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Dólar fecha em alta no Brasil com cautela externa

Dólar fecha em alta no Brasil com cautela externa

Reuters

18/08/2026

Placeholder - loading - Pessoa segura notas de dólar americano em casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan
Pessoa segura notas de dólar americano em casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  18/08/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 18 Ago (Reuters) - ​O dólar fechou a terça-feira em alta contra o real, em dia de aversão ao risco no exterior diante de novas tensões no Oriente Médio e de cautela na véspera da publicação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve.

O dólar à vista fechou em alta de 0,44%, aos R$5,2229 na venda.

Às 17h54, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,29% na B3, aos R$5,2375.

No ⁠exterior, ⁠o índice do dólar -- que mede ​o desempenho ‌da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,13%, a 99,663 por volta das 17h50, e a divisa norte-americana mostrava ganhos em relação a moedas pares do real brasileiro, como ⁠o peso chileno e o peso mexicano.

O noticiário geopolítico esteve no ​radar durante a sessão, depois que o Irã afirmou que adotará ​uma postura militar “totalmente ofensiva”, uma vez que ‌os esforços para negociar ​um ⁠fim definitivo à guerra com os Estados Unidos estagnaram, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters.

Os temores em relação ao Oriente Médio se somaram ​ao sentimento de cautela antes da divulgação da ata do Fed na quarta-feira, que poderá trazer mais indícios sobre a trajetória dos juros nos EUA.

Dados das últimas semanas, incluindo perdas inesperadas de empregos no mês passado ​e índices de inflação moderados, apontam para uma economia americana mais fraca, levando os investidores a reduzirem as expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve dos EUA. Ainda assim, os analistas permanecem cautelosos quanto à possível trajetória da inflação, com o Estreito de Ormuz ainda praticamente fechado e o conflito entre os EUA e o Irã em ebulição.

No plano ​doméstico, o início da campanha eleitoral gera pressão negativa adicional sobre o real, ‌afastando investidores estrangeiros do país, ⁠movimento que já vinha sendo observado na última semana.

'Estamos em período pré-eleição. Isso já traz muita volatilidade. Mas o principal fator da semana é ⁠a divulgação da ata do Fed, e ainda ⁠temos a escalada das tensões no ⁠Oriente Médio', disse ⁠Matheus ​Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani)

Reuters

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