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Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,8961, em linha com exterior

Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,8961, em linha com exterior

Reuters

08/05/2026

Placeholder - loading - Notas de real e de dólar, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real e de dólar, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  08/05/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - ​O dólar encerrou a sexta-feira em queda no Brasil, atingindo R$4,89, em linha com o recuo da divisa norte-americana no exterior, após dados fortes de emprego nos Estados Unidos diminuírem a percepção de risco de aumento de juros pelo Federal Reserve.

O dólar à vista encerrou com queda de 0,55%, aos R$4,8961, menor valor de fechamento desde 16 de janeiro de 2024. Na semana, a divisa dos EUA acumulou baixa de 1,13% ante o ⁠real.

Às ⁠17h27, o dólar futuro para ​junho -- atualmente ‌o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,83% na B3, aos R$4,9180.

Enquanto isso, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía ⁠0,37%, a 97,864.

Dados divulgados pela manhã mostraram que os EUA ​abriram 115.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em abril, ​quase o dobro dos 62.000 estimados por ‌economistas em pesquisa ​da Reuters, ⁠enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%.

Os números alimentaram a percepção de que o Fed tende a seguir em modo de espera, focado na ​evolução da inflação.

Outro fator que favoreceu o recuo do dólar no exterior e, consequentemente, contra o real, foi o otimismo dos agentes em relação a uma solução para o conflito no Oriente Médio depois ​que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo permanece em vigor, apesar das novas hostilidades entre os EUA e o Irã.

Os dois lados trocaram disparos ocasionalmente desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 7 de abril, com o Irã atingindo alvos em países do Golfo Pérsico, incluindo os Emirados Árabes Unidos.

'No Brasil, a combinação entre ​dólar mais fraco globalmente, diferencial de juros ainda elevado, fluxo para emergentes ‌e melhora dos termos de troca — ⁠favorecida pelo petróleo acima de US$100 — sustentou a apreciação do real', destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

'Esse conjunto de fatores ⁠levou o câmbio a voltar a operar próximo ⁠das mínimas do ano, refletindo ⁠um ambiente ainda ⁠favorável ​para moedas ligadas a commodities e carry.'

(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani)

Reuters

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