Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Dólar fecha estável ante o real com impasse no Oriente Médio e expectativa por decisões de juros

Dólar fecha estável ante o real com impasse no Oriente Médio e expectativa por decisões de juros

Reuters

28/04/2026

Placeholder - loading - Notas de real brasileiro e de dólar americano, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real brasileiro e de dólar americano, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  28/04/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 28 Abr (Reuters) - O ​dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade no Brasil, em meio à falta de uma definição sobre o conflito no Oriente Médio e a cautela antes das decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve.

O dólar à vista fechou estável, aos R$4,9828.

Às 17h25, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,1% na B3, aos R$4,9825.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã seguiu ditando o humor dos mercados, depois que uma autoridade norte-americana disse que o presidente dos EUA, ⁠Donald ⁠Trump, está insatisfeito com a última ​proposta iraniana ‌para resolver a guerra de dois meses. Mais cedo, nesta terça, Trump disse que o Irã afirmou estar em estado de colapso e quer que os Estados Unidos abram o Estreito de Ormuz o mais rápido possível.

Diante da ⁠ausência de uma resolução para o conflito e sem a perspectiva de ​reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo subiram mais uma vez, ​com o contrato do Brent fechando o dia ‌em alta de 2,8%, ​a ⁠US$111,26 por barril.

Nesse ambiente, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,18%, a 98,639.

No Brasil, a falta de ​uma definição sobre o conflito no Oriente Médio inspirou cautela, depois da cotação do dólar ter chegado aos R$5 na abertura. 'O mercado ainda está evitando algum posicionamento mais contundente', disse o diretor da FB Capital, Fernando Bergallo.

A cautela também refletia a ​expectativa pelas decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, que serão anunciadas na quarta-feira. A maioria do mercado aposta em uma redução da Selic para 14,50% ao ano, com um corte de 0,25 ponto percentual. Para o Fed, a previsão é de manutenção da taxa do Fed na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano. Os bancos centrais da zona do euro, do Reino Unido e do ​Canadá também anunciarão suas decisões sobre as taxas esta semana.

No campo doméstico, o Instituto Brasileiro ‌de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela ⁠manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 0,89% em abril, depois de subir 0,44% em março. Foi a taxa mensal mais ⁠elevada desde fevereiro de 2025 (1,23%).

Ainda assim, os dados ficaram ⁠abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters ⁠de altas de ⁠1,0% ​na base mensal e de 4,49% em 12 meses.

(Por Igor Sodré; Edição de Isabel Versiani)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.