alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE abre

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar ronda estabilidade ante real em meio a apetite por risco no exterior e foco na Previdência

    Dólar ronda estabilidade ante real em meio a apetite por risco no exterior e foco na Previdência

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar rondava a estabilidade ante o real nesta terça-feira, em meio a um ambiente de maior apetite por risco no exterior e com foco na reforma da Previdência, tema da reunião ministerial desta terça-feira.

    Às 12:03, o dólar recuava 0,11 por cento, a 3,6688 reais na venda, depois de encerrar na véspera com alta de 0,29 por cento, a 3,6728 reais.

    O dólar futuro tinha variação positiva de 0,05 por cento.

    A reforma da Previdência é o tema da reunião ministerial desta terça-feira, que, na ausência de Bolsonaro, será presidida vice-presidente, Hamilton Mourão. O encontro ocorre a partir das 9h, no Palácio do Planalto.

    Na segunda-feira, o jornal O Estado de S. Paulo publicou em seu site reportagem citando uma minuta preliminar da proposta de reforma da Previdência, prevendo, entre outros pontos, idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem no Brasil.

    No fim do dia, o secretário especial da Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, se pronunciou, dizendo que o texto veiculado é apenas uma das propostas que estão sob análise do governo.

    Mourão também se pronunciou após o vazamento, afirmando que ao próprio presidente Bolsonaro não agrada a ideia de ter idades mínimas iguais para homens e mulheres.

    Na avaliação de alguns participantes do mercado, a dissonância nas falas de membros do governo começa a dar sinais de um desgaste, que, ainda que de forma extremamente sutil, pode alimentar um novo ceticismo no mercado com relação à reforma.

    Segundo o gerente de câmbio da Icap Corretora, Italo Abucater, já é certo que haverá uma reforma da Previdência, o que está em aberto, na verdade, são os cortes e mudanças que o texto proposto pelo governo sofrerá na tramitação.

    'Ela (reforma da Previdência) vai vir por uma questão de necessidade. A questão é sobre como o mercado vai precificar os cortes que virão. Esses cortes, de que forma ficariam dentro da original? Aí sim o mercado vai reagir', afirmou.

    No lado externo, o mercado aguarda o discurso de Estado da União que Trump fará na noite desta terça-feira, em que deve fazer pressão sobre o muro na fronteira com o México, além de tocar pontos de política externa, como Venezuela e negociações comerciais entre EUA e China.

    Uma sinalização favorável de Trump no que diz respeito a comércio pode alimentar o apetite por risco, que vem sendo moderadamente impulsionado por dados fortes de emprego nos EUA e uma abordagem mais moderada do Federal Reserve.

    O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 1,549 bilhão de dólares do total de 9,811 bilhões que vencem em março.

    (Por Laís Martins)

    0

    0

    7

    2 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar tem leve alta ante real com mercado atento a eleições no Congresso

    Dólar tem leve alta ante real com mercado atento a eleições no Congresso

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha leve alta no pregão desta sexta-feira ante o real, com o mercado atento ao Congresso, que deve ter um dia agitado com a eleição das presidências de cada Casa, e após dados mais fortes do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.

    Às 12:20, o dólar avançava 0,60 por cento, a 3,6808 reais na venda, após fechar na véspera com queda de 1,77 por cento, a 3,6588 reais.

    O dólar futuro operava em alta de cerca de 0,9 por cento.

    O Congresso elege nesta sexta-feira os presidentes da Câmara e do Senado, e as respectivas Mesas Diretoras.

    Na Câmara, o favorito é o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que costurou uma ampla aliança de partidos para apoiá-lo. Seu principal adversário é o vice-presidente Fábio Ramalho (MDB-MG), que tenta surpreender.

    No Senado, o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (AL) foi escolhido na véspera candidato do MDB, que tem a maior bancada da Casa, derrotando Simone Tebet (MS) em votação apertada. São vários os nomes que se apresentaram como pré-candidatos, entre eles Tasso Jereissati (PSDB-CE), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Álvaro Dias (PODE-PR).

    Na avaliação de participantes do mercado, o nome de Renan Calheiros para o Senado agrada o ministro da Economia, Paulo Guedes.

    'É importante reforçar que Renan, embora um símbolo da chamada 'velha política', agrada ao ministro Paulo Guedes por sua maior capilaridade entre os partidos; ou seja, com maior potencial de sucesso na iminente aprovação da reforma da Previdência', afirmou a operadora H.Commcor em nota.

    A definição das mesas diretoras é importante pois permitirá que o governo comece a avançar com a sua agenda econômica, inclusive a tão aguardada reforma da Previdência.

    'Existe uma expectativa muito positiva com relação aos nomes que estão em pauta. Caso seja confirmada essa expectativa, a tendência é que haja uma valorização do real, diante da perspectiva de que a reforma da Previdência pode ganhar mais força', afirmou o operador de um banco nacional.

    Após um pregão de bom humor com a sinalização mais moderada do Fed na véspera, o salto na criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos em janeiro ajudava a sustentar o dólar ante o real.

    A criação de vagas de trabalho nos EUA saltou em janeiro para o ritmo mais forte em 11 meses, indicando força na economia apesar da perspectiva sombria que deixou o Federal Reserve cauteloso sobre os novos aumentos dos juros neste ano. Entretanto, os dados de novembro e dezembro foram revisados para baixo.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 516,5 milhões de dólares do total de 9,811 bilhões que vencem em março.

    (Por Laís Martins)

    0

    0

    8

    3 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar recua levemente ante real com mercado aguardando Guedes em Davos

    Dólar recua levemente ante real com mercado aguardando Guedes em Davos

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava levemente ante o real nesta quarta-feira, à medida que o mercado volta a olhar para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na expectativa por sinalizações do ministro da Economia, Paulo Guedes, após um discurso genérico do presidente Jair Bolsonaro na véspera.

    Às 10:19, o dólar recuava 0,35 por cento, a 3,7925 reais na venda, após terminar o pregão anterior com alta de 1,25 por cento, a 3,8057 reais. O dólar futuro operava em queda de cerca de 0,8 por cento.

    O mercado volta a concentrar sua atenção no Fórum Econômico Mundial na expectativa de alguma sinalização sobre a reforma da Previdência por parte do ministro da Economia, que deve falar à imprensa por volta das 13h (horário de Brasília).

    'Eu vejo que ele vai reforçar a ideia de uma economia liberal. Ele é um pouco mais enfático pelo que pude perceber até o momento, tende a tocar um pouco mais na ideia de abertura econômica. O Brasil está em Davos para dar um recado a investidores', afirmou o economista da Geral Investimentos, Denilson Alencastro.

    Na véspera, houve certa frustração entre investidores que aguardavam a fala de Bolsonaro em busca de alguma pista ou sinal sobre a reforma da Previdência.

    Em um discurso genérico à plateia de empresários e lideranças em Davos, Bolsonaro disse que seu governo tem credibilidade 'para fazer as reformas de que precisamos e que o mundo espera de nós', mas não entrou em detalhes.

    À noite, durante um jantar com empresários, Bolsonaro disse que realizar a reforma faz parte do dever de casa de seu governo e que espera obter apoio do Congresso para aprovar essa e outras pautas.

    'Principalmente, a fala do Bolsonaro em relação à reforma, que ele não tinha falado no discurso, acabou ajudando a recuar no início da sessão', afirmou Alencastro, sobre o movimento de queda após a abertura.

    Na terça-feira, o dólar encerrou o pregão com forte avanço, tendo fechado acima dos 3,80 reais pela primeira vez desde o dia 2 de janeiro.

    Além da frustração com a ausência de informações sobre a Previdência, também pesou sobre o dólar, próximo ao fim do pregão, um recuo nas negociações entre China e Estados Unidos noticiado pelo Financial Times.

    Temores de uma desaceleração na economia global e incertezas sobre as negociações comerciais entre EUA e China têm movido as negociações na ausência de grandes novidades no plano nacional.

    'No real em relação a dólar estamos nesse dilema entre exterior e Brasil. O Brasil ainda pode, à medida que a reforma (da Previdência) se concretizar, pesar um pouco mais para baixo ainda esse ano', avaliou Alencastro.

    O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 13,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de fevereiro, no total de 13,398 bilhões de dólares.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    (Por Laís Martins)

    0

    0

    17

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar tem pequenas oscilações ante real monitorando exterior e à espera de Previdência

    Dólar tem pequenas oscilações ante real monitorando exterior e à espera de Previdência

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar registrava pequenas oscilações ante o real nesta quinta-feira, com investidores ainda à espera de medidas concretas após o término das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e também na expectativa pela proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro.

    Às 11:56, o dólar recuava 0,07 por cento, a 3,6851 reais na venda, depois de terminar a sessão anterior em baixa de 0,75 por cento, a 3,6878 reais, menor nível desde 26 de outubro de 2018. Na mínima, a moeda foi a 3,6757 reais. O dólar futuro subia 0,05 por cento.

    'O mercado ainda está em lua de mel com o governo e isso acaba aliviando a pressão externa', disse o operador de câmbio Jefferson Laatus, sócio da LAATUS Educacional. 'Esse movimento pode durar até o discurso de Powell', acrescentou.

    O chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, falará nesta tarde e o mercado vai procurar pistas além do que já trouxe a ata do último encontro de política monetária do banco central norte-americano, divulgada na véspera.

    O documento informou que muitos membros da autoridade monetária afirmaram no mês passado que poderiam ser pacientes sobre os futuros aumentos da taxa de juros e alguns até mesmo não apoiaram o aumento decidido pelo banco central norte-americano em dezembro.

    Na ocasião, o Fed reduziu a duas sua expectativa de altas de juros este ano, mas, na semana passada, Powell já havia indicado que a autoridade seria paciente na trajetória de aumento de juros.

    'O mercado gosta dos porquês. Assim, vai buscar na fala dele se vai subir ou não os juros e porque disso. Quer algo mais claro', acrescentou Laatus.

    Essa expectativa ganha relevância ainda maior diante dos temores de desaceleração econômica global, que ganharam ainda mais força nesta quinta-feira após os preços ao produtor na China avançaram em dezembro no ritmo mais fraco em mais de dois anos, um sinal preocupante de riscos deflacionário.

    O mercado também avalia sinais mistos das negociações comerciais entre EUA e China. Os chineses disseram que os três dias de negociações em Pequim estabeleceram uma 'fundação' para resolver as diferenças entre os dois países, mas não deram nenhum detalhe sobre as questões mais importantes.

    Internamente, seguia a expectativa otimista com o novo governo e uma proposta robusta de ajuste fiscal no que se refere à reforma da Previdência.

    Na véspera, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que até 2 milhões de benefícios previdenciários deverão ser auditados por terem indícios de irregularidades, dentro do escopo da medida provisória antifraude que deve ser assinada até segunda-feira pelo presidente Jair Bolsonaro.

    'Por ora, o mercado deve ficar rondando os 3,70 reais, um pouco para cima, um pouco para baixo, a depender do noticiário. Podemos sair desse nível quando tivermos mais dados com a reforma, saber a disposição dos novos parlamentares', acrescentou Laatus.

    O BC vendeu nesta sessão 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 4,69 bilhões de dólares do total de 13,398 bilhões de dólares que vencem em fevereiro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    0

    0

    11

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Era Bolsonaro começa sob forte esquema de segurança e com promessa de desafiar paradigmas

    Era Bolsonaro começa sob forte esquema de segurança e com promessa de desafiar paradigmas

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Jair Bolsonaro toma posse nesta terça-feira sob um esquema de segurança sem precedentes para este tipo de evento e com a promessa de um governo que quebre paradigmas que vão desde o modelo de negociação com o Congresso até a forma de comunicação com a sociedade.

    Vitorioso na campanha presidencial mais polarizada da história, Bolsonaro (PSL) também terá de enfrentar um rombo fiscal que já dura cinco anos e um cenário econômico que conta com 12 milhões de desempregados e a necessidade de reformas como a da Previdência.

    Bolsonaro, com 63 anos, deixou a Granja do Torto em direção à Catedral de Brasília, de onde segue em carro aberto para a cerimônia de posse marcada para às 15h no Congresso Nacional ao lado do general Hamilton Mourão, que será seu vice-presidente. Depois da posse no Parlamento, Bolsonaro irá ao Palácio do Planalto onde receberá a faixa presidencial do atual presidente Michel Temer (PMDB).

    A decisão de usar o carro aberto no desfile foi tomada na última hora, em meio ao forte esquema de segurança que cerca a posse. Além do presidente eleito, estão no veículo a futura primeira-dama, Michelle, e um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro.

    Em vídeo publicado em sua conta no Twitter pouco antes de sair em comboio para a catedral, Bolsonaro disse que pretende mudar os destinos do Brasil e pediu o apoio 'imprenscindível' da população.

    Desde o domingo militares fazem a segurança da Esplanada dos Ministérios e arredores. Objetos como frutas inteiras levadas por membros da imprensa que cobrirão a posse estão sendo barrados pela organização.

    O trânsito de jornalistas envolvidos na cobertura da posse de Bolsonaro também era restrito pelas equipes que fazem a segurança do evento, ao contrário das posses de outros presidentes, quando a circulação de repórteres foi permitida. O novo presidente tem mantido uma relação conflituosa com boa parte da imprensa e logo na manhã desta terça-feira criticou pelo Twitter o que chamou de 'fake news' de uma revista semanal.

    Bolsonaro foi alvo de uma facada durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG) em setembro e também foi alvo de ameaças, entre elas a feita em uma página na Internet por um grupo intitulado Maldição Ancestral que afirma que pode cometer um atentado contra o capitão da reserva do Exército na posse.

    Diante de ameaças 'vivas' contra o futuro presidente, nas palavras do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sergio Etchegoyen, será feito um número maior de bloqueios do que em posses anteriores para quem quiser acompanhar a posse na Esplanada do Ministério --fechada desde o domingo-- e a entrada de pessoas com bolsas e mochilas, por exemplo, está proibida.

    O acesso à Esplanada, que ficará bloqueada por 80 horas sendo novamente liberada somente na quarta-feira, será feito somente a pé e pela rodoviária de Brasília. A expectativa é que entre 250 mil e 500 mil pessoas acompanhem a posse de Bolsonaro. O GSI não quis revelar o efetivo de segurança que será usado no evento.

    Também desde a manhã, partidários de Bolsonaro vestidos de amarelo e com bandeiras do Brasil se preparavam para acompanhar a posse na Esplanada, acompanhadas de tropas das Forças Armadas equipadas com tanques e fuzis.

    O cerimonial convidou quatro ex-presidentes para a posse de Bolsonaro --José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff--, mas somente Sarney e Collor confirmaram presença. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde abril em Curitiba e, por isso, não foi convidado.

    Os organizadores da posse também reservaram lugar de destaque no Palácio do Planalto para que os comandantes das três forças --Exército, Marinha e Aeronáutica-- acompanhem a posse. Eles terão assento mais próximo à rampa do palácio do que os presidente da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo.

    Além de simpatizantes e lideranças políticas brasileiras, também acompanharão a posse do novo presidente autoridades internacionais, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, representantes de dois países com que Bolsonaro deverá buscar relações estreitas.

    MUDANÇAS E DESAFIOS

    No período de transição de governo, iniciado pouco depois de seu triunfo eleitoral em 28 de outubro, Bolsonaro manteve suas promessas de campanha, entre elas a de mudar a forma de negociação do Executivo com o Legislativo e de não buscar indicações partidárias para compor o primeiro escalão do governo.

    Em vez disso, nomeou auxiliares alinhados à sua ideologia mais à direita e apontou que suas tratativas com o Parlamento se dariam por meio de conversas com bancadas temáticas --nomeou a coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária, Tereza Cristina, para chefiar o Ministério da Agricultura, por exemplo.

    Indicou também vários militares para postos-chaves do governo, casos dos generais Augusto Heleno e Carlos Alberto Santos Cruz, que estarão ao lado do novo presidente no Palácio do Planalto, o primeiro como chefe do GSI e o segundo à frente da Secretaria de Governo.

    “Não é que não vai ter conversa, o modelo que vigora ainda, de ministério por votos, não deu certo. Mergulhou o Brasil em ineficiência e na corrupção. Os parlamentares mesmo não querem mais isso. Alguns foram levados para o olho do furacão no vácuo, não queriam estar lá. E a grande parte deles, que temos conversado, é que o modelo que estamos adotando não é que pode dar certo, tem que dar certo', disse o futuro presidente no final de novembro.

    A efetividade dessa estratégia, no entanto, tem sido alvo de ceticismo por parte de lideranças partidárias acostumadas com os bastidores da política.

    Bolsonaro deve inaugurar também um novo modelo de comunicação de presidente da República. Após vencer a eleição impulsionado por uma bem-sucedida estratégia nas redes sociais, o novo presidente fez de sua conta no Twitter o principal canal para anúncios de nomes do primeiro escalão.

    O modelo, parecido com o adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem Bolsonaro é declarado admirador, deverá permanecer com o capitão da reserva instalado no gabinete presidencial.

    A mudança radical na política externa, que deverá ser uma das marcas do novo governo, poderá ser testada já no final do primeiro mês de mandato, caso Bolsonaro compareça --como tem sinalizado que fará-- ao Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.

    Após a sua estreia no palco internacional, o novo presidente se ausentará do cargo para realizar a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia, colocada após a facada de setembro que perfurou seu intestino e o obrigou a passar por duas cirurgias de emergência.

    Primeiro militar a assumir a Presidência desde o fim da ditadura em 1985, Bolsonaro será temporariamente substituído nesses dois períodos --a possível viagem a Davos e a cirurgia-- pelo seu vice, o general da reserva Hamilton Mourão, que será assim o primeiro general a ocupar o Palácio do Planalto desde o fim do regime militar.

    (Reportagem adicional de Mateus Mais, em Brasília, e Eduardo Simões, em São Paulo)

    0

    0

    8

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar cai no último pregão do ano, mas sobe 16,94% ante real em 2018

    Dólar cai no último pregão do ano, mas sobe 16,94% ante real em 2018

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou o último pregão do ano em queda e abaixo de 3,90 reais, mas fechou dezembro e 2018 em alta, sob influência principalmente do mercado internacional, que deve seguir impactando os negócios no início de 2019 em meio às preocupações com o desfecho da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

    O dólar recuou 0,48 por cento, a 3,8757 reais na venda nesta sexta-feira, encerrando dezembro em alta de 0,52 por cento. Em novembro, a moeda havia subido 3,58 por cento.

    No ano, o dólar ficou 16,94 por cento mais caro ante o real. Foi o segundo ano seguido de elevação: em 2017, a moeda havia avançado 1,99 por cento.

    Na mínima desta sexta-feira, a moeda foi a 3,8306 reais e, na máxima, a 3,8964 reais. O dólar futuro rondava a estabilidade.

    'A expectativa do mercado em relação ao governo Bolsonaro segue positiva... se o exterior deixar, há espaço para o dólar se acomodar mais para baixo', avaliou o economista-chefe do UBS Brasil e ex-diretor do Banco Central, Tony Volpon.

    O exterior foi uma das principais razões a pressionar a alta do dólar ante o real, diante das preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e seus impactos sobre o crescimento econômico mundial.

    Indicadores recentes mostraram arrefecimento na China e os dados dos EUA também começam a indicar alguma indecisão, o que pode levar o banco central norte-americano a ser ainda mais dovish na sua ação do que foi em sua retórica no último encontro de política monetária deste ano.

    Na ocasião, o Fed reduziu a duas, de três, o número de altas de juros em 2019, mas o mercado espera que a autoridade possa reduzir esse número ou até mesmo nem subir os juros no ano que inicia na próxima semana.

    Esse também é um dos assuntos no foco do mercado em 2019, enquanto que, do lado doméstico, os trabalhos do novo governo também estão na mira e podem ajudar o câmbio a se acomodar num patamar mais baixo.

    Nesta sexta-feira, declarações do vice-presidente eleito, General Mourão, ajudaram nesse sentido. Em entrevista a dois jornais, ele defendeu o aproveitamento da proposta de reforma da Previdência que já tramita no Congresso pelo governo Jair Bolsonaro, a fim de que a medida seja aprovada pelo parlamento ainda no primeiro semestre de 2019. Também defendeu que a proposta seja aprovada de uma única vez.

    'A declaração de Mourão sobre a votação da reforma da Previdência única, e não fatiada, tem grande importância. O mercado tem pressa, quer ação', destacou o operador de câmbio da corretora Advanced Corretora Alessandro Faganello.

    O desempenho do dólar ante o real também acompanhou a trajetória de queda global da moeda norte-americana ante outras divisas nesta sexta-feira, em dia de recuperação dos ativos com algum alívio na cautela recente.

    O dólar cedia ante a cesta de moedas e também ante as divisas emergentes, como o rand sul-africano, num movimento também ajudado pelo avanço dos preços do petróleo no mercado internacional.

    0

    0

    17

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar sobe ante real monitorando exterior e noticiário político

    Dólar sobe ante real monitorando exterior e noticiário político

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta ante o real nesta segunda-feira, monitorando o mercado externo, em meio às preocupações com a saída do Reino Unido da União Europeia e com o orçamento italiano, além do cenário político local.

    A expectativa por novos nomes da equipe do governo Jair Bolsonaro mantém alguma cautela no mercado, com as atenções voltadas para as informações de que o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy ocupará a presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Às 12:06, o dólar avançava 0,23 por cento, a 3,7448 reais na venda, depois de bater a máxima de 3,7613 reais. O dólar futuro subia 0,45 por cento.

    O feriado do Dia do Veterano nos Estados Unidos, no entanto, pode encolher a liquidez local, já que muitos investidores devem ficar do mercado mesmo com as bolsas norte-americanas funcionando nesta sessão.

    'A semana é mais curta, mas está carregada de eventos relevantes', disse o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello, citando indicadores norte-americanos nos próximos dias que podem dar pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, bem como o fim do prazo para a Itália redefinir seu orçamento dentro das regras da União Europeia.

    O prazo para a Itália refazer seu orçamento com uma projeção de déficit menor termina na terça-feira. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, visitará seus principais ministros nesta segunda-feira para discutir o plano, de acordo com fontes.

    Uma outra fonte do governo disse à Reuters no domingo que o ministro da Economia está buscando revisar a previsão para o crescimento no orçamento para o próximo ano para tentar chegar a um acordo com a Comissão sobre a política fiscal.

    Além disso, crescem as dúvidas sobre se a primeira-ministra britânica, Theresa May, poderá elaborar um acordo do Brexit que conquistará o apoio da União Europeia e seu próprio partido, já que ela vem enfrentando resistências em seu próprio gabinete e foi forçada a abandonar planos de uma reunião emergencial nesta segunda-feira, de acordo com o jornal Independent.

    Desta forma, o euro tinha queda ante o dólar, enquanto a moeda norte-americana subia ante a cesta de moedas, já tendo atingido a máxima em 16 meses nesta sessão.

    Internamente, causou boa impressão no mercado a provável entrada de Levy na presidência do BNDES, bem como as especulações sobre uma possível continuidade de Mansueto Almeida no Tesouro e a ida de Ana Paula Vescovi, secretária executiva do Ministério da Fazenda, para a presidência da Caixa.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 4,76 bilhões de dólares do total de 12,217 bilhões de dólares que vence em dezembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    0

    0

    10

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar opera em queda ante real com eleição de Bolsonaro

    Dólar opera em queda ante real com eleição de Bolsonaro

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em queda ante o real nesta segunda-feira após as urnas confirmarem as pesquisas eleitorais e darem a vitória a Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República, com os investidores na expectativa da implementação da responsabilidade fiscal com a qual ele se comprometeu.

    Às 12:10, o dólar recuava 0,32 por cento, a 3,6430 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,5822 reais logo após a abertura. Na máxima, o dólar foi a 3,6481 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,10 por cento.

    Na sexta-feira, a moeda já havia recuado ao seu menor valor em cinco meses, diante da expectativa de vitória do capitão da reserva do Exército no domingo.

    'Boa parte da vitória já estava precificada', lembrou o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos, Vitor Miziara, ao justificar por que o recuo do dólar perdeu força e a moeda passou a se afastar das mínimas da sessão.

    A crença de que Bolsonaro seria eleito na véspera fez com que o dólar ficasse mais barato em 20 centavos de real entre o primeiro e segundo turno, mas a continuidade desta queda passa a depender do que o novo governo vai implementar de fato.

    'Os próximos drivers para o dólar local serão a divulgação da equipe econômica e esclarecimentos em relação ao plano de governo', afirmou Miziara, referindo-se a questões como controle de gastos e reforma da Previdência.

    Em seu primeiro discurso após ser declarado vitorioso, Bolsonaro prometeu respeitar a Constituição, fazer um governo democrático e unificar o país, além de defender compromisso com a responsabilidade fiscal.

    O economista Paulo Guedes, que comandará o Ministério da Fazenda no novo governo e foi o principal motivo para Bolsonaro angariar o apoio do mercado financeiro, declarou que buscará zerar o déficit fiscal em um ano, além de colocar a reforma da Previdência como prioridade.

    No exterior, o dólar opera em queda ante a maioria das divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e a lira turca.

    Ante a cesta de moedas, no entanto, o dólar sobe, em dia de fraqueza do euro após a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ter declarado que não buscará uma reeleição como presidente do partido, marcando o fim de uma era de 13 anos em que ela dominou a política europeia.

    No geral, entretanto, seguem as preocupações com a guerra comercial e seus efeitos sobre o crescimento, sobretudo da China, e sobre Brexit, orçamento italiano e alta de juros nos Estados Unidos.

    'A longa lista de problemas lá fora volta a ganhar destaque e pode inibir a queda (do dólar ante o real) daqui em diante', disse o diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 7,7 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 7,70 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta amanhã e vendê-la integralmente, terá feito a rolagem total dos contratos.

    0

    0

    10

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro é eleito presidente e promete respeitar a Constituição e unificar o país

    Bolsonaro é eleito presidente e promete respeitar a Constituição e unificar o país

    Por Eduardo Simões, Ricardo Brito e Rodrigo Viga Gaier

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 28 Out (Reuters) - O capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro, de 63 anos, foi eleito neste domingo presidente da República e em seu primeiro pronunciamento após derrotar o petista Fernando Haddad prometeu respeitar a Constituição, fazer um governo democrático e unificar o Brasil, baixando o tom que adotou em uma das campanhas mais polarizadas da história do país.

    'Faço de vocês minhas testemunhas de que este governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa a Deus', disse Bolsonaro em sua casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

    'Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todo o país, liberdade de empreender, liberdade política e religiosa, liberdade de formar e ter opinião, liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas', acrescentou.

    O candidato do PSL também prometeu um governo comprometido com a responsabilidade fiscal e disse que o relacionamento do Brasil com outras nações perderá o que chamou de viés ideológico e passará a ser feito com países que possam agregar comercialmente e tecnologicamente ao Brasil.

    'Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos. Quebraremos o ciclo vicioso do crescimento da dívida, substituindo pelo ciclo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de emprego', afirmou.

    'Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas, buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil', acrescentou.

    Com 99,99 por cento das seções eleitorais apuradas, Bolsonaro tinha 55,1 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad tinha 44,9 por cento, de acordo com dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Bolsonaro assume um país em uma profunda crise fiscal --2019 será o sexto ano seguido de déficit primário-- e com cerca de 13 milhões de desempregados, além da necessidade de realizar reformas apontada por analistas como cruciais para retomar o crescimento econômico.

    Ao ser confirmada a vitória de Bolsonaro, o economista Paulo Guedes, já anunciado pelo candidato do PSL como seu ministro da Fazenda de seu futuro governo, afirmou que buscará zerar o déficit fiscal em um ano e colocou a reforma da Previdência como prioridade.

    A eleição de Bolsonaro coloca fim a uma das campanhas eleitorais mais polarizadas da história, com troca de ofensas pessoais entre os dois adversários no segundo turno, e que colocou em dúvida a capacidade de Bolsonaro, conhecido por suas declarações polêmicas e retórica dura, de unir forças em torno de si para governar.

    'Naturalmente a tarefa do Bolsonaro vai ser reconstruir as bases políticas para um bom funcionamento do processo decisório, o discurso é uma parcela importante, simbólica desse movimento, mas ainda insuficiente para determinar a natureza do seu governo', disse o analista político da Tendências Consultoria Integrada Rafael Cortez.

    'Vai ter tanto a dimensão do relacionamento com o Congresso, mas me parece que o dilema inicial é a relação com a sociedade, reconstruir a legitimidade da Presidência da República a partir de uma campanha bastante polarizada, não apenas para o seu eleitorado, mas para toda a sociedade.'

    FESTA DA VITÓRIA, TRISTEZA DA DERROTA

    Ao ser anunciado o resultado da apuração, que mostrou a vitória de Bolsonaro, milhares de apoiadores do capitão da reserva que estavam em frente ao condomínio onde mora o candidato do PSL na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, festejaram.

    Em São Paulo, fogos de artifício foram ouvidos, e simpatizantes do capitão da reserva se reuniram para comemorar na avenida Paulista. A tropa de choque da Polícia Militar paulista teve de atuar na avenida para dispersar manifestantes favoráveis ao PT que estavam no local.

    Mais cedo, Bolsonaro votou sob forte esquema de segurança nesta manhã em uma escola de uma vila militar do Rio de Janeiro e afirmou que estava confiante de uma vitória.

    A eleição de Bolsonaro encerra uma campanha acirrada e de elevado patamar de polarização, apontada por analistas como um plebiscito entre o antipetismo, encarnado por Bolsonaro, e o petismo, que teve Haddad escalado para representá-lo por decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    No hotel onde Haddad e apoiadores acompanharam a apuração, as cerca de 200 pessoas não mostravam muito entusiasmo. O petista assistiu à apuração reunido apenas com a esposa, Ana Estela, os dois filhos, mãe e irmãs. Do lado de fora, em outra sala, com coordenadores de campanha, dirigentes e parlamentares do partido em uma suíte.

    Após a apuração do TSE sacramentar a derrota, Haddad fez um discurso de defesa da democracia e de defesa dos direitos daqueles que votaram nele no segundo turno, e prometeu uma oposição voltada aos interesses de todos os brasileiros.

    Ao contrário de quando perdeu a eleição para a prefeitura de São Paulo, em 2016, para João Doria, Haddad decidiu, segundo uma fonte, não telefonar para o adversário para parabenizá-lo pela vitória.

    'Temos a responsabilidade de fazer uma oposição e colocar os interesses dos brasileiros acima de tudo. Temos que ter compromisso de manter a democracia e não aceitar provocações e ameaças', disse Haddad.

    'Parafraseando o hino nacional, a nação verá que um professor não foge à luta, nem teme quem adora a liberdade a própria morte. Nosso compromisso é um compromisso de vida com esse país.'

    Com quase três décadas no Parlamento, Bolsonaro enfrenta agora seu maior desafio político e ainda terá de buscar saídas para fazer a economia do país voltar a crescer.

    (Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em São Paulo)

    0

    0

    5

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro vence Haddad e é eleito presidente da República

    Bolsonaro vence Haddad e é eleito presidente da República

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro, de 63 anos, foi eleito neste domingo presidente da República e assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2019, mostraram dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Com 94,44 por cento das seções eleitorais apuradas, Bolsonaro tem 55,54 por cento dos votos válidos e o petista Fernando Haddad tem 44,46 por cento.

    O resultado gerou festa de milhares de apoiadores de Bolsonaro que estavam em frente ao condomínio onde mora o candidato do PSL na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, fogos de artifício foram ouvidos, e simpatizantes do capitão da reserva se reuniram para comemorar na avenida Paulista.

    Mais cedo, Bolsonaro votou sob forte esquema de segurança nesta manhã em uma escola de uma vila militar do Rio de Janeiro e afirmou que estava confiante de uma vitória.

    Diante de uma campanha tão acirrada e de elevado patamar de polarização, apontada por analistas como um plebiscito entre o antipetismo, encarnado por Bolsonaro, e o petismo, que teve Haddad escalado para representá-lo por decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o maior desafio do vencedor agora deverá ser buscar um discurso de união.

    A partir da eleição do capitão da reserva, conhecido por sua retórica dura e por suas declarações polêmicas, fica a dúvida se terá capacidade e disposição de fazer esses gestos e de unir forças em torno de si para governar.

    No hotel onde Haddad e apoiadores acompanhavam a apuração predominava o silêncio, pouco depois das 19h.

    As cerca de 200 pessoas que se reuniram no hotel na capital paulista não mostravam já muito entusiasmo. Ao chegar no local em torno de 18h, Haddad foi recebido com gritos de “vamos virar”, mas dirigentes do partido mostravam apenas um “otimismo cauteloso”, de quem considerava, segundo disse à Reuters uma fonte, que uma virada não era mais impossível, mas não provável.

    Haddad assistiu à apuração reunido apenas com a esposa, Estela, os dois filhos, mãe e irmãs. Do lado de fora, em outra sala, com coordenadores de campanha, dirigentes e parlamentares do partido em uma suíte.

    Ao contrário de quando perdeu a eleição para Prefeitura de São Paulo, em 2016, para João Doria, Haddad decidiu, segundo a fonte, não ligar para o adversário para parabenizá-lo pela vitória.

    (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier e Ricardo Brito no Rio de Janeiro; e Lisandra Paraguassu, em São Paulo)

    0

    0

    10

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Eleitores escolhem novo presidente em disputa com Bolsonaro favorito e Haddad em busca de virada

    Eleitores escolhem novo presidente em disputa com Bolsonaro favorito e Haddad em busca de virada

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - Eleitores de todo o Brasil foram às urnas neste domingo para escolher o próximo presidente da República em uma disputa de segundo turno que tem o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, como favorito para subir a rampa do Palácio do Planalto em 1º de janeiro, enquanto o petista Fernando Haddad tenta uma virada difícil, que seria inédita em eleições presidenciais no país.

    Líder das pesquisas, Bolsonaro votou sob forte esquema de segurança em uma escola de uma vila militar do Rio de Janeiro e afirmou estar confiante em uma vitória pelo que tem visto nas ruas, enquanto Haddad apontou para uma retomada nas intenções de voto em sua candidatura nos últimos dias e disse esperar por um 'grande resultado'.

    Apesar de uma redução na diferença das intenções de votos entre os dois candidatos na disputa do segundo turno, de acordo com as últimas pesquisas, uma virada de Haddad deve ser difícil. Desde a primeira eleição direta para presidente após a redemocratização, o candidato que terminou o primeiro turno com a primeira posição jamais sofreu uma derrota na votação decisiva.

    Fernando Collor, em 1989, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 e 2006, e Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, terminaram a primeira rodada na frente e confirmaram o favoritismo no segundo turno. Em 1994 e 1998 Fernando Henrique Cardoso elegeu-se no primeiro turno.

    Bolsonaro foi o mais votado no último dia 7, com 46 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad somou 29 por cento. De acordo com pesquisas Ibope e Datafolha, divulgadas no sábado, o capitão da reserva do Exército deverá confirmar neste domingo a liderança mostrada nas urnas três semanas atrás.

    Segundo o Ibope, Bolsonaro chega ao dia da eleição com 54 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad soma 46 por cento. Já pelo Datafolha divulgado na véspera do pleito, Bolsonaro tem 55 por cento dos votos válidos, contra 45 por cento de Haddad

    “A expectativa de hoje é a mesma que vi nas ruas, vitória“, disse Bolsonaro em breve declaração a jornalistas após registrar seu voto em uma escola da vila militar de Deodoro, na zona oeste do Rio.

    Haddad, por sua vez, participou de café da manhã com a coordenação da campanha e dirigentes do PT em um hotel de São Paulo antes de votar e disse estar confiante no resultado devido à melhora vista nas últimas pesquisas.

    'Estou muito confiante de que nós vamos ter um grande resultado hoje. Vamos lutar até o último minuto. As pesquisas indicam uma retomada importante da intenção de voto no nosso projeto. Eu confio na democracia, confio no povo brasileiro', afirmou.

    Logo após a abertura das urnas o presidente Michel Temer registrou seu voto em um colégio da capital paulista, e disse que a transição para o presidente eleito já está organizada em todos os setores do governo, e será realizada de forma 'muita sossegada'.

    Em entrevista concedida com a Constituição nas mãos após votar em Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou que o ganhador da eleição presidencial deve respeitar as instituições e a democracia, aceitando a oposição que se formará, em um apelo pelo respeito aos valores constitucionais.

    A chefe da missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, disse que a votação transcorre em clima de normalidade pelo país, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que apenas 0,38 por cento do total de 454.493 urnas de votação foram substituídas até o fim da manhã.

    CORRIDA ATÍPICA

    'No Brasil não se consegue afirmar que as coisas serão como elas parecem que serão... (Mas) aparentemente, sim, o Bolsonaro deve ser eleito presidente da República no domingo', disse o cientista político Carlos Melo, do Insper.

    Além do futuro presidente da República, este domingo também definirá os governadores de 14 Estados que terão segundo turno e colocará fim a uma campanha atípica, seja pela mudança nas regras eleitorais, seja pelos vários percalços que a marcaram e pela retórica extremamente dura, incluindo troca de ofensas pessoais, entre os dois postulantes ao Planalto no segundo turno.

    Não foram poucas as vezes que Bolsonaro se referiu a Haddad como 'canalha', 'fantoche', 'poste' e 'marmita de corrupto preso', batendo principalmente na influência que Lula, preso desde abril por corrupção e lavagem de dinheiro, exerce sobre o afilhado político.

    O petista, por sua vez, classificou o capitão da reserva de 'soldadinho de araque' e também o chamou de 'covarde', 'fujão', 'frouxo' e 'arregão', por conta da recusa do presidenciável do PSL em enfrentá-lo cara a cara em debates.

    Alvo de uma facada no dia 6 de setembro durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por duas cirurgias de urgência, ficou 23 dias hospitalizado e ainda carrega consigo uma bolsa de colostomia, que deverá ser retirada em nova cirurgia até o final deste ano.

    Haddad foi oficializado candidato do PT ao Palácio do Planalto no dia 11 de setembro. Assim, não participou dos dois debates em que o capitão da reserva compareceu antes da facada. Mesmo após receber alta, Bolsonaro não foi ao debate da TV Globo, o último do primeiro turno, alegando recomendações médicas.

    Embora tenha feito eventos de campanha, como visitas à Polícia Federal e ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no segundo turno, Bolsonaro voltou a alegar restrições de saúde para não ir a debates no segundo turno. Antes do duelo que aconteceria na Globo na sexta, aliados argumentaram questões de segurança para que ele não comparecesse.

    Com isso, esta campanha terá um fato inédito: será a primeira vez que um segundo turno na eleição presidencial não terá um debate sequer entre os dois candidatos.

    DESAFIOS FUTUROS

    Diante de uma campanha tão acirrada e de elevado patamar de polarização, apontada por analistas como um plebiscito entre o antipetismo, encarnado por Bolsonaro, e o petismo, que teve Haddad escalado para representá-lo por ordem de Lula, o maior desafio do vencedor deverá ser buscar um discurso de união.

    “Decidi meu voto por eliminação, por falta de escolha. Espero que o próximo presidente olhe menos para si e mais para o país, menos para os amigos, e que pense maior do que na própria pessoa', disse a bancária Myrna Haiat, de 42 anos, que votou em São Paulo.

    A estudante de psicologia Juliani di Castro, de 24 anos, manifestou preocupação com a forte divisão política. 'O que eu gostaria que o próximo presidente fizesse nenhum dos dois vai fazer, mas acho que os movimentos que se levantaram com a divisão política de agora vão permanecer independente de quem for eleito', afirmou.

    Com a vitória de Bolsonaro desenhada pelas pesquisas de opinião, fica a dúvida se o capitão da reserva, conhecido por sua retórica dura e por suas declarações polêmicas, terá capacidade e disposição de fazer esses gestos e de unir forças em torno de si para governar.

    'Do que vem pela frente o que eu mais destacaria são os sinais do Bolsonaro e da turma de aproximação com a velha política e também com a administração Temer. Estão dando sinais de que a transição para um novo governo não será tão abrupta como se anunciava há algum tempo', disse o analista político da MCM Consultores Associados Ricardo Ribeiro, que acredita que Bolsonaro deverá, mesmo sentado na cadeira presidencial, gerar antagonismos.

    'Esse clima mais acirrado de antagonismo vai durar toda a administração Bolsonaro. O Bolsonaro vai ser um presidente que vai gerar muita rejeição, não digo da maioria da população, mas de uma parte expressiva da população', previu.

    Para Melo, do Insper, o discurso que Bolsonaro fará após sua provável vitória na noite de domingo deverá ser analisado de perto, até mesmo para aplacar temores dos que veem num eventual governo do capitão da reserva uma ameaça à democracia, por conta de declarações passadas e recentes dele e de aliados próximos.

    'O discurso da vitória do Bolsonaro tem que ser um discurso agregador. Não pode ser um discurso com o tom que ele vem exercendo durante a campanha', disse Melo.

    'A nenhum presidente da República interessa governar um país dividido. Impor a unidade na porrada não é possível. Espero que ele nem pense nisso. Você tem que construir a unidade por meio da persuasão.'

    (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier e Maria Clara Pestre, no Rio de Janeiro; Isabel Marchenta, Tais Haupt e Lisandra Paraguassu, em São Paulo; e Maria Carolina Marcello, em Brasília)

    0

    0

    21

    3 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. abre

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.