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Dólar sobe pela terceira sessão seguida no Brasil, para R$5,1811

Dólar sobe pela terceira sessão seguida no Brasil, para R$5,1811

Reuters

08/06/2026

Placeholder - loading - Pessoa separa notas de dólar americano em casa de câmbio no centro de Nairóbi, Quênia, em 16 de fevereiro de 2024. REUTERS/Thomas Mukoya
Pessoa separa notas de dólar americano em casa de câmbio no centro de Nairóbi, Quênia, em 16 de fevereiro de 2024. REUTERS/Thomas Mukoya

Atualizada em  08/06/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 8 Jun (Reuters) - ​O dólar encerrou a segunda-feira em alta no Brasil, pela terceira sessão consecutiva, em um dia em que o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio esteve novamente no centro das atenções.

A moeda norte-americana à vista fechou com alta de 0,50%, aos R$5,1811, maior cotação desde 30 de março, quando atingiu R$5,2461. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 5,61%.

Às 17h02, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,20% na B3, aos ⁠R$5,2105.

No Oriente ⁠Médio, enquanto Israel atingiu uma usina ​petroquímica ‌no sudoeste iraniano e alvos em outras localidades, o Irã atacou com mísseis uma instalação na cidade israelense de Haifa.

Posteriormente, os dois países anunciaram uma suspensão dos ataques após um apelo do presidente dos EUA, Donald ⁠Trump, para que parassem imediatamente com os disparos. No entanto, Teerã ​afirmou que retomará os ataques caso Israel siga atingindo o Hezbollah, seu ​aliado, no Líbano.

Neste cenário, o dólar alternou altas ‌e baixas ante ​o real ⁠em diferentes momentos da sessão. Após marcar a cotação mínima de R$5,1316 às 9h37, a moeda à vista atingiu a máxima de R$5,1964 (+0,79%) às 11h17.

O avanço do ​dólar ante o real, que prevaleceu durante a tarde, esteve em sintonia com a alta da moeda norte-americana ante o peso chileno e a rupia indiana. Por outro lado, o dólar sustentou baixas ante o rand sul-africano e o ​peso mexicano.

Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,07%, a 100,010.

No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a projeção mediana dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano no Brasil passou de R$5,16 para R$5,15. Já a taxa básica Selic projetada para 2026 passou de 13,25% ​para 13,50%, enquanto a expectativa para o fim de 2027 foi de 11,25% para ‌11,50%.

Atualmente a Selic está em 14,50% ⁠ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como ⁠um fator favorável à atração de dólares para o ⁠Brasil.

No fim da manhã, o Banco ⁠Central vendeu 50.000 ⁠contratos ​de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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