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    Dólar toca R$4,02 pela 1ª vez no ano com dados fracos de China e EUA

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia ante o real nesta quarta-feira, tendo superado o patamar de 4,02 reais pela primeira vez no ano, em meio à renovada aversão ao risco após a divulgação de dados fracos sobre a economia chinesa e queda inesperada nas vendas no varejo dos Estados Unidos em abril.

    O dólar ganhou impulso com dados mais fracos da China e dos EUA, enquanto os dois países seguem envoltos numa guerra comercial que coloca em risco o ritmo da atividade econômica mundial.

    Mas a cotação saiu das máximas do dia após autoridades do governo dos Estados Unidos afirmarem à Reuters que o presidente norte-americano, Donald Trump, deve adiar a decisão sobre tarifas de carros e peças importados em até seis meses, o que ajudaria a amenizar tensões comerciais.

    Às 12:17, o dólar avançava 0,61%, a 4,0002 reais na venda

    Na máxima do pregão, o dólar à vista bateu 4,0225 reais, ganho de 1,17%.

    Na B3, o dólar futuro ganhava cerca de 0,6% neste pregão, também fora dos picos da sessão.

    Na véspera, a moeda norte-americana encerrou com variação negativa de 0,09%, a 3,9758 reais na venda.

    'A frustração das expectativas faz preço e se soma ao cenário de alta tensão no âmbito comercial, alimentando a falta de 'coragem' de investidores em ensaiar uma recuperação mais expressiva dos principais ativos de risco globais após delicadas sessões recentes', disse a corretora H.Commcor em nota.

    Do lado doméstico, o mercado segue monitorando o noticiário político em dia que deverá ser marcado por manifestações contra o governo de Jair Bolsonaro devido a cortes nas verbas das universidades públicas.

    No fim da terça-feira, parlamentares da oposição e do centrão se uniram e conseguiram aprovar uma convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que deverá ir à Câmara para explicações sobre o contigenciamento.

    'Toda a história com o ministro da Educação, com a possibilidade de greve por conta do corte no MEC e a decisão unânime da Câmara em chamá-lo sugere mais um ponto de fraqueza do governo', afirmou a estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

    Bolsonaro e alguns de seus ministros, incluindo o da Economia, Paulo Guedes, viajam aos Estados Unidos nesta quarta-feira.

    O Banco Central vendeu nesta quarta-feira todos os 5,05 mil swaps cambiais tradicionais ofertados em leilão para rolagem do vencimento julho. Em dez operações, o BC já rolou 2,525 bilhões de dólares, de um total de 10,089 bilhões de dólares a expirar em julho. O estoque de swaps do BC no mercado é de 68,863 bilhões de dólares.

    (Por Laís Martins)

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    Dólar sobe mais de 1% com aversão a risco por impasse comercial entre EUA e China

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar avançava cerca de 1 por cento ante o real nesta segunda-feira e operava perto do patamar de 4 reais diante da aversão ao risco no exterior, com uma escalada das tensões entre China e Estados Unidos após Pequim anunciar plano de retaliar o aumento tarifário de Washington.

    Às 12:01, o dólar avançava 1,26%, a 3,9940 reais na venda. Na máxima, a moeda chegou a 4,0054 reais. A última vez que o dólar atingiu a casa de 4 reais havia sido em 7 de maio.

    Na sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,24%, a 3,9443 reais na venda, mas na semana a cotação subiu 0,13 por cento, na quinta semana consecutiva de alta.

    O dólar futuro tinha alta de 1,1% neste pregão.

    Pequim anunciou por meio de comunicado nesta manhã que planeja elevar de 5% a 25% as tarifas sobre 60 bilhões de dólares em produtos importados dos EUA, com a taxa entrando em vigor em 1º de junho.

    A medida anunciada pelos chineses nesta segunda-feira endossa o sentimento de que a possibilidade de um acordo comercial pode ter se esvaído, uma vez que nenhuma das duas partes parece disposta a ceder.

    Além da elevação das tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, comece a impor tarifas sobre as demais importações chinesas, o que inclui cerca de outros 300 bilhões de dólares em produtos.

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês havia afirmando mais cedo que a China nunca vai se render à pressão externa.

    A leitura de que as tarifas devem durar por um longo período 'acaba por penalizar o sentimento de investidores, que acabam – cada vez mais – a optar por posições mais defensivas enquanto busca-se compreender os efeitos de uma guerra comercial dessa magnitude, inclusive com a possibilidade de se tornar a 'nova normal'', avaliou a corretora H.Commcor, em nota.

    Do lado doméstico, que fica como pano de fundo neste pregão, participantes do mercado seguem monitorando avanços na tramitação da Previdência, que atualmente se encontra na comissão especial da Câmara dos Deputados, e o noticiário político em geral.

    Nesta tarde, o presidente Jair Bolsonaro se reúne com o ministro da Economia, Paulo Guedes. No domingo, o presidente prometeu corrigir a tabela do Imposto de Renda pela inflação neste ano, um dia depois de dizer que é preciso aprovar a reforma da Previdência 'sem tantas modificações para que o mercado ganhe a confiança no Brasil'.

    O Banco Central vendeu nesta segunda-feira todos os 5,05 mil swaps cambiais tradicionais ofertados em leilão para rolagem do vencimento julho. Em oito operações, o BC já rolou 2,020 bilhões de dólares, de um total de 10,089 bilhões de dólares a expirar em julho. O estoque de swaps do BC no mercado é de 68,863 bilhões de dólares.

    (Por Laís Martins)

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    Dólar tem estabilidade ante real após superar R$4,00 na abertura

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha estabiliade ante o real nesta quinta-feira, após ter superado o patamar psicológico de 4 reais logo na abertura, acompanhando o exterior com os investidores em compasso de espera antes da instalação da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

    Às 10:08, o dólar operava estável, a 3,9863 reais na venda. A última vez que a moeda norte-americana fechou na casa dos 4 reais foi em 1º de outubro do ano passado (4,0183 reais).

    Na véspera, a moeda já havia flertado com a marca ao terminar em alta de 1,63 por cento, a 3,9863 reais. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,1 por cento neste pregão.

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou para as 11h a instalação da comissão especial, quando devem ser definidos o presidente do órgão e o relator da proposta.

    A comissão especial terá um prazo de 40 sessões, a partir de sua constituição, para proferir parecer, sendo que a apresentação de emendas à proposta tem de ser feita nas 10 primeiras sessões.

    Agentes financeiros veem com bons olhos a atuação de Maia, que desponta novamente como principal fiador da proposta e que tende a desempenhar papel decisivo na discussão do mérito da PEC na comissão especial.

    'Maia deu vários recados positivos na quarta-feira. O mercado gosta de saber que tem alguém que chamou para si a responsabilidade de algo tão grande como a reforma da Previdência', explicou Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus.

    Segundo um parlamentar experiente, Maia está se colocando como intermediário nas negociações entre o governo e o centrão e também trabalha pela nomeação do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) para relator da PEC na comissão especial.

    A escolha do relator e do presidente é um dos pontos que mantém investidores na defensiva antes da instalação, explicou Laatus.

    'A dúvida do mercado é quem vai ser o relator, quem vai ser o presidente, como a oposição vai estar posicionada e o posicionamento do centrão também é importante', disse.

    Até que ocorra a instalação de fato, investidores adotam posição de espera, com o dólar operando em alta sobre o real e olhando para o exterior, onde a divisa norte-americana ganha força em meio a uma busca global por proteção.

    O índice do dólar contra uma cesta de moedas subia cerca de 0,1 por cento e operava acima de uma máxima de 23 meses.

    'Se a gente pudesse resumir em uma palavra o cenário externo é expectativa. Com guerra comercial, Brexit, com o que pode sair na cúpula entre Putin e Kim Jong Un, com a expectativa de como vai ser Trump e o processo de impeachment', avaliou Laatus.

    O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 5,350 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de maio, no total de 5,343 bilhões de dólares.

    O BC também informou que começará em 2 de maio a rolagem integral dos 201.785 contratos de swap cambial tradicional com vencimento em 1º de julho de 2019.

    (Por Laís Martins)

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    Dólar cai mais de 1% ante real com apetite por risco no exterior

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caía mais de 1 por cento ante o real nesta segunda-feira, com um cenário de maior apetite por risco no exterior após dados inesperados de recuperação da indústria da China e sinais de progresso nas negociações entre Washington e Pequim.

    Às 12:09, o dólar recuava 1,15 por cento, a 3,8703 reais na venda.

    Na sexta-feira, a moeda terminou com variação negativa de 0,05 por cento, a 3,9154 reais na venda, mas em março a divisa acumulou alta de 4,32 por cento, maior aumento mensal desde agosto de 2018.

    O dólar futuro caía por volta de 1,3 por cento.

    A maior disposição por risco no exterior beneficiava moedas emergentes nesta segunda-feira, mas o impacto sobre o real era em parte limitado ainda por resquícios das tensões políticas da semana passada, o que pôde ser percebido também no baixo fluxo de venda de dólares.

    'No caso do real não foi tão bom por causa do baixo fluxo de venda, ainda pela história da Previdência. Mesmo com o (ministro da Economia Paulo) Guedes tomando a frente com o (presidente da Câmara, Rodrigo) Maia, o mercado vai adotar a postura de 'ver para crer'', afirmou o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

    'Foram muitos momentos de discordância que fizeram com que o mercado ficasse mais atento e cético', completou

    O Índice de Gerente de Compra (PMI, na sigla em inglês) oficial da China mostrou, no domingo, que a atividade industrial cresceu inesperadamente em março pela primeira vez em quatro meses. O PMI do Caixin/Markit, divulgado nesta segunda-feira, também mostrou retorno ao crescimento da indústria do país. [nL1N21I03J][nL1N21J059]

    Sinais de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China também endossam o apetite por risco. EUA e China disseram que fizeram avanços nas discussões concluídas na sexta-feira em Pequim, com Washington afirmando que foram 'francas e construtivas'.

    No domingo, a China disse que continuará suspendendo tarifas adicionais sobre veículos e autopeças dos EUA após 1º de abril, em um gesto de boa vontade após a decisão dos EUA de adiar altas tarifárias sobre importações chinesas, um gesto de boa vontade após decisão norte-americana de adiar altas tarifárias sobre importações chinesas. [nL1N21I06O]

    Internamente, não há nada esperado na agenda política do dia, mas ainda há cautela depois das tensões políticas entre Executivo e Legislativo que aconteceram na semana passada.

    Para quarta-feira, está prevista a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e investidores monitoram com atenção a participação dele.

    'A reunião do Guedes na CCJ vai ser fundamental para que se tenha melhora em termos de visão futura do que pode ocorrer', afirmou Rodrigues.

    O Banco Central vendeu nesta segunda-feira todos os 5.350 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão de rolagem do vencimento maio. O lote a vencer em 2 de maio soma 4,843 bilhões de dólares. A venda de swaps cambiais tradicionais equivale a uma colocação de dólares no mercado futuro.

    O BC fez ao longo de março a rolagem integral dos 12,321 bilhões de dólares com vencimento em abril.

    (Por Laís Martins)

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    Dólar avança sobre real com tensão renovada no governo e preocupação com Previdência

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia ante o real nesta quinta-feira, tendo superado o patamar de 4 reais logo na abertura, com tensões políticas entre Executivo e Legislativo de volta ao foco, o que eleva a preocupação em relação à reforma da Previdência.

    Às 12h04, o dólar à vista subia 0,52 por cento, a 3,9747 reais na venda. Na máxima do dia, a cotação foi a 4,0165 reais. O dólar não termina uma sessão acima de 4 reais desde o começo de outubro do ano passado.

    Na véspera, a moeda teve alta de 2,27 por cento, a 3,9545 reais na venda. O dólar futuro caía cerca de 0,46 por cento nesta quinta-feira.

    A tensão política que já se prolongava desde a semana passada se deteriorou de vez no fim da quarta-feira, depois que o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) voltaram a trocar farpas publicamente. [nL1N21F09J]

    Em entrevista à TV Bandeirantes no fim da tarde, Bolsonaro disse que Maia estaria 'abalado por motivos pessoais', em possível referência à prisão do ex-ministro Moreira Franco, padrasto de sua esposa, na semana passada.

    Maia rebateu, afirmando que 'abalados estão os brasileiros, que estão esperando desde 1º de janeiro que o governo comece a funcionar', acrescentando que o presidente está 'brincando de presidir o Brasil'.

    'Estamos num cenário muito ruim de forma geral, o dólar chegando a 4 reais indica que o mercado coloca em dúvida a possibilidade de uma reforma da Previdência dada essa crise política que foi instalada', afirmou a estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

    'O que vemos desde o meio da semana passada, e o que ficou escancarado nesses últimos dias, é que falta de fato ao governo a articulação política', ponderou a estrategista.

    Somando ao mau humor, mais cedo o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não tem apego ao cargo ao ser questionado se deixaria o posto caso a reforma da Previdência trouxesse uma economia menor do que a almejada. [nE6N21200K]

    Segundo Fernanda, a percepção geral ainda é de aprovação da Previdência, embora já seja aventada a possibilidade de que o texto só chegue ao fim da tramitação no ano que vem.

    'Acho que ainda assim a gente aprova a reforma, mas vai ser muito mais suada do que pensávamos que seria. Imaginava que teria volatilidade, mas de jeito algum da forma que está', explicou.

    O cenário externo também influencia nas negociações locais, com o dólar avançando cerca de 0,4 por cento ante uma cesta de moedas diante da maior aversão ao risco.

    Cada vez mais bancos centrais estão se unindo ao Federal Reserve em adotar posturas 'dovish', o que reforça preocupações sobre a saúde da economia global em geral.

    Para amenizar a pressão no dólar e colocar dinheiro novo no mercado, o Banco Central anunciou que realizará nesta quinta-feira leilão de até 1 bilhão de dólares em operação de venda de moeda com compromisso de recompra.

    O Banco Central concluiu a rolagem de todos os 12,321 bilhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional que, inicialmente, expirariam no começo de abril. A autoridade monetária vendeu nesta quinta-feira todos os 14,43 mil contratos ofertados. Com isso, o estoque total desses papéis se mantém em 68,863 bilhões de dólares. A venda de swaps tradicionais equivale à colocação de dólares no mercado futuro de câmbio.

    (Por Laís Martins)

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    Dólar ronda estabilidade ante real em meio a apetite por risco no exterior e foco na Previdência

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar rondava a estabilidade ante o real nesta terça-feira, em meio a um ambiente de maior apetite por risco no exterior e com foco na reforma da Previdência, tema da reunião ministerial desta terça-feira.

    Às 12:03, o dólar recuava 0,11 por cento, a 3,6688 reais na venda, depois de encerrar na véspera com alta de 0,29 por cento, a 3,6728 reais.

    O dólar futuro tinha variação positiva de 0,05 por cento.

    A reforma da Previdência é o tema da reunião ministerial desta terça-feira, que, na ausência de Bolsonaro, será presidida vice-presidente, Hamilton Mourão. O encontro ocorre a partir das 9h, no Palácio do Planalto.

    Na segunda-feira, o jornal O Estado de S. Paulo publicou em seu site reportagem citando uma minuta preliminar da proposta de reforma da Previdência, prevendo, entre outros pontos, idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem no Brasil.

    No fim do dia, o secretário especial da Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, se pronunciou, dizendo que o texto veiculado é apenas uma das propostas que estão sob análise do governo.

    Mourão também se pronunciou após o vazamento, afirmando que ao próprio presidente Bolsonaro não agrada a ideia de ter idades mínimas iguais para homens e mulheres.

    Na avaliação de alguns participantes do mercado, a dissonância nas falas de membros do governo começa a dar sinais de um desgaste, que, ainda que de forma extremamente sutil, pode alimentar um novo ceticismo no mercado com relação à reforma.

    Segundo o gerente de câmbio da Icap Corretora, Italo Abucater, já é certo que haverá uma reforma da Previdência, o que está em aberto, na verdade, são os cortes e mudanças que o texto proposto pelo governo sofrerá na tramitação.

    'Ela (reforma da Previdência) vai vir por uma questão de necessidade. A questão é sobre como o mercado vai precificar os cortes que virão. Esses cortes, de que forma ficariam dentro da original? Aí sim o mercado vai reagir', afirmou.

    No lado externo, o mercado aguarda o discurso de Estado da União que Trump fará na noite desta terça-feira, em que deve fazer pressão sobre o muro na fronteira com o México, além de tocar pontos de política externa, como Venezuela e negociações comerciais entre EUA e China.

    Uma sinalização favorável de Trump no que diz respeito a comércio pode alimentar o apetite por risco, que vem sendo moderadamente impulsionado por dados fortes de emprego nos EUA e uma abordagem mais moderada do Federal Reserve.

    O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 1,549 bilhão de dólares do total de 9,811 bilhões que vencem em março.

    (Por Laís Martins)

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    Dólar tem leve alta ante real com mercado atento a eleições no Congresso

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha leve alta no pregão desta sexta-feira ante o real, com o mercado atento ao Congresso, que deve ter um dia agitado com a eleição das presidências de cada Casa, e após dados mais fortes do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.

    Às 12:20, o dólar avançava 0,60 por cento, a 3,6808 reais na venda, após fechar na véspera com queda de 1,77 por cento, a 3,6588 reais.

    O dólar futuro operava em alta de cerca de 0,9 por cento.

    O Congresso elege nesta sexta-feira os presidentes da Câmara e do Senado, e as respectivas Mesas Diretoras.

    Na Câmara, o favorito é o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que costurou uma ampla aliança de partidos para apoiá-lo. Seu principal adversário é o vice-presidente Fábio Ramalho (MDB-MG), que tenta surpreender.

    No Senado, o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (AL) foi escolhido na véspera candidato do MDB, que tem a maior bancada da Casa, derrotando Simone Tebet (MS) em votação apertada. São vários os nomes que se apresentaram como pré-candidatos, entre eles Tasso Jereissati (PSDB-CE), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Álvaro Dias (PODE-PR).

    Na avaliação de participantes do mercado, o nome de Renan Calheiros para o Senado agrada o ministro da Economia, Paulo Guedes.

    'É importante reforçar que Renan, embora um símbolo da chamada 'velha política', agrada ao ministro Paulo Guedes por sua maior capilaridade entre os partidos; ou seja, com maior potencial de sucesso na iminente aprovação da reforma da Previdência', afirmou a operadora H.Commcor em nota.

    A definição das mesas diretoras é importante pois permitirá que o governo comece a avançar com a sua agenda econômica, inclusive a tão aguardada reforma da Previdência.

    'Existe uma expectativa muito positiva com relação aos nomes que estão em pauta. Caso seja confirmada essa expectativa, a tendência é que haja uma valorização do real, diante da perspectiva de que a reforma da Previdência pode ganhar mais força', afirmou o operador de um banco nacional.

    Após um pregão de bom humor com a sinalização mais moderada do Fed na véspera, o salto na criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos em janeiro ajudava a sustentar o dólar ante o real.

    A criação de vagas de trabalho nos EUA saltou em janeiro para o ritmo mais forte em 11 meses, indicando força na economia apesar da perspectiva sombria que deixou o Federal Reserve cauteloso sobre os novos aumentos dos juros neste ano. Entretanto, os dados de novembro e dezembro foram revisados para baixo.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 516,5 milhões de dólares do total de 9,811 bilhões que vencem em março.

    (Por Laís Martins)

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    Dólar recua levemente ante real com mercado aguardando Guedes em Davos

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava levemente ante o real nesta quarta-feira, à medida que o mercado volta a olhar para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na expectativa por sinalizações do ministro da Economia, Paulo Guedes, após um discurso genérico do presidente Jair Bolsonaro na véspera.

    Às 10:19, o dólar recuava 0,35 por cento, a 3,7925 reais na venda, após terminar o pregão anterior com alta de 1,25 por cento, a 3,8057 reais. O dólar futuro operava em queda de cerca de 0,8 por cento.

    O mercado volta a concentrar sua atenção no Fórum Econômico Mundial na expectativa de alguma sinalização sobre a reforma da Previdência por parte do ministro da Economia, que deve falar à imprensa por volta das 13h (horário de Brasília).

    'Eu vejo que ele vai reforçar a ideia de uma economia liberal. Ele é um pouco mais enfático pelo que pude perceber até o momento, tende a tocar um pouco mais na ideia de abertura econômica. O Brasil está em Davos para dar um recado a investidores', afirmou o economista da Geral Investimentos, Denilson Alencastro.

    Na véspera, houve certa frustração entre investidores que aguardavam a fala de Bolsonaro em busca de alguma pista ou sinal sobre a reforma da Previdência.

    Em um discurso genérico à plateia de empresários e lideranças em Davos, Bolsonaro disse que seu governo tem credibilidade 'para fazer as reformas de que precisamos e que o mundo espera de nós', mas não entrou em detalhes.

    À noite, durante um jantar com empresários, Bolsonaro disse que realizar a reforma faz parte do dever de casa de seu governo e que espera obter apoio do Congresso para aprovar essa e outras pautas.

    'Principalmente, a fala do Bolsonaro em relação à reforma, que ele não tinha falado no discurso, acabou ajudando a recuar no início da sessão', afirmou Alencastro, sobre o movimento de queda após a abertura.

    Na terça-feira, o dólar encerrou o pregão com forte avanço, tendo fechado acima dos 3,80 reais pela primeira vez desde o dia 2 de janeiro.

    Além da frustração com a ausência de informações sobre a Previdência, também pesou sobre o dólar, próximo ao fim do pregão, um recuo nas negociações entre China e Estados Unidos noticiado pelo Financial Times.

    Temores de uma desaceleração na economia global e incertezas sobre as negociações comerciais entre EUA e China têm movido as negociações na ausência de grandes novidades no plano nacional.

    'No real em relação a dólar estamos nesse dilema entre exterior e Brasil. O Brasil ainda pode, à medida que a reforma (da Previdência) se concretizar, pesar um pouco mais para baixo ainda esse ano', avaliou Alencastro.

    O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 13,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de fevereiro, no total de 13,398 bilhões de dólares.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    (Por Laís Martins)

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    Dólar tem pequenas oscilações ante real monitorando exterior e à espera de Previdência

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar registrava pequenas oscilações ante o real nesta quinta-feira, com investidores ainda à espera de medidas concretas após o término das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e também na expectativa pela proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro.

    Às 11:56, o dólar recuava 0,07 por cento, a 3,6851 reais na venda, depois de terminar a sessão anterior em baixa de 0,75 por cento, a 3,6878 reais, menor nível desde 26 de outubro de 2018. Na mínima, a moeda foi a 3,6757 reais. O dólar futuro subia 0,05 por cento.

    'O mercado ainda está em lua de mel com o governo e isso acaba aliviando a pressão externa', disse o operador de câmbio Jefferson Laatus, sócio da LAATUS Educacional. 'Esse movimento pode durar até o discurso de Powell', acrescentou.

    O chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, falará nesta tarde e o mercado vai procurar pistas além do que já trouxe a ata do último encontro de política monetária do banco central norte-americano, divulgada na véspera.

    O documento informou que muitos membros da autoridade monetária afirmaram no mês passado que poderiam ser pacientes sobre os futuros aumentos da taxa de juros e alguns até mesmo não apoiaram o aumento decidido pelo banco central norte-americano em dezembro.

    Na ocasião, o Fed reduziu a duas sua expectativa de altas de juros este ano, mas, na semana passada, Powell já havia indicado que a autoridade seria paciente na trajetória de aumento de juros.

    'O mercado gosta dos porquês. Assim, vai buscar na fala dele se vai subir ou não os juros e porque disso. Quer algo mais claro', acrescentou Laatus.

    Essa expectativa ganha relevância ainda maior diante dos temores de desaceleração econômica global, que ganharam ainda mais força nesta quinta-feira após os preços ao produtor na China avançaram em dezembro no ritmo mais fraco em mais de dois anos, um sinal preocupante de riscos deflacionário.

    O mercado também avalia sinais mistos das negociações comerciais entre EUA e China. Os chineses disseram que os três dias de negociações em Pequim estabeleceram uma 'fundação' para resolver as diferenças entre os dois países, mas não deram nenhum detalhe sobre as questões mais importantes.

    Internamente, seguia a expectativa otimista com o novo governo e uma proposta robusta de ajuste fiscal no que se refere à reforma da Previdência.

    Na véspera, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que até 2 milhões de benefícios previdenciários deverão ser auditados por terem indícios de irregularidades, dentro do escopo da medida provisória antifraude que deve ser assinada até segunda-feira pelo presidente Jair Bolsonaro.

    'Por ora, o mercado deve ficar rondando os 3,70 reais, um pouco para cima, um pouco para baixo, a depender do noticiário. Podemos sair desse nível quando tivermos mais dados com a reforma, saber a disposição dos novos parlamentares', acrescentou Laatus.

    O BC vendeu nesta sessão 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 4,69 bilhões de dólares do total de 13,398 bilhões de dólares que vencem em fevereiro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Era Bolsonaro começa sob forte esquema de segurança e com promessa de desafiar paradigmas

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Jair Bolsonaro toma posse nesta terça-feira sob um esquema de segurança sem precedentes para este tipo de evento e com a promessa de um governo que quebre paradigmas que vão desde o modelo de negociação com o Congresso até a forma de comunicação com a sociedade.

    Vitorioso na campanha presidencial mais polarizada da história, Bolsonaro (PSL) também terá de enfrentar um rombo fiscal que já dura cinco anos e um cenário econômico que conta com 12 milhões de desempregados e a necessidade de reformas como a da Previdência.

    Bolsonaro, com 63 anos, deixou a Granja do Torto em direção à Catedral de Brasília, de onde segue em carro aberto para a cerimônia de posse marcada para às 15h no Congresso Nacional ao lado do general Hamilton Mourão, que será seu vice-presidente. Depois da posse no Parlamento, Bolsonaro irá ao Palácio do Planalto onde receberá a faixa presidencial do atual presidente Michel Temer (PMDB).

    A decisão de usar o carro aberto no desfile foi tomada na última hora, em meio ao forte esquema de segurança que cerca a posse. Além do presidente eleito, estão no veículo a futura primeira-dama, Michelle, e um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro.

    Em vídeo publicado em sua conta no Twitter pouco antes de sair em comboio para a catedral, Bolsonaro disse que pretende mudar os destinos do Brasil e pediu o apoio 'imprenscindível' da população.

    Desde o domingo militares fazem a segurança da Esplanada dos Ministérios e arredores. Objetos como frutas inteiras levadas por membros da imprensa que cobrirão a posse estão sendo barrados pela organização.

    O trânsito de jornalistas envolvidos na cobertura da posse de Bolsonaro também era restrito pelas equipes que fazem a segurança do evento, ao contrário das posses de outros presidentes, quando a circulação de repórteres foi permitida. O novo presidente tem mantido uma relação conflituosa com boa parte da imprensa e logo na manhã desta terça-feira criticou pelo Twitter o que chamou de 'fake news' de uma revista semanal.

    Bolsonaro foi alvo de uma facada durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG) em setembro e também foi alvo de ameaças, entre elas a feita em uma página na Internet por um grupo intitulado Maldição Ancestral que afirma que pode cometer um atentado contra o capitão da reserva do Exército na posse.

    Diante de ameaças 'vivas' contra o futuro presidente, nas palavras do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sergio Etchegoyen, será feito um número maior de bloqueios do que em posses anteriores para quem quiser acompanhar a posse na Esplanada do Ministério --fechada desde o domingo-- e a entrada de pessoas com bolsas e mochilas, por exemplo, está proibida.

    O acesso à Esplanada, que ficará bloqueada por 80 horas sendo novamente liberada somente na quarta-feira, será feito somente a pé e pela rodoviária de Brasília. A expectativa é que entre 250 mil e 500 mil pessoas acompanhem a posse de Bolsonaro. O GSI não quis revelar o efetivo de segurança que será usado no evento.

    Também desde a manhã, partidários de Bolsonaro vestidos de amarelo e com bandeiras do Brasil se preparavam para acompanhar a posse na Esplanada, acompanhadas de tropas das Forças Armadas equipadas com tanques e fuzis.

    O cerimonial convidou quatro ex-presidentes para a posse de Bolsonaro --José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff--, mas somente Sarney e Collor confirmaram presença. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde abril em Curitiba e, por isso, não foi convidado.

    Os organizadores da posse também reservaram lugar de destaque no Palácio do Planalto para que os comandantes das três forças --Exército, Marinha e Aeronáutica-- acompanhem a posse. Eles terão assento mais próximo à rampa do palácio do que os presidente da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo.

    Além de simpatizantes e lideranças políticas brasileiras, também acompanharão a posse do novo presidente autoridades internacionais, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, representantes de dois países com que Bolsonaro deverá buscar relações estreitas.

    MUDANÇAS E DESAFIOS

    No período de transição de governo, iniciado pouco depois de seu triunfo eleitoral em 28 de outubro, Bolsonaro manteve suas promessas de campanha, entre elas a de mudar a forma de negociação do Executivo com o Legislativo e de não buscar indicações partidárias para compor o primeiro escalão do governo.

    Em vez disso, nomeou auxiliares alinhados à sua ideologia mais à direita e apontou que suas tratativas com o Parlamento se dariam por meio de conversas com bancadas temáticas --nomeou a coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária, Tereza Cristina, para chefiar o Ministério da Agricultura, por exemplo.

    Indicou também vários militares para postos-chaves do governo, casos dos generais Augusto Heleno e Carlos Alberto Santos Cruz, que estarão ao lado do novo presidente no Palácio do Planalto, o primeiro como chefe do GSI e o segundo à frente da Secretaria de Governo.

    “Não é que não vai ter conversa, o modelo que vigora ainda, de ministério por votos, não deu certo. Mergulhou o Brasil em ineficiência e na corrupção. Os parlamentares mesmo não querem mais isso. Alguns foram levados para o olho do furacão no vácuo, não queriam estar lá. E a grande parte deles, que temos conversado, é que o modelo que estamos adotando não é que pode dar certo, tem que dar certo', disse o futuro presidente no final de novembro.

    A efetividade dessa estratégia, no entanto, tem sido alvo de ceticismo por parte de lideranças partidárias acostumadas com os bastidores da política.

    Bolsonaro deve inaugurar também um novo modelo de comunicação de presidente da República. Após vencer a eleição impulsionado por uma bem-sucedida estratégia nas redes sociais, o novo presidente fez de sua conta no Twitter o principal canal para anúncios de nomes do primeiro escalão.

    O modelo, parecido com o adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem Bolsonaro é declarado admirador, deverá permanecer com o capitão da reserva instalado no gabinete presidencial.

    A mudança radical na política externa, que deverá ser uma das marcas do novo governo, poderá ser testada já no final do primeiro mês de mandato, caso Bolsonaro compareça --como tem sinalizado que fará-- ao Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.

    Após a sua estreia no palco internacional, o novo presidente se ausentará do cargo para realizar a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia, colocada após a facada de setembro que perfurou seu intestino e o obrigou a passar por duas cirurgias de emergência.

    Primeiro militar a assumir a Presidência desde o fim da ditadura em 1985, Bolsonaro será temporariamente substituído nesses dois períodos --a possível viagem a Davos e a cirurgia-- pelo seu vice, o general da reserva Hamilton Mourão, que será assim o primeiro general a ocupar o Palácio do Planalto desde o fim do regime militar.

    (Reportagem adicional de Mateus Mais, em Brasília, e Eduardo Simões, em São Paulo)

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    Dólar cai no último pregão do ano, mas sobe 16,94% ante real em 2018

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou o último pregão do ano em queda e abaixo de 3,90 reais, mas fechou dezembro e 2018 em alta, sob influência principalmente do mercado internacional, que deve seguir impactando os negócios no início de 2019 em meio às preocupações com o desfecho da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

    O dólar recuou 0,48 por cento, a 3,8757 reais na venda nesta sexta-feira, encerrando dezembro em alta de 0,52 por cento. Em novembro, a moeda havia subido 3,58 por cento.

    No ano, o dólar ficou 16,94 por cento mais caro ante o real. Foi o segundo ano seguido de elevação: em 2017, a moeda havia avançado 1,99 por cento.

    Na mínima desta sexta-feira, a moeda foi a 3,8306 reais e, na máxima, a 3,8964 reais. O dólar futuro rondava a estabilidade.

    'A expectativa do mercado em relação ao governo Bolsonaro segue positiva... se o exterior deixar, há espaço para o dólar se acomodar mais para baixo', avaliou o economista-chefe do UBS Brasil e ex-diretor do Banco Central, Tony Volpon.

    O exterior foi uma das principais razões a pressionar a alta do dólar ante o real, diante das preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e seus impactos sobre o crescimento econômico mundial.

    Indicadores recentes mostraram arrefecimento na China e os dados dos EUA também começam a indicar alguma indecisão, o que pode levar o banco central norte-americano a ser ainda mais dovish na sua ação do que foi em sua retórica no último encontro de política monetária deste ano.

    Na ocasião, o Fed reduziu a duas, de três, o número de altas de juros em 2019, mas o mercado espera que a autoridade possa reduzir esse número ou até mesmo nem subir os juros no ano que inicia na próxima semana.

    Esse também é um dos assuntos no foco do mercado em 2019, enquanto que, do lado doméstico, os trabalhos do novo governo também estão na mira e podem ajudar o câmbio a se acomodar num patamar mais baixo.

    Nesta sexta-feira, declarações do vice-presidente eleito, General Mourão, ajudaram nesse sentido. Em entrevista a dois jornais, ele defendeu o aproveitamento da proposta de reforma da Previdência que já tramita no Congresso pelo governo Jair Bolsonaro, a fim de que a medida seja aprovada pelo parlamento ainda no primeiro semestre de 2019. Também defendeu que a proposta seja aprovada de uma única vez.

    'A declaração de Mourão sobre a votação da reforma da Previdência única, e não fatiada, tem grande importância. O mercado tem pressa, quer ação', destacou o operador de câmbio da corretora Advanced Corretora Alessandro Faganello.

    O desempenho do dólar ante o real também acompanhou a trajetória de queda global da moeda norte-americana ante outras divisas nesta sexta-feira, em dia de recuperação dos ativos com algum alívio na cautela recente.

    O dólar cedia ante a cesta de moedas e também ante as divisas emergentes, como o rand sul-africano, num movimento também ajudado pelo avanço dos preços do petróleo no mercado internacional.

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    Dólar sobe ante real monitorando exterior e noticiário político

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta ante o real nesta segunda-feira, monitorando o mercado externo, em meio às preocupações com a saída do Reino Unido da União Europeia e com o orçamento italiano, além do cenário político local.

    A expectativa por novos nomes da equipe do governo Jair Bolsonaro mantém alguma cautela no mercado, com as atenções voltadas para as informações de que o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy ocupará a presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Às 12:06, o dólar avançava 0,23 por cento, a 3,7448 reais na venda, depois de bater a máxima de 3,7613 reais. O dólar futuro subia 0,45 por cento.

    O feriado do Dia do Veterano nos Estados Unidos, no entanto, pode encolher a liquidez local, já que muitos investidores devem ficar do mercado mesmo com as bolsas norte-americanas funcionando nesta sessão.

    'A semana é mais curta, mas está carregada de eventos relevantes', disse o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello, citando indicadores norte-americanos nos próximos dias que podem dar pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, bem como o fim do prazo para a Itália redefinir seu orçamento dentro das regras da União Europeia.

    O prazo para a Itália refazer seu orçamento com uma projeção de déficit menor termina na terça-feira. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, visitará seus principais ministros nesta segunda-feira para discutir o plano, de acordo com fontes.

    Uma outra fonte do governo disse à Reuters no domingo que o ministro da Economia está buscando revisar a previsão para o crescimento no orçamento para o próximo ano para tentar chegar a um acordo com a Comissão sobre a política fiscal.

    Além disso, crescem as dúvidas sobre se a primeira-ministra britânica, Theresa May, poderá elaborar um acordo do Brexit que conquistará o apoio da União Europeia e seu próprio partido, já que ela vem enfrentando resistências em seu próprio gabinete e foi forçada a abandonar planos de uma reunião emergencial nesta segunda-feira, de acordo com o jornal Independent.

    Desta forma, o euro tinha queda ante o dólar, enquanto a moeda norte-americana subia ante a cesta de moedas, já tendo atingido a máxima em 16 meses nesta sessão.

    Internamente, causou boa impressão no mercado a provável entrada de Levy na presidência do BNDES, bem como as especulações sobre uma possível continuidade de Mansueto Almeida no Tesouro e a ida de Ana Paula Vescovi, secretária executiva do Ministério da Fazenda, para a presidência da Caixa.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 4,76 bilhões de dólares do total de 12,217 bilhões de dólares que vence em dezembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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