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    Doença de Lyme é considerada comum na América do Norte

    Os cantores canadenses Avril Lavigne e Justin Bieber foram diagnosticados com a doença

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    A mancha vermelha na pele é um dos primeiros sintomas da doença de Lyme. Crédito da imagem: iStock

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    Muito se tem falado da doença de Lyme, após o cantor Justin Bieber ter sido diagnosticado com a enfermidade. A curiosidade ficou ainda maior quando a cantora canadense Avril Lavigne se identificou com a situação de Bieber e assumiu ter a doença.

    O problema que atingiu os artistas é bastante comum nos Estados Unidos e no Canadá. A doença de Lyme também conhecida como borreliose de Lyme é transmitida através da picada de carrapatos infectados com bactérias do gênero “Borrelia”.

    Nos países norte-americanos, a doença é causada, principalmente, pelo microrganismo “Borrelia Burgdorferi”. No entanto, a bactéria só é transmitida aos seres humanos quando o carrapato fica agarrado ao corpo por mais de 36 horas.  Geralmente, o aracnídeo permanece grudado na pele para sugar o sangue por mais de um dia.

    Para evitar a doença, especialistas orientam evitar o contato com o animal, ou seja, não andar com a pele exposta em lugares como: gramas, matos e pastos. Além disso, é importante o uso de vestuários que cubram as pernas, braços e a aplicação de repelente de insetos.

    O sintoma mais comum é a vermelhidão na pele, principalmente no local da picada. A mancha é denominada “eritema migratório” e cresce na forma de anéis convergentes, dando início no ponto do corpo que foi ferroado pelo carrapato. Esse sinal aparece uma semana após o começo da infecção e desaparece depois de 4 semanas.

    Embora a eritema seja o principal sintoma, cerca de 25 a 50% das pessoas não apresentam a mancha. Outros indícios iniciais da enfermidade são: febre, dor de cabeça, irritabilidade e cansaço. Se não for diagnosticada precocemente, a Lyme pode causar paralisia da face, dor nas articulações, palpitações e rigidez no pescoço.

    A doença tem cura e pode ser tratada com antibióticos, dentre eles amoxilina, cefuroxima e doxiciclina. Porém, mesmo com o tratamento, 20% dos pacientes podem desenvolver uma dor crônica nas articulações.

    A doença de Lyme afeta cerca de 300 mil pessoas, por ano, nos Estados Unidos e 65 mil na Europa. No Brasil, a enfermidade também existe. Denominada de borreliose humana brasileira, Síndrome (de) Baggio-Yoshinari ou doença de Lyme símile brasileira, a zoonose é transmitida por carrapatos dos tipos Amblyomma e Rhipicephalus.

    Os sintomas são semelhantes a Lyme. No entanto as complicações neurológicas são 20% mais graves, sendo necessário um tratamento mais especifico com a doxiciclina.

    Lyme e Avril Lavigne

    Avril Lavigne adquiriu a doença em 2015 e criou uma fundação que apoia e dá suporte às pessoas que sofrem com a enfermidade. Em um post no Instagram, a canadense desabafou:

    "Justin Bieber compartilhou que ele teve a doença de Lyme. Existem muitas pessoas com essa doença debilitante. Pessoas que amo e que me preocupo e muitos amigos e fãs que tenho cruzado por aí. Para todos os afetados pela Lyme, eu gostaria de dizer que há esperança".

    A cantora também afirmou que parte do valor arrecadado nos shows de sua turnê "Head Above Water" será revertido para apoiar os estudos sobre a doença: "Continuarei lutando e dando suporte."

    Placeholder - loading - Imagem da notícia ESPECIAL-O homem por trás da busca por curas milagrosas da Covid-19 no Brasil

    ESPECIAL-O homem por trás da busca por curas milagrosas da Covid-19 no Brasil

    Por Gabriel Stargardter

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro, falando no mês passado em um vídeo nas redes sociais, defendeu o mais recente de uma série de remédios não convencionais que, segundo ele, podem aliviar a pandemia de Covid-19 no país.Bolsonaro --um cético em relação às vacinas e defensor de tratamentos desacreditados contra a Covid-19 como a hidroxicloroquina-- disse na ocasião que este novo remédio, a Proxalutamida, ficaria em breve 'disponível para todo o Brasil'. Ele convidou uma autoridade pouco conhecida do Ministério da Saúde, o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti, para falar mais sobre a promessa. Angotti, um oftalmologista sem experiência epidemiológica, citou um estudo nacional sobre a Proxalutamida que mostra uma queda de 92% no risco de mortalidade entre pacientes hospitalizados com Covid-19. Foi uma afirmação categórica para um momento em que há uma batalha ao redor do mundo para encontrar tratamentos efetivos contra o coronavírus. Ele disse que tentaria 'entregá-la à população brasileira o mais rápido possível'. No entanto, o estudo, cujo co-autor é um consultor contratado por Angotti, não foi revisado por outros cientistas e sequer foi publicado, além de uma apresentação superficial dos resultados divulgada pelos autores em uma entrevista coletiva em março. O remédio não tem aprovação regulatória e não está disponível para venda. Alexandre Cavalcanti, diretor do Instituto de Pesquisa Hcor, em São Paulo, expressou dúvidas em relação ao estudo e disse que a suposta efetividade citada por Angotti é inacreditavelmete alta e muito superior à de outros tratamentos contra a doença. 'Eu não acredito', disse Cavalcanti, que foi co-autor de um grande estudo, publicado ano passado no New England Journal of Medicine, que descobriu que a hidroxicloroquina é essencialmente inútil no combate à Covid-19. Para efeito de comparação, Cavalcanti citou um esteroide geralmente usado, a Dexametasona, que, segundo um teste clínico, reduz mortes em até um terço em pacientes com casos graves de Covid-19. A empresa de biotecnologia chinesa que fabrica a Proxalutamida, a Kintor Pharmaceutical Limited, viu suas ações dispararem ao divulgar o estudo brasileiro e relatar outros progressos. A aparição de Angotti ao lado de Bolsonaro foi o mais recente sinal de sua crescente influência em meio a uma pandemia que matou cerca de 430.000 brasileiros.

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