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Dólar volta a fechar acima de R$5,15 com mercado projetando juro maior nos EUA

Dólar volta a fechar acima de R$5,15 com mercado projetando juro maior nos EUA

Reuters

05/06/2026

Placeholder - loading - Entrada de casa de câmbio em São Paulo decorada com imagens de notas de dólar e euro  5 de março de 2020 REUTERS/Rahel Patrasso
Entrada de casa de câmbio em São Paulo decorada com imagens de notas de dólar e euro 5 de março de 2020 REUTERS/Rahel Patrasso

Atualizada em  05/06/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 5 Jun (Reuters) - ​O dólar fechou a sexta-feira pós-feriado com alta firme no Brasil e novamente acima dos R$5,15, após dados mostrarem geração de empregos acima do esperado em maio nos Estados Unidos, elevando as apostas de alta de juros pelo Federal Reserve ainda este ano.

A moeda norte-americana à vista encerrou com alta de 1,76%, aos R$5,1555, maior cotação desde 2 de abril, quando atingiu R$5,1599 na esteira da guerra no Oriente Médio. Na semana, acumulou alta de 2,18% e, no ano, baixa de 6,08%.

Às ⁠17h06, ⁠o dólar futuro para julho -- atualmente ​o mais ‌líquido no mercado brasileiro -- subia 1,96% na B3, aos R$5,1910.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou pela manhã que foram gerados 172 mil postos de trabalho em maio, bem acima dos 85 mil projetados por economistas ⁠ouvidos pela Reuters. O dado de abril foi revisado de 115 ​mil novas vagas para 179 mil.

O resultado deu força à percepção de que ​o Federal Reserve tende a trabalhar com taxas ‌de juros mais ​elevadas, ainda ⁠mais em um contexto de guerra no Oriente Médio.

Após a divulgação, os futuros dos Fed Funds chegaram a precificar quase 100% de probabilidade de pelo menos uma elevação ​de juros nos EUA até o fim deste ano, conforme a ferramenta CME FedWatch.

Em reação, os rendimentos dos Treasuries dispararam, os preços das ações despencaram e o dólar ganhou força ante as demais divisas -- incluindo o real, que no ​fim da tarde era a quarta moeda com pior desempenho em todo o mundo, atrás apenas do peso chileno, do sol peruano e do novo shekel israelense.

Em tese, juros maiores nos EUA diminuem o diferencial de taxas a favor do Brasil, tornando o país menos atrativo ao capital externo.

O cenário de guerra no Oriente Médio tampouco trouxe alívio para as moedas como o real.

Na quinta-feira, o grupo Hezbollah, ​apoiado pelo Irã, rejeitou um novo cessar-fogo no Líbano, enquanto Israel disse que não ‌iria retirar as tropas do país. ⁠Essas decisões minam um possível entendimento entre Teerã e Washington, já que o Irã vem considerando o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah como requisito para um ⁠acordo de paz com os EUA.

Às 17h14, o ⁠índice do dólar -- que mede o ⁠desempenho da moeda norte-americana ⁠frente ​a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,67%, a 100,100.

(Edição de Pedro Fonseca)

Reuters

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