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Dólar fecha estável em meio a fluxo de investimentos para o Brasil

Dólar fecha estável em meio a fluxo de investimentos para o Brasil

Reuters

19/02/2026

Placeholder - loading - Homem caminha em frente à janela de uma casa de câmbio em Ciudad Juárez, México 10/02/2026 REUTERS/Jose Luis González
Homem caminha em frente à janela de uma casa de câmbio em Ciudad Juárez, México 10/02/2026 REUTERS/Jose Luis González

Atualizada em  19/02/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 19 Fev (Reuters) - O dólar fechou ​a quinta-feira perto da estabilidade ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante as demais divisas, com alguns agentes citando o efeito do fluxo de entrada de recursos no país sobre as cotações.

O dólar à vista fechou a sessão com leve baixa de 0,04%, aos R$5,2282. No ano, a divisa agora acumula baixa de 4,75%.

Às 17h15, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,19% na B3, aos R$5,2390. O volume era elevado, com mais de 314 mil contratos de dólar para março negociados.

A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o exterior, onde a moeda sustentou ganhos ante a maior parte das demais ⁠divisas, com os ⁠investidores atentos aos dados econômicos divulgados nos EUA ​e à ‌mobilização de tropas norte-americanas ao redor do Irã.

O dólar exibiu ganhos em relação a divisas fortes como o euro, a libra e o iene, além de avançar ante moedas pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o ⁠desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,20%, ​a 97,895.

No Brasil, o dólar se manteve próximo da estabilidade, chegando a registrar leves quedas em alguns momentos.

'O ​dólar abriu em alta, acompanhando exterior, mas virou em função ‌de fluxo para o Brasil. ​O exportador ⁠está vendendo o que havia represado durante o período de Carnaval', pontuou no início da tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. 'E há também fluxo para a bolsa.'

Favorecido pelo fluxo, o Ibovespa sustentou ganho superior a 1% durante ​boa parte da sessão.

Um operador ouvido pela Reuters também citou o fluxo de entrada de recursos no país para justificar o desempenho mais fraco do dólar ante o real nesta quinta-feira.

Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial positivo de US$1,488 bilhão em fevereiro até dia 13. Somente na semana ​passada entraram líquidos no país US$1,783 bilhão, em meio aos relatos de investimentos estrangeiros para a bolsa.

Mais cedo nesta quinta-feira, os agentes digeriram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Considerado uma espécie de prévia para o Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br cedeu 0,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. A retração foi inferior à baixa de 0,5% projetada por economistas em pesquisa da Reuters.

“O IBC-Br mais resiliente reforçou a percepção de cortes mais graduais da Selic, preservando o diferencial de juros ainda elevado e favorecendo estratégias de ​carry trade”, pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, mas o mercado ‌espera que o Banco Central inicie o ciclo ⁠de cortes em março -- resta saber se com redução de 25 ou de 50 pontos-base.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem ⁠sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, ⁠conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos ⁠nos últimos meses.

No fim ⁠da ​manhã, o Banco Central vendeu 40.000 do total de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.

Reuters

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