Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Dólar se reaproxima da estabilidade com guerra EUA-Irã e ata do Fed no foco

Dólar se reaproxima da estabilidade com guerra EUA-Irã e ata do Fed no foco

Reuters

20/05/2026

Placeholder - loading - Notas de real brasileiro e de dólar americano, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real brasileiro e de dólar americano, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  20/05/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 20 Mai (Reuters) - Após ​abrir em leve baixa, o dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta quarta-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana cede ante algumas divisas de países emergentes, com investidores atentos às negociações entre EUA e Irã enquanto esperam a divulgação da ata do último encontro do Federal Reserve.

Às 9h51, o dólar à vista cedia 0,03%, aos R$5,0400 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- recuava 0,15%, aos R$5,0535.

Na terça-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia com alta de 0,86%, aos R$5,0416, após o senador ⁠Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter ⁠admitido que se reuniu pessoalmente com o ​ex-dono do ‌Master, Daniel Vorcaro, no fim de 2025. Na época, o banqueiro já havia passado por sua primeira prisão preventiva e estava utilizando uma tornozeleira eletrônica.

A admissão foi vista pelo mercado como mais um fator que enfraquece a candidatura de Flávio à Presidência, favorecendo ⁠a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta manhã de quarta-feira, ainda ​sem novidades no campo político, os agentes se voltam novamente para o exterior, após o ​presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na véspera que ‌a guerra com o ​Irã terminará 'muito ⁠rapidamente'. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, disse que houve progresso nas negociações.

A expectativa de um acordo abriu espaço para a queda do petróleo Brent nesta quarta-feira, ainda que o preço do barril se ​mantenha em níveis elevados, perto dos US$108.

Nos mercados de moedas, o dólar tinha variações contidas ante as demais divisas fortes, mas cedia ante moedas de emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano.

Os investidores aguardam a divulgação, às 15h, da ata do último ​encontro de política monetária do Federal Reserve, em busca de pistas sobre o futuro da taxa de juros nos Estados Unidos.

O mercado tem elevado as apostas de que, em função da continuidade da guerra, que mantém bloqueado o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, o Fed poderá ser obrigado a subir juros no fim do ano para conter a inflação. Atualmente a taxa de juros norte-americana está na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto no Brasil a taxa Selic ​segue em 14,50%.

O diferencial de juros entre Brasil e EUA vem sendo apontado como um dos fatores ‌para atração de investimentos ao país, o ⁠que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real em meses anteriores.

A guerra no Oriente Médio, no entanto, mexeu com os fluxos globais de recursos, inclusive para ⁠o Brasil. Mais recentemente, o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e ⁠Vorcaro tem pressionado as cotações.

Às 11h30, o ⁠Banco Central realiza leilão ⁠de ​50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...