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    Dividido por crise, Reino Unido busca “plano B” para Brexit

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    Por Kylie MacLellan e William James

    LONDRES (Reuters) - A tentativa de última hora do Reino Unido para organizar a saída da União Europeia, a maior transformação política no país em meio século, foi por água abaixo nesta quinta-feira, uma vez que a primeira-ministra britânica, Theresa May, e o líder do Partido Trabalhista, de oposição, Jeremy Corbyn, não cederam de suas visões discordantes.

    Depois que os dois anos de esforços de May para fechar um acordo de retirada amigável foram esmagados pelo Parlamento na maior derrota de um líder britânico na história moderna do país, May pediu que líderes partidários deixem seus interesses de lado para encontrar uma maneira de seguir adiante.

    No entanto, houve poucos sinais nesta quinta-feira de que qualquer um dos dois grandes partidos --que juntos detém 88 por cento dos 650 lugares do Parlamento-- estejam preparados para fazer concessões nas demandas principais.

    Corbyn disse que May deixou o Reino Unido à beira de um penhasco de uma saída repentina da UE em 29 de março, sem período de transição, e cobrou que ela abandone os limites que impôs nas negociações. Mas ele reiterou a sua própria condição para negociações: uma promessa de barrar um Brexit sem acordo.

    'O governo confirmou que ela não tirará o 'sem acordo' de cima da mesa', disse Corbyn em um discurso em Hastings.

    'Então eu digo à primeira-ministra novamente: eu fico feliz de conversar, mas o ponto de partida para qualquer negociação sobre o Brexit deve ser o de que a ameaça de um desfecho desastroso sem acordo seja eliminada', disse Corbyn.

    Mas quanto mais May se aproximar de um afrouxamento do Brexit, mais ela afastará apoiadores dedicados do Brexit de seu próprio Partido Conservador, que acreditam que a ameaça de uma saída sem acordo é um ponto de barganha crucial, e que não deve ser temido, de qualquer forma.

    Se May não for capaz de formar um consenso, a quinta maior economia do mundo deixará a União Europeia em 29 de março sem um acordo com a UE, ou será forçada a suspender o Brexit, possivelmente realizando uma eleição geral ou até um segundo referendo sobre a permanência no bloco.

    Corbyn disse que, sob certas condições, olharia opções que incluem um outro referendo -- um comentário que aumentou expectativas de mercados financeiros de que o caos político pode acabar atrasando ou detendo o Brexit.

    ACORDO DO PARLAMENTO?

    May tem repetidamente rejeitado a possibilidade de uma nova eleição, tendo perdido sua maioria parlamentar em uma votação de 2017, que a deixou dependente do apoio de um pequeno partido pró-Brexit da Irlanda do Norte.

    Ela tem advertido que um segundo referendo comprometeria a confiança na democracia entre as 17,4 milhões de pessoas que votaram para deixar a União Europeia no referendo de 2016.

    'Eu acredito que seja meu dever cumprir a instrução do povo britânico para deixar a União Europeia. E pretendo fazê-lo', disse May do lado de fora de sua residência na Downing Street.

    Seu porta-voz disse que o Reino Unido não havia trazido à tona a ideia de atrasar a saída da UE, embora o ex-premiê, Tony Blair, tenha dito que um atraso agora é inevitável.

    Enquanto o Reino Unido se prepara para sua maior mudança econômica e política desde a Segunda Guerra Mundial, outros membros da União Europeia têm se oferecido para realizar conversas, mas há pouco que possam fazer até que Londres decida o que quer do Brexit.

    'Nós faremos tudo que for possível para que o Reino Unido saia com, e não sem, um acordo', disse o ministro das Relações Exteriores alemão, Heiko Maas, ao Parlamento em Berlim.

    Mas eles não podem fazer muita coisa até que Londres decida o que quer.

    Desde que o Reino Unido votou por 52 a 48 por cento a favor de deixar a União Europeia em junho de 2016, políticos britânicos não têm conseguido chegar a um acordo sobre como, ou até se, irão deixar o bloco.

    Na segunda-feira, May colocará adiante uma moção no Parlamento sobre os seus próximos passos. Ao longo da próxima semana, parlamentares poderão propor suas alternativas.

    Em 29 de janeiro, eles irão debater esses planos, e votá-los deve indicar se algum conseguirá reunir apoio da maioria.

    Se surgir um caminho adiante, May pode então voltar à UE e buscar mudanças ao seu acordo. O Parlamento ainda precisaria votar qualquer novo acordo, e não está claro quando isso deve acontecer.

    O Partido Trabalhista quer uma união aduaneira permanente com a União Europeia, um relacionamento próximo com o mercado único do bloco e maiores proteções para trabalhadores e consumidores.

    A maioria dos Parlamentares conservadores rejeita uma união aduaneira porque isso impediria o Reino Unido de ter uma política comercial independente - uma de suas principais demandas.

    (Por Guy Faulconbridge; Reportagem adicional de Elizabeth Piper, Kate Holton, Andy Bruce e James Davey)

    Escrito por Thomson Reuters

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