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Dólar abre em queda no Brasil em linha com o exterior após Copom cortar juros

Dólar abre em queda no Brasil em linha com o exterior após Copom cortar juros

Reuters

30/04/2026

Placeholder - loading - Funcionário segura notas de dólar em uma casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, em 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan
Funcionário segura notas de dólar em uma casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, em 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  30/04/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 30 Abr (Reuters) - O dólar ​iniciou a quinta-feira em queda ante o real, em um dia de clima mais favorável aos ativos de risco no exterior, com a divisa norte-americana e o petróleo registrando queda, enquanto os investidores locais avaliavam a decisão de juros do Banco Central, que na véspera cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano.

Às 10h20, o dólar à vista cedia 0,3%, aos R$4,9872 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- caía 0,12%, aos R$5,0240.

A moeda norte-americana tem viés de queda no exterior, com o índice do dólar -- que ⁠mede o desempenho ⁠da moeda norte-americana frente a uma cesta ​de seis ‌divisas -- caindo 0,37%, a 98,494. O movimento acontece enquanto os contratos de petróleo Brent recuam mais de 3%, após terem atingido o maior nível em quatro dias.

'Tudo isso tem beneficiado o desempenho de ativos arriscados, como commodities e moedas de economias emergentes, que é ⁠o caso do real. O mercado está devolvendo um pouco da aversão ao ​risco presente na semana por conta do impasse prolongado entre Irã Estados Unidos', disse Leonel Olivera ​Mattos, analista de inteligência de mercados da Stonex.

Localmente, os ‌agentes digerem a decisão ​do Comitê ⁠de Política Monetária (Copom) do BC que, na véspera, argumentou em seu comunicado que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ​ciclo de 'calibração' da taxa e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta.

A autarquia defendeu serenidade e cautela na condução dos juros para que os passos futuros da calibração da Selic 'possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, ​assim como seus efeitos'.

O mercado local de câmbio também é influenciado pela formação da Ptax de fim de mês nesta quinta. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Por conta da disputa, é comum haver maior ​volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo ‌BC, às 10h, 11h, 12h e 13h. ⁠A Ptax fechou no início da tarde em R$5,2194 para venda.

Nesta quinta, a agenda doméstica também contou com a divulgação dos dados do mercado de trabalho, que mostraram que a taxa ⁠de desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três meses até ⁠março, em linha com as projeções de economistas ⁠ouvidos pela Reuters.

Na quarta-feira, ⁠o ​dólar à vista encerrou com variação positiva de 0,39%, aos R$5,0021.

(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani)

Reuters

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