevista, Barra Torres disse que não faz parte dos protocolos da Anvisa fazer testes com a vacina, mas apenas a análise documental. 'A replicação viral ela não se dá dentro de um frasco, se dá no organismo humano', afirmou.

    Escrito por Reuters

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