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Dólar tem alta leve ante o real após novas ações militares do Irã no Estreito de Ormuz

Dólar tem alta leve ante o real após novas ações militares do Irã no Estreito de Ormuz

Reuters

04/05/2026

Placeholder - loading - Notas de real e dólar, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real e dólar, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  04/05/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 4 Mai (Reuters) - O ​dólar fechou a segunda-feira com leve alta ante o real, acompanhando o avanço quase generalizado da moeda norte-americana no exterior, após notícias de novas ações militares do Irã no Estreito de Ormuz e ataques do país a áreas dos Emirados Árabes Unidos.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,31%, aos R$4,9679. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular queda de 9,49% ante o real.

Às 17h03, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,43% na B3, aos R$5,0020.

A moeda norte-americana oscilou em alta durante praticamente todo o dia, ainda que com variações modestas, ⁠em meio ⁠à reescalada do conflito no Oriente Médio.

Os EUA ​afirmaram que ‌alguns de seus destróieres estavam dentro do Golfo Pérsico e que dois navios mercantes com bandeira norte-americana cruzaram o Estreito de Ormuz em segurança, o que foi negado pelos iranianos. O Irã disse ter disparado contra um navio de guerra norte-americano que se aproximava do ⁠estreito, forçando-o a retornar.

As autoridades iranianas divulgaram ainda um mapa com uma área marítima ​expandida agora sob seu controle, que se estende muito além do Estreito de Ormuz para ​incluir vastas áreas de águas internacionais, incluindo longos trechos do ‌litoral dos Emirados Árabes ​Unidos -- que ⁠sofreram ataques do Irã com drones e mísseis.

Conforme a Coreia do Sul, houve ainda uma explosão e um incêndio em um de seus navios mercantes, mas não estava claro se a embarcação foi alvo de ​um ataque.

Neste cenário, o dólar subia em relação a moedas de países emergentes e exportadores de commodities e ante uma cesta de divisas fortes.

“O exterior influenciou as cotações no Brasil, ainda em função do imbróglio no Oriente Médio”, comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Ainda ​assim, a divisa se manteve abaixo dos R$5,00.

“Com o dólar perto dos R$5,00, alguns exportadores saem vendendo e há operações de ‘stop loss’ (parada de perdas). Isso realmente tem segurado as cotações do dólar, que segue com tendência de queda”, acrescentou Rugik. “Se não fosse o problema da guerra, ele poderia estar até mais baixo.”

No boletim Focus divulgado pela manhã pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,25. Já a inflação esperada para este ano subiu de ​4,86% para 4,89% e para 2027 permaneceu em 4,00%.

Sem efeitos para as cotações, na agenda doméstica, o presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida ⁠provisória instituindo o Novo Desenrola -- programa do governo federal para negociação de dívidas de pessoas físicas, micro e pequenas empresas e pequenos produtores rurais. Até R$15 bilhões em garantias da União serão ⁠usados para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto ⁠fiscal de até R$5 bilhões.

Às 17h08, o índice ⁠do dólar -- que mede ⁠o ​desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,29%, a 98,447.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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