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    Disputas pendentes levam Coreia do Sul a romper pacto de inteligência com Japão

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    Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, discursa em Cheonan 15/08/2019 Jung Yeon-je/Pool via REUTERS

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    Por Hyonhee Shin e Josh Smith

    SEUL (Reuters) - A Coreia do Sul disse nesta quinta-feira que descartará um pacto de compartilhamento de inteligência com o Japão, uma decisão que pode agravar uma disputa relativa aos laços históricos e comerciais entre as duas nações e minar a cooperação de segurança sobre a Coreia do Norte.

    Com a decisão de não renovar o pacto, as desavenças políticas e comerciais entre Coreia do Sul e Japão agora se estendem para algumas das questões de segurança mais sensíveis da região.

    O arranjo foi concebido para o compartilhamento de informações sobre a ameaça representada pelas atividades nucleares e de mísseis norte-coreanos.

    A decisão de encerrá-lo coincide com o lançamento de uma série de mísseis balísticos de curto alcance da Coreia do Norte como protesto contra o que o país vê como escaladas militares na Coreia do Sul e no Japão.

    O Acordo Geral de Segurança de Informação Militar (GSOMIA) deveria ser renovado automaticamente no sábado, a menos que um dos lados decidisse cancelá-lo.

    A decisão foi anunciada após um debate de uma hora do Conselho de Segurança Nacional presidencial da Coreia do Sul (NSC). O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, a aprovou.

    O Japão criou uma 'mudança grave' no ambiente para a cooperação de segurança bilateral ao cancelar o status de exportação acelerada da Coreia do Sul, disse Kim You-geun, um vice-diretor do NSC.

    Tóquio citou preocupações com a segurança, sem fornecer indícios específicos, para a decisão sobre o status comercial da Coreia do Sul.

    'Diante desta situação, determinamos que não serviria ao nosso interesse nacional manter um acordo que assinamos com a meta de compartilhar informações militares que são sensíveis para a segurança', disse Kim em uma coletiva de imprensa.

    O Japão protestou contra a decisão de Seul, e o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, anunciou que estava convocando o embaixador sul-coreano no país por causa do cancelamento do acordo.

    Antes do anúncio do cancelamento do acordo pela Coreia do Sul, o secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse que o acordo fortalecia a cooperação de segurança entre os dois países.

    'Embora os laços entre Japão e Coreia do Sul estejam em uma situação muito difícil, acreditamos que deveríamos cooperar com a Coreia do Sul onde a cooperação é necessária', disse Suga em um briefing de rotina à imprensa na manhã desta quinta-feira.

    Nesta semana, os ministros das Relações Exteriores das duas nações se encontraram nos arredores de Pequim e prometeram continuar conversando, mas não chegaram a nenhum acordo substantivo.

    Escrito por Reuters

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