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Dólar fecha estável no Brasil com mercado à espera de retomada das negociações entre EUA e Irã

Dólar fecha estável no Brasil com mercado à espera de retomada das negociações entre EUA e Irã

Reuters

15/04/2026

Placeholder - loading - Quadro exibe taxas em casa de câmbio em São Paulo 16 de março de 2020 REUTERS/Rahel Patrasso
Quadro exibe taxas em casa de câmbio em São Paulo 16 de março de 2020 REUTERS/Rahel Patrasso

Atualizada em  15/04/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 15 Abr (Reuters) - O ​dólar fechou a quarta-feira quase estável ante o real, após oscilar em margens bastante estreitas durante a sessão, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos ante as demais divisas, sem que surgissem novidades de impacto sobre a guerra no Oriente Médio.

Em meio às movimentações de Estados Unidos e Irã para a retomada das negociações de paz, o dólar à vista fechou o dia em leve baixa de 0,02%, aos R$4,9927. Foi a sexta sessão consecutiva em que a moeda norte-americana fechou com sinal negativo, ainda que com variação mínima.

No ano, a divisa passou a acumular baixa de 9,04% ante ⁠o real.

Às ⁠17h19, o dólar futuro para maio -- atualmente o ​mais líquido ‌no mercado brasileiro -- subia 0,14% na B3, aos R$5,0085.

Nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã pode terminar em breve, sinalizando uma retomada das negociações nos próximos dias. Conforme o site Axios, os dois países fizeram progressos ⁠na terça-feira e estão se aproximando de um acordo-quadro para encerrar a guerra.

Porém, sem ​notícias mais palpáveis sobre um possível acordo, o dólar oscilou em margens estreitas durante todo ​o dia, sem força para se firmar em alta ou ‌em baixa. Após registrar ​a ⁠máxima de R$5,0036 (+0,20%) às 9h26, o dólar à vista atingiu a mínima de R$4,9849 (-0,17%) às 10h27.

Da máxima para a mínima a variação do dólar foi de apenas -0,36%, o que mostra o quanto as cotações seguiram ​travadas, com os investidores à espera de novidades sobre a guerra no Oriente Médio.

“A divisa acompanhou o comportamento lateral do DXY (índice do dólar), com o mercado em compasso de espera por sinais mais claros sobre as negociações entre EUA e Irã, enquanto o petróleo oscilou, mas se manteve abaixo ​de US$100, reduzindo pressões adicionais”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

No exterior, às 17h13 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- mostrava estabilidade, a 98,075. A divisa norte-americana subia ante o peso colombiano e a lira turca, mas caía ante o dólar australiano e o peso mexicano.

No noticiário local, destaque para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio ​Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem ‌mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, ⁠e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No fim da manhã, o Banco ⁠Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do ⁠vencimento de 4 de maio. À tarde, o ⁠BC informou que ⁠o ​Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$750 milhões em abril até o dia 10.

(Edição de Pedro Fonseca)

Reuters

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