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Dólar fecha no menor valor em quase 5 meses sob influência de eleição e exterior

Dólar fecha no menor valor em quase 5 meses sob influência de eleição e exterior

Reuters

06/10/2026

Placeholder - loading - Notas de real e dólar, 18 de dezembro de 2024, REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real e dólar, 18 de dezembro de 2024, REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  06/10/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 6 ​Out (Reuters) - O dólar voltou a cair nesta terça-feira no Brasil e atingiu a menor cotação em quase 5 meses, ainda sob a influência do resultado do primeiro turno da eleição presidencial, enquanto no exterior a moeda norte-americana também cedeu ante boa parte das demais divisas.

O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,55%, a R$4,9745, a menor cotação de fechamento desde 12 de maio deste ano, quando atingiu R$4,8949. No ano, a divisa passou a acumular queda de ⁠9,37%.

Às ⁠17h06, o dólar futuro para novembro -- ​o mais ‌negociado no Brasil -- cedia 0,51% na B3, aos R$4,9995.

Na segunda-feira o dólar havia recuado 4,12%, aos R$5,0022, em meio à euforia dos investidores com o fato de no primeiro turno o senador Flávio Bolsonaro (PL) ⁠ter ficado à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ​na disputa pelo Planalto. Foi a maior queda diária em mais de ​8 anos.

Nesta terça-feira, já após o impacto inicial ‌do resultado, o ​dólar voltou ⁠a ceder, ainda que com variações menores.

Por trás do movimento está a perspectiva de que, com Flávio Bolsonaro no Planalto, crescem as chances de um ajuste das ​contas públicas, ainda que o candidato ainda não tenha apresentado propostas concretas para isso.

Além da questão eleitoral, o recuo das cotações no Brasil era apoiado pela baixa do dólar ante outras divisas de países emergentes no exterior, ​como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno.

Na mínima da sessão, às 10h11, o dólar à vista foi cotado a R$4,9451 (-1,14%).

“O mercado começa a colocar a moeda abaixo dos R$5,00 nas projeções. Além disso, conforme o capital estrangeiro entra no mercado brasileiro, seja via título público, seja via bolsa, o investidor de fora precisa trocar seus dólares por reais, o que, sem dúvida, ​pesa contra a moeda americana em relação ao real”, pontuou Gabriel Magno, chefe ‌de alocação de investimentos e sócio ⁠da AW Capital.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial em operação de rolagem do vencimento ⁠de 3 de novembro.

No exterior, às 17h15 o ⁠índice do dólar -- que mede o ⁠desempenho da moeda ⁠norte-americana ​frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,31%, a 101,840.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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