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Dólar cai ao menor valor desde abril de 2024 com cessar-fogo entre EUA e Irã

Dólar cai ao menor valor desde abril de 2024 com cessar-fogo entre EUA e Irã

Reuters

09/04/2026

Placeholder - loading - Notas de real brasileiro e de dólar americano, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real brasileiro e de dólar americano, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  09/04/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 9 Abr (Reuters) - ​O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, no menor valor desde abril de 2024, novamente impactado pelo acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, com a moeda norte-americana também registrando queda ante outras divisas de emergentes no exterior.

O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,80%, aos R$5,0626, o menor valor de fechamento desde 9 de abril de 2024, quando atingiu R$5,0067.

No ano, a divisa passou a acumular recuo de 7,77%.

Às 17h05, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,71% ⁠na ⁠B3, aos R$5,0860.

Na quarta-feira, o dólar já ​havia exibido ‌quedas firmes ante o real, em meio à euforia dos investidores com o acordo entre EUA e Irã. Nesta quinta-feira, porém, as dúvidas sobre a aplicação do cessar-fogo e a normalização do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz ⁠contiveram o otimismo.

O tráfego por Ormuz ficou bem abaixo de 10% do volume ​normal, enquanto Teerã reafirmou seu controle sobre a área, alertando os navios para ​que se mantivessem em suas águas territoriais.

Já Israel lançou ‌novos ataques contra alvos ​no ⁠Líbano, enquanto em outra frente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu instruções para que o país inicie negociações de paz que incluiriam o desarmamento do Hezbollah.

Apesar das preocupações com o cessar-fogo, ​o dólar se enfraqueceu ao longo da manhã ante moedas de países emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

Após atingir a cotação máxima de R$5,1070 (+0,07%) às 9h47, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,0586 (-0,88%) às 14h40, em sintonia ​com o avanço do Ibovespa e a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).

Mesmo em um ambiente de incerteza geopolítica e petróleo elevado (próximo de US$100), que em tese sustentariam o dólar, o mercado operou na direção oposta, refletindo desmonte de posições defensivas”, comentou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

“No Brasil, o movimento foi amplificado por fluxo estrangeiro consistente, direcionado à renda fixa e à bolsa, sustentado pelo elevado diferencial de juros mesmo diante da ​possibilidade de corte (da Selic) pelo Copom”, acrescentou. Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, houve ‌uma 'coerência interna' no movimento do câmbio ⁠nesta quinta-feira no Brasil, 'com bolsa subindo e dólar caindo'.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial ⁠tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

No exterior, ⁠às 17h06, o índice do dólar -- que ⁠mede o desempenho ⁠da ​moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,24%, a 98,829.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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