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Dólar fecha em alta no Brasil em linha com exterior e de olho em Fed e Copom

Dólar fecha em alta no Brasil em linha com exterior e de olho em Fed e Copom

Reuters

29/04/2026

Placeholder - loading - Pessoa conta notas de dólar americano em  banco em Bangkok, Tailândia, em 26 de janeiro de 2023. REUTERS/Athit Perawongmetha
Pessoa conta notas de dólar americano em banco em Bangkok, Tailândia, em 26 de janeiro de 2023. REUTERS/Athit Perawongmetha

Atualizada em  29/04/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 29 Abr (Reuters) - O dólar ​fechou a quarta-feira em alta no Brasil, voltando ao patamar de R$5,00, com o real acompanhando o desempenho fraco de divisas pares em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana e do petróleo no exterior, em um dia marcado por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, aos R$5,0021. Às 17h23, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,65% na B3, aos R$5,0090.

No exterior, o dólar operou com força, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,38%, a ⁠98,966. Nesse ⁠contexto, a divisa também registrou ganhos contra pares ​do real, ‌como o peso chileno e o peso mexicano.

O fortalecimento do dólar se deu em meio ao avanço do petróleo, com os contratos do Brent fechando em alta de 6,08%, a US$118,03 por barril, depois que o Wall Street Journal citou autoridades dos EUA dizendo que o presidente ⁠dos EUA, Donald Trump, instruiu assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado ​do Irã.

Ainda no exterior, o foco também se voltou para a decisão de juros do Federal ​Reserve, que manteve as taxas de juros estáveis, na faixa ‌de 3,50% a 3,75% ao ​ano, ⁠como esperado pelo mercado, citando a inflação elevada em seu comunicado.

Embora tenha fechado em alta contra o real, o movimento do dólar vem sendo mais tímido desde o início da semana.

'O mercado está meio de lado ​desde segunda-feira. A leitura é de que estamos perdendo fluxo estrangeiro na bolsa, o que está impactando o câmbio', disse Nicolas Gomes, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, citando a perspectiva de redução de corte de juros pelo Banco Central como um motivo da redução do fluxo para o Brasil.

Com divulgação prevista ​para aproximadamente 18h30 desta quarta-feira, as apostas majoritárias do mercado sinalizam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em meio à cautela com a guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos nos preços.

Para os economistas do Bank of America, a principal mudança no comunicado do BC divulgado ao fim da reunião deve ser 'uma caracterização menos favorável da dinâmica da inflação e das expectativas, que se distanciaram ainda mais da meta'.

'Com o horizonte ​de política monetária relevante passando para o 4º trimestre de 2027, o Copom deve manter a porta aberta ‌para novos cortes graduais, dependendo dos dados ⁠que forem divulgados e da contenção dos efeitos de segunda ordem', disse o banco em relatório.

A agenda doméstica também contou com os dados de emprego do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ⁠que mostraram que o Brasil abriu 228.208 vagas formais de trabalho ⁠em março, acima do esperado por economistas. Pela manhã, ⁠também foi divulgado que ⁠os ​preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março.

(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)

Reuters

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