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Dívida pública federal cresce 2,31% em fevereiro, a R$8,841 tri

Dívida pública federal cresce 2,31% em fevereiro, a R$8,841 tri

Reuters

26/03/2026

Placeholder - loading - Notas de R$200 02/09/2020 REUTERS/Adriano Machado
Notas de R$200 02/09/2020 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  26/03/2026

BRASÍLIA/SÃO PAULO, 26 Mar (Reuters) - A dívida pública ​federal do Brasil cresceu 2,31% em fevereiro em relação ao mês anterior, com mais emissões de títulos públicos e despesa com juros, indo a R$8,841 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira.

No período, a dívida pública mobiliária interna teve alta de 2,17%, a R$8,511 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa avançou 6,13% e atingiu R$329,65 bilhões.

Contribuiu para o aumento da dívida pública no mês passado ⁠uma ⁠emissão líquida de títulos no valor ​de ‌R$102,8 bilhões e uma incorporação de juros no valor de R$77,7 bilhões na dívida interna.

O Tesouro destacou que em fevereiro preocupações com avaliações de empresas de inteligência artificial, a ⁠declaração de inconstitucionalidade do tarifaço dos Estados Unidos e as ​tensões no Irã fomentaram uma busca por segurança no mercado.

De ​acordo com as informações da pasta, o ‌custo médio do ​estoque ⁠da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma redução no mês passado, indo de 12,07% ao ano em janeiro para 11,90% ​ao ano.

O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna, por sua vez, ficou em 13,76% ao ano, mesmo patamar do mês anterior.

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida ​pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,03 em janeiro anos para 4,00 anos em fevereiro.

A reserva de liquidez, por sua vez, passou de R$1,085 trilhão em janeiro para R$1,192 trilhão em fevereiro. O valor é suficiente para quitar 6,41 meses de vencimentos de títulos, contra 6,77 registrados um mês ​antes.

Em relação a março, o Tesouro afirmou que com a volatilidade por ‌conta das tensões geopolíticas no ⁠Oriente Médio, o Tesouro reduziu o volume ofertado de títulos públicos, atuando de forma extraordinária com recompra de papéis para ⁠dar suporte ao mercado.

De acordo com a ⁠secretaria, os leilões de compra e ⁠venda tiveram ⁠um ​resultado líquido de R$47,3 bilhões em recompras.

(Por Bernardo Caram e Camila Moreira)

Reuters

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