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Dólar fecha em leve alta no Brasil com Fed no foco

Dólar fecha em leve alta no Brasil com Fed no foco

Reuters

28/07/2026

Placeholder - loading - Funcionário do banco conta notas de dólar  26 de janeiro de 2023 REUTERS/Athit Perawongmetha
Funcionário do banco conta notas de dólar 26 de janeiro de 2023 REUTERS/Athit Perawongmetha

Atualizada em  28/07/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 28 Jul (Reuters) - O ​dólar fechou a terça-feira em leve alta ante o real, com os agentes assumindo uma posição de cautela às vésperas da decisão de juros do Federal Reserve, que será anunciada quarta-feira, em meio a mais uma sessão de recuo do petróleo no exterior.

O dólar à vista encerrou o dia com variação positiva de 0,17%, aos R$5,1219.

Às 17h45, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,08% na B3, aos R$5,1230.

O movimento do câmbio no Brasil seguiu a dinâmica da divisa norte-americana no ⁠exterior ⁠ao longo da sessão, tendo pequenas ​oscilações positivas ‌e negativas.

Ainda assim, o dólar permaneceu próximo da máxima de um mês no exterior, enquanto os investidores avaliavam a possibilidade de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve no encontro que acontece na quarta-feira.

De acordo com ⁠dados da LSEG, os mercados estão precificando uma probabilidade de quase 40% ​de aumento de 25 pontos-base na taxa de juros na quarta-feira, acima dos ​cerca de 20% da semana passada. Os investidores ‌veem uma probabilidade de ​quase ⁠95% de um aumento até setembro.

Ao mesmo tempo, o petróleo teve mais um dia de queda no mercado internacional, recuando cerca de 5% e atingindo a menor cotação em duas ​semanas, impulsionados por esperanças cautelosas de que a trégua nos combates entre os Estados Unidos e o Irã leve a negociações para pôr fim à guerra, embora tréguas anteriores tenham se mostrado apenas temporárias.

'A moeda brasileira se tornou um ativo que ​os investidores procuram quando o preço do petróleo é pressionado, tendo um movimento inverso à commodity', disse Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez.

Localmente, os agentes avaliavam os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) divulgados na abertura.

O indicador subiu 0,06% em julho, após avanço de 0,41% em junho. Com isso, o IPCA-15 passou a acumular nos 12 meses até julho alta de 4,52%, contra 4,80% no mês anterior. A meta ​contínua para a inflação é de 3% medido pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto ‌percentual para mais ou menos.

As expectativas ⁠em pesquisa da Reuters eram de avanços de 0,20% na comparação mensal e de 4,67% em 12 meses.

O dado foi divulgado uma semana antes da próxima reunião ⁠de decisão de juros do Banco Central. Em seu ⁠último encontro, a autarquia cortou a Selic ⁠em 0,25 ponto ⁠percentual, ​a 14,25% ao ano, deixando os próximos passos em aberto.

(Por Igor SodréEdição de Alexandre Caverni)

Reuters

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