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Dólar fecha estável em sessão com atraso na B3, mas acumula queda de 1,82% no mês

Dólar fecha estável em sessão com atraso na B3, mas acumula queda de 1,82% no mês

Reuters

31/07/2026

Placeholder - loading - Foto ilustrativa mostra notas de reais brasileiro e de dólar  18 de dezembro de 2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Foto ilustrativa
Foto ilustrativa mostra notas de reais brasileiro e de dólar 18 de dezembro de 2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Foto ilustrativa

Atualizada em  31/07/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 31 Jul (Reuters) - O ​dólar fechou a sexta-feira perto da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos no fim da tarde, em uma sessão marcada pelo atraso da B3 na abertura do mercado e pela disputa dos agentes pela formação da Ptax de fim de mês.

O dólar à vista encerrou o dia com variação positiva de 0,13%, aos R$5,0686. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,25% e, no mês, recuo de 1,82%.

Às 17h05, o dólar futuro para setembro -- que nesta sessão passou a ser o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,11% na B3, aos R$5,1070.

Os contratos futuros de dólar e a ⁠moeda norte-americana ⁠à vista abriram com atraso no Brasil, ​após as ‌9h35, em função de problema técnico na B3.

O dólar para setembro foi o primeiro a começar a operar, seguido pelo dólar para agosto. Com a abertura do mercado futuro da B3 -- o mais líquido no Brasil -- as negociações no segmento à vista também foram iniciadas.

Mais cedo, um ⁠operador ouvido pela Reuters pontuou que, sem as cotações do mercado futuro de ​dólar da B3, as mesas de operação não tinham referência de preços e, por isso, 'ninguém faz ​nada'.

Outros mercados no Brasil, como os de ações e DIs (Depósitos ‌Interfinanceiros), abriram bem mais ​tarde, a ⁠partir das 12h30.

A dificuldade inicial nas negociações cambiais ocorreu no último dia do mês, quando tradicionalmente os agentes operam mirando a definição da taxa Ptax.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, ​a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

No início da tarde, o BC informou que a ​Ptax fechou em R$5,0773 na venda. Definida a Ptax, a moeda norte-americana pouco oscilou no restante do dia.

O dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$5,0865 (+0,48%) às 11h21 -- em meio à disputa pela Ptax e antes de o mercado de ações da B3 entrar em funcionamento, o que limitava a liquidez também no câmbio. Depois, a divisa à vista marcou a mínima de R$5,0647 (+0,05%) às 13h15, logo após o anúncio da Ptax.

No exterior, o dólar exibiu mais cedo ganhos ante vários pares do real, mas ​nesta tarde a divisa tinha sinais mistos: subia ante o peso colombiano e o peso chileno, mas caía ‌ante a rupia indiana e o peso ⁠mexicano.

Às 17h16, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- cedia 0,18%, a 99,887.

O movimento no exterior ocorreu em mais um dia ⁠de alta do petróleo Brent, para perto dos US$90 o barril, ⁠e de elevação dos rendimentos dos Treasuries, com ⁠a decisão sobre juros ⁠do ​Federal Reserve na última quarta-feira e o conflito no Oriente Médio no foco das atenções.

(Edição de Alexandre Caverni)

Reuters

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