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Dólar sobe para perto dos R$5,10 com influência de exterior e tarifa dos EUA

Dólar sobe para perto dos R$5,10 com influência de exterior e tarifa dos EUA

Reuters

16/07/2026

Placeholder - loading - Casa de câmbio em São Paulo 8 de janeiro de 2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Casa de câmbio em São Paulo 8 de janeiro de 2019 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  16/07/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 16 Jul (Reuters) - O dólar ​fechou a quinta-feira em alta no Brasil, pouco abaixo dos R$5,10, refletindo o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior e as preocupações em torno da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,40%, aos R$5,0984. No ano, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,12% ante o real.

Às 17h08, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,35% na B3, aos R$5,1170.

Pela manhã, os EUA informaram que foram feitos 208 mil pedidos de auxílio-desemprego no país na semana passada, menos que os 217 mil projetados por economistas ⁠em pesquisa da ⁠Reuters. Em outra divulgação, os EUA informaram ​que as ‌vendas no varejo subiram 0,2% em junho, em linha com o esperado.

Após os números, que sugerem uma economia resiliente nos EUA, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, atingindo os picos do dia, e o dólar avançou ante as demais divisas, incluindo o real.

No Brasil, este movimento teve respaldo ⁠ainda das preocupações do mercado em torno da tarifa de 25% dos EUA sobre ​uma série de produtos brasileiros a partir de 22 de julho, conforme anunciado pelo Escritório do ​Representante de Comércio dos EUA (USTR na sigla em inglês).

Ainda que ‌a lista de exceções ​seja mais ⁠ampla que o esperado, a tarifação de produtos como etanol, máquinas agrícolas, papel e aço tem potencial para afetar setores específicos da economia brasileira, impactando o fluxo de dólares para o país.

“Mas a movimentação (do dólar ante o ​real) hoje é mais por conta do fator externo do que qualquer outra coisa”, pontuou Jonathan Joo Lee, head da mesa de internacional e câmbio da Mirae Asset.

“Com certeza (a tarifação) é uma pressão para eventual piora do real, mas o movimento de hoje não se resume a isso. O DXY (índice do ​dólar) está com tendência de alta”, reforçou.

Após marcar a cotação mínima intradia de R$5,0824 (+0,08%) às 9h01, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1151 (+0,73%) às 14h13, em um momento em que a moeda norte-americana já havia firmado ganhos ante outras divisas no exterior.

“Por mais que os EUA tenham isentado da tarifa vários produtos, ter tarifa nunca é bom”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

“Mas este anúncio dos EUA já era esperado. Então, (a tarifa) tem importância na composição da cotação de hoje, ​mas não foi um efeito tão forte não”, avaliou Jefferson, acrescentando que o exterior foi, de fato, o principal ‌vetor para o avanço do dólar.

No fim ⁠da tarde, o dólar seguia em alta ante moedas pares do real como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso mexicano. Às 17h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da ⁠moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,28%, ⁠a 100,740.

No fim da manhã, sem efeito sobre ⁠as cotações no Brasil, ⁠o ​Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

(Edição de Alexandre Caverni)

Reuters

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