Dólar cai abaixo de R$5,10 em sintonia com o exterior
Dólar cai abaixo de R$5,10 em sintonia com o exterior
Reuters
30/07/2026
Atualizada em 30/07/2026
Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 30 Jul (Reuters) - O dólar operava com leve queda ante o real nesta manhã de quinta-feira, pouco abaixo dos R$5,10, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, com os investidores atuando ainda sob influência da decisão do Federal Reserve na véspera e monitorando o conflito no Oriente Médio.
Às 9h32, o dólar à vista tinha variação negativa de 0,24%, aos R$5,0979 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,45%, aos R$5,0985.
Na tarde de quarta-feira, o Fed manteve, como esperado, sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, e o chair da instituição, Kevin Warsh, ressaltou o compromisso com a meta de inflação de 2%.
Ao mesmo tempo, Warsh citou dados de inflação “animadores” nos EUA e disse que o Fed continuará a acompanhar as informações de mercado.
Uma das interpretações entre os agentes foi a de que o Fed não parece ter pressa para elevar os juros, o que seria favorável para ativos de risco, como moedas de países emergentes.
Assim, o dólar operava em baixa nesta manhã ante divisas como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real -- embora neste caso as variações fossem contidas.
Já o petróleo Brent oscilava em queda nesta manhã, novamente abaixo dos US$90 o barril, após a forte alta da véspera, com o Oriente Médio no foco das atenções.
Na noite de quarta-feira, os EUA atacaram dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, incluindo centros de comando militar e instalações de drones, conforme comunicado norte-americano. A operação durou duas horas e foi lançada após Teerã ter disparado mísseis balísticos contra as forças norte-americanas no Oriente Médio.
No Brasil, destaque nesta manhã para a taxa de desemprego de 5,4% nos três meses até junho, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com o esperado por economistas consultados em pesquisa da Reuters.
(Edição de Pedro Fonseca)
Reuters

